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9 de set de 2010

A FORÇA

Ela sorriu de um modo tal que os olhos exprimiam deleite, as narinas pareciam pulsar ao ritmo de sua respiração, coisa meio ofegante; os lábios rosados, os dentes brancos e regulares tinham um formato que só teem as bocas que sorriem francamente. Todo o conjunto do seu sorriso era, afinal, de uma lascívia convidativa, irrecusável pela sinceridade do desejo emanado. A cabeça pendia um pouco para o lado e fios negros do cabelo longo caiam sobre o rosto compondo um ar de rebeldia amorosa. Ela se fazia de tal modo singular e desejável que o perigo da paixão causou-me certo espanto. Entre o receio e o desejo de me atirar em seus braços,
fiquei por momentos suspenso de atitudes.
“Que foi, meu querido? Está com um jeito estranho...”
“É que... Como posso saber que não vou me apaixonar?”
Ela mexeu com a cabeça, lentamente de um lado para outro, retirou os fios de cabelo do rosto com um gesto delicado. Depois sorriu outra vez, porém era outro sorriso, bem mais enigmático. E esperou, sem dar uma resposta à minha dúvida, por uma decisão, fitando-me sem tréguas, olhos nos olhos. Sentia-me provocado a enfrentar o perigo do amor desenfreado, quando em mim, houvera apenas o desejo de uma noite de sexo.
O seu silêncio e a clara expressão de sensualidade me fizeram sentir a fragilidade masculina. Entre a indecisão e a força arrebatadora que ela irradiava, caminhei, vacilante em sua direção. 

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