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6 de nov de 2010

PERDIÇÃO E REENCONTRO

É no seu corpo que ele se perde: sem nome, sem palavras, frágil na sua força de amante. Perdido, se sente feliz e crê, entre seus seios e coxas, ser infinito, imortal. No seu desvario, ela é o seu porto seguro, onde ele atraca seu prazer e descansa a cada gozo – perdição e reencontro. Ela rouba-lhe a vida e a dispõe ao seu jeito e forma, dando-lhe a certeza de não ser sem que ela lhe seja. A ama, mas não a pode ter, ela jamais ficará com ele; pertence ao seu agora e nada mais.
O choro brando, as lágrimas sutis que lhe escapam dos olhos, ela as dedica a um amor perdido num distante passado, numa memória ancestral. Amor que se arremete do seu eu profundo para explodir 
na sensualidade do corpo quente e ávido de prazeres. Ele proporciona-os. Amam-se uma tarde inteira e no silêncio do anoitecer, ele tateia as mãos fortes e trêmulas por todo o seu corpo. Guarda as sensações de cada ponto e instante e lamenta silencioso. Lamenta sua frágil condição de homem que depende dela, apenas dela, para se sentir vivo e eterno.
Separam-se, enfim. Ela vai para o seu mundo insosso, silencioso. Ele vagueia pela cidade à espera de outra tarde, para se encontrar naquela que o faz se perder. 

Um comentário:

Mulekaaaa disse...

Se perder de si encontrando-se no outro.
Será utopia, ou a verdade sublime do ser...
Magia...encanto, percorrendo cada canto do Ser entregue...
Quisera...

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