<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875</id><updated>2012-01-31T11:29:34.301-02:00</updated><title type='text'>Palavras Vadias</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>109</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-6331478952003029522</id><published>2012-01-30T15:27:00.002-02:00</published><updated>2012-01-31T11:28:02.913-02:00</updated><title type='text'>ANIMAIS NOTURNOS</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; text-indent: 21.3pt;"&gt;O RATO&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;No meio dessa cidade sem fim, de cores pálidas, repleta de labirintos de ruas e avenidas cercadas de prédios, coberta por viadutos e cortada em baixo por túneis de metrôs e de esgotos, existe uma horda de miseráveis sem passado ou futuro. Eles estão espalhados em todas as direções que sigo nas noites das minhas insônias, semiocultos. Cobrem-se com folhas de jornais de notícias vencidas, velhos trapos imundos e fazem de grossas embalagens amassadas, a cama em que se deitam, dormem e se procriam como ratos. Da calçada, da coluna do viaduto, da marquise das lojas, fazem suas casas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Eles são os alienígenas que ninguém vê quando os procuram, pois olham para o alto, quanto estão ali, do lado. São o lixo malcheiroso que não é recolhido e assim vão apodrecendo, infestando a ar, empesteando a vida de quem transpira saúde e limpeza. A cada noite que passa, parecem se multiplicar, como células cancerígenas, e são invasivos, inoportunos. Eles me dão pena e esse sentimento incomoda, desperta a compaixão em mim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Antigamente, caminhava despreocupado, curtindo a paz da madrugada, o ruído silencioso da cidade adormecida. Hoje, não tenho mais sossego, minhas andanças são feitas sob constante vigilância e me sinto coagido a mudar de calçada, a procurar novos caminhos para não me deparar com suas figuras agastantes, deprimentes. Eles vieram e levaram a minha serenidade. Vieram de mansinho, um a um e, agora, os vejo por toda parte, causando tormentos nas minhas noites outrora tão aprazíveis. E o pior é que ninguém toma uma atitude, não existe a preocupação&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; text-indent: 28px;"&gt;de se recolher esse lixo subumano,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;ninguém se preocupa com o desconforto que eles nos causam. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Causam-nos aflição, mas sei também o quanto sofrem. Vejo-os padecer com o frio, com a fome, com seus próprios cheiros nauseantes e com suas incapacidades. Sofrem calados as suas doenças, seus martírios e parece que somente eu sou que tenho misericórdia dos seus infortúnios, da sina de nascer para serem suas próprias desgraças. Acho que aos olhos dos outros, são invisíveis; contudo, para os meus, são o retrato da desventura humana, desventura tão visível quanto a luz de uma lua cheia. De outro modo, não seria o único a ter-lhes piedade, a proporcionar-lhes o gozo bendito do sono eterno. Eles têm somente a mim e fico furioso, pois não pedi nem nunca quis ser um servo da bondade, da benevolência. Quando, Deus, terei de volta a minha paz? Quando minhas noites de sossego retornarão? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não tenho ideia do que fazem durante o dia. Certamente mendigam comida, dinheiro para seus porres; roubam e negociam em busca da satisfação de seus vícios. Não tenho certeza, pois detesto o dia com toda a sua claridade e os insuportáveis barulhos. Recolho-me à minha casa totalmente vedada por grossas cortinas e durmo para repor as forças. A outra parte do dia, eu fico em meditação e, assim, busco fortalecer meu espírito para enfrentar as mazelas da vida. Não vejo televisão, não ouço rádio e, ocasionalmente, compro o jornal, tão logo chega à banca, ainda de madrugada. Sempre fui feliz assim, na minha solidão repleta de paz, e continuaria feliz se não fosse essa invasão de resíduos humanos na cidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Porém não sou um sujeito acomodado e, “noturnamente” trabalho em busca da paz perdida, proporcionando serenidade a eles, que têm sede de justiça misericordiosa. Se ninguém age para limpar os becos e marquises, se há não atitude para dar-lhes os sossegos que merecem, eu o faço. Custa-me muito, pois como já frisei, tenho asco, uma repulsa insuportável ante a proximidade de suas figuras grotescas e malcheirosas. Sinto que por ser-me penosa tal tarefa é por que não existe bem-aventurança sem sacrifícios. O trabalho de remover as pedras do caminho me fortalece. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Para não ser preciso tocá-los, ajo com a habilidade e a inteligência de que fui dotado, pela graça de Deus. Quase toda noite convido um daqueles seres para comer em minha casa, sacio-lhes a fome e a sede e os levo ao porão. O veneno na comida não leva meia hora para surtir efeito e, ao alcançarem o repouso eterno, sepulto-os ali mesmo, debaixo da terra fofa e acolhedora do meu subsolo. Depois de concluída a minha boa ação, sinto-me exausto e essa exaustão me dá uma tristeza profunda e lamento a minha vida. São lamentos redentores, de purificação da alma, e depois sinto-me em completa beatitude. