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31 de out de 2010

Magia de um desejo

Despiu-se ante ao meu anseio, revelando a brancura fresca do corpo e procuramos o toque; com o toque o calor e a textura de nossas peles. Sem pressa, as mãos exploraram a geografia que éramos nós, em todas as direções, elevações e profundidades. Por vezes nossos olhos se encontravam, semicerrados e nos víamos nas sensações dos sentidos alterados pelo LSD da paixão.
Um beijo. Hesitante, trêmulo. O beijo, agora resoluto, definitivo, guloso. Abraços firmes, fortes como uma 
necessidade de garantir que não iríamos fugir, nos afastarmos. Os corpos se fundiam em um só corpo e, a calma, a delicadeza inicial, dera lugar ao frenesi, um descontrole das vontades, da razão. Já nem nos pertencíamos mais, pois o comando era ditado pelo pleno desejo e, alucinados, totalmente instintos, tudo acontecia alheio aos pensamentos que nos abandonara por completo.Era um momento mágico, de encantamento, onde o tempo não existia, nem mesmo lugar. Flutuávamos entre brumas de sensações de um prazer que não era real, alguma coisa como um sonho do qual não se quer acordar. A fantasia que se fazia real sem que se pudesse crer, totalmente, que acontecia ali conosco.Ao final, cansados, suados e ofegantes, oferecíamos em gratidão um sorriso leve ao acaso, entre pequenos e breves tremores. O silêncio foi a música que embalou o retorno à realidade de qual fomos retirados por causa de um desejo há tanto reprimido e que veio à tona, sedento, do fundo de nossas almas.

4 comentários:

Rosangela disse...

Osair, que leitura! Este seu texto é a minha cara tem imagens de prosas que escrevi e sequer publiquei ainda: o desejo reprimido, o frenesi do momento, o instinto descontrolado e enfim a realidade que me limita.
Nem preciso dizer, que adorei!
Grande beijo!

Mulekaaaa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mulekaaaa disse...

é magia...
é desejo...
é o ser revelando-se...
despindo-se dos véus, que encombrem as emoções...
e assim degusto cada palavra aumentando minha sede de provar com todos os sentidos o sentido real da emoção a tanto reprimida e jamais esquecida. beijos ao teu sabor

Mulekaaaa disse...

eu li outro poema aqui minutos atrás...onde ele se escondeu...justo no momento onde vc conseguia retirar os meus véus...
desde que parei de escrever no fotolog, não consegui mais poetar, é incrivel o quanto ler-te foi sempre a inspiração que me desnudou...
a ti escrevi nua...sem véus sem mascaras...
ao lado do poema feliz eu abri uma pag do word e ali engatinhava minhas primeiras palavras após anos sem conseguir escrever...
gostaria nesse instante de ter copiado para poder degustar novamente de cada palavra...cada sensação desperta...
bem vou te deixar a parte que consegui escrever antes...

É tão lindo o dono do meu tempo
Que não me contive
deslizando
no papel em branco
Leves traços de grafite
aos poucos descortinando
a forma enigmática de sua face
é todo lido o dono do meu tempo
que não se contenta
em ter-me
com suas palavras
abraça minha alma
desnudando meu ser

beijos ao sabor feliz do poema

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