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17 de mai de 2008

Amanda

Entrou em casa, tirando os sapatos e seguiu para a cozinha onde instruiu Noemi sobre o jantar. Depois passou na biblioteca para dar um beijo no marido; disse-lhe que iria tomar um banho e dormir um pouco. – Quando o jantar estiver pronto, você me acorda, por favor?– Pediu, dirigindo-lhe um olhar carinhoso.
Enquanto a água do chuveiro escorria sobre Amanda, que espalhava com as mãos um sabonete líquido no pescoço e nos seios, pensou em Jorge e sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo.
Tinham-se passado três dias desde o seu último encontro com ele, e o desejou ali, ao seu lado, debaixo daquela água... “Era um bom amante”, pensava, ao mesmo tempo em que uma excitação crescia dentro de seu corpo e extravasava por entre as coxas, e no efeito de suas mãos sobre os seios, que ensaboava lentamente, de mamilos eriçados.
Encostou-se na parede, sentindo as pernas fraquejarem, no tempo em que a mão direita foi descendo pela barriga, sem pressa, em direção aos pêlos molhados e escorregadios de espuma. O dedo encontrou a abertura por onde o prazer escorria e sentiu-se molhada, também, por dentro. O prazer crescente acelerava a sua respiração, acelerava sua mão sobre o seio, acelerava os dedos sobre a pele sensível e túrgida de seu sexo.
Um orgasmo se pronunciava e querendo prolongar aquele momento prazeroso e solitário, voltou para debaixo da água morna do chuveiro, apoiada de frente para os azulejos do boxe. Jogou mais um pouco de sabonete na mão e espalhou pelo corpo e, vagarosamente, recomeçou a se tocar.
Os movimentos foram se tornando frenéticos, incontroláveis e sentiu a visão se anuviar quando o orgasmo veio explosivo, intenso a ponto de fazer o corpo inteiro tremer, desenfreado.
Seguiu-se um fraquejar de pernas e de braços, que a fizeram deixar o corpo escorrer, com as costas na parede lisa dos azulejos, até ao piso. Ficou ali, sentada, sorvendo todos os resquícios daquele arrebatamento.
A expressão feliz dizia tudo, só que ninguém teve o prazer, a grande sorte de contemplar aquela cena de rara beleza.

Osair de Sousa

6 comentários:

Jodenon do fim do mundo. disse...

Que inveja boa eu tenho da capacidade criativa que você tem. Quem sabe um dia com muito esforço e dedicação em consiga alcançar pelo menos 50%. Sei que é um objetivo muito difícil de atingir, mas não desisto.
Hehehehe...Saudades de vocês!
Um grande abraço!
Jodenon

Li disse...

Muito bom! Gostei muito do seu Blog e dos seus textos!
Parabéns e prometo voltar sempre, ok?
Elida

Pam disse...

Não quando e não sei o porquê, mas acompanho os seus textos há um tempo. Agora que fiz um blog, resolvi deixar um comentário.

Parabéns, blogs há aos montes, mas a qualidade que sinto em suas palavras são bem mais difíceis de encontrar.

Um abraço, Pam.

http://pampsiquismo.blospot.com

Craudinha Egg disse...

nossa...
amei a última frase...
como é bom dividir esses momentos, né...
bjos

Eliane Alcântara. disse...

Osair, com um tempo de descanso e um maior de saudades apareci para fazer uma visitinha. Sua escrita continua interessantemente deliciosa. Parabéns, Poeta. Beijos!

amanda disse...

Parabéns pelo blog!

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