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não sou um tolo, sei que as minhas ações são apenas uma gota de água no oceano da miséria humana. É como querer apagar o fogo de uma floresta inteira usando uma mísera jarra de água. O que me consola é saber-me não omisso, sujeito ativo de uma ação necessária e benevolente. E quando o dia começa a despontar, vou dormir na serenidade de quem cumpriu com a sua missão, com honra e destemor. Sei que há alguém que repousa em paz, além de mim, sob o seio da terra-mãe acolhedora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="text-indent: 21.3pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-outline-level: 1; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O GATO &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Vinte anos trabalhando feito uma besta, correndo risco de morrer e o que eu ganho? Um salário de bosta, delegados almofadinhas querendo ensinar o meu trabalho e tome correria atrás de bandidos e de ladrões de galinhas. Sempre honesto, mais sobrevivendo do que levando uma vida de verdade. E a família? Filhos querendo bicicletas, videogame e outras coisas que nunca pude comprar. Escola, somente pública. E a mulher insatisfeita, me chamando de otário porque nunca aceitei receber propinas e alguns benefícios “por fora”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Cansei. Cheguei ao meu limite e chutei o balde. Fui baleado num cerco contra uma quadrilha de assaltantes de bancos e fiquei dez dias no hospital. Percebi o quanto somos substituíveis e sem valor aos olhos dos grandões endinheirados, em suas imponentes mansões e carros brindados. Pagam a nós, um salário de fome para perseguir pés-de-chinelos e ficam no bem-bom, livres para roubar milhares de dólares e remeter para contas e mais contas no exterior. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Tive muito tempo para pensar naquele hospital público (penso que merecia um hospital particular bem equipado, mas...). Entre as coisas que pensei uma foi nos meus filhos, como ficariam se eu tivesse batido com as botas. Ficariam ao deus-dará. Aí, não. Não, mesmo! E, logo que recebi alta fui procurar um serviço extra. Faria, a partir de agora, um pé-de-meia, daria mais conforto à minha família e um carro decente para mim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Lembrei de um sujeito, na 25 de março, que uma vez me sondou para fazer a segurança dum grupo de lojas. Fui até lá e disse que se ainda quisessem, estaria disponível para a vaga. Confesso que vacilei um pouco quando me disse o que teria que fazer, mas a grana era alta, podia inclusive comprar uma casa, sair do aluguel. Aceitei a proposta e fui logo pedindo um adiantamento. Não suportava mais uma constante dor nos dentes, precisava ir ao dentista; meus filhos também e a Norma, minha mulher. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O serviço era moleza. Espantar os pivetes que rondavam a rua para roubar clientes e os moradores de rua que faziam das marquises um lugar de consumo de crack, de cachaça, sem contar as orgias sexuais. O problema (fui descobrir com o tempo) era que sempre voltavam. Era que nem tirar água de canoa furada com uma xícara. Falei com o líder dos lojistas e ele disse que eu devia agir com vigor e fazer com que nunca mais voltassem. Entendi a mensagem, só que isso merecia um substancial aumento do meu salário extra. Ele entendeu e disse que se os resultados fossem visíveis, eu teria o aumento desejado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Todos os dias quando deixava a delegacia, jantava no centro da cidade e depois ficava rodando, num velho Fiat com placa fria, ali nas imediações da 25 de março. Eu já conhecia quase todos os mendigos, pivetes e vapores do tráfego de crack. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Esperava uma oportunidade de surpreender um, daqueles arruaceiros, desacompanhado, chamava até a janela do carro e oferecia uma boa grana para um programa. Sempre funcionava. Via os olhos arregalados nas quatro notas de cinquenta e, a seguir, sentavam no banco do passageiro sem mais perguntas. Dali, seguia até um local ermo e fazia o serviço. Rápido, inclemente e sem dor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Assim, com os resultados aparecendo, comecei a melhorar a vida da minha família. Comprei uma bela casa próximo de onde morava de aluguel e pintei, eu mesmo, com a ajuda dos meninos. Eles ficaram felizes com as bicicletas e os patins e Norma reformou a sua cozinha. Eu, como estava podendo, arrumei uma garota linda e pude, finalmente, ter a minha amante. Homem que está bem de vida tem que ter uma amante, senão pega mal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Meu primeiro critério na escolha da pessoa que seria despachada era a condição espacial. Explico melhor para não parecer metido a besta: o indivíduo tinha que estar situado em algum local sem outra pessoa por perto. O segundo critério era a da condição física e sexo. Dava preferência aos mais fodidos e do sexo masculino. Mas já pegara duas mulheