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9 de fev de 2012

Poema feliz


É tão linda a dona do meu tempo
Que não me contento:
Desenho seu corpo
Em papéis de arroz
Doce
Tão doce como a sua alegria
Para saciar a fome
Atroz da sua ausência


É toda lida a dona do meu tempo
Que não se contenta:
Faz-se formiga
E é cigarra
Canta
Como canta o vento matinal
Para alegrar ouvidos
De quem é todo esperar

É tão finda a dona do meu tempo
Que me concentro:
Poeta sem rumo
Todo sem rimas
Versa
Como versa o amado
Que sabe ter fim
O tresloucado estio

É tão inda a dona do meu tempo
Que me faz completo:
Esboço seu corpo
Ouço o canto
Tanto
Como tanto é a verdade
De sabê-la
Assim também feliz

 Osair de Sousa Manassan 

4 comentários:

A VIDA IMITA A ARTE disse...

Lindo!

Anônimo disse...

:)

Anônimo disse...

Um texto belíssimo e delicado. Parabéns Osair. Abraço. Maria.

Thayron Sabino disse...

Muito bom o texto. Parabéns.

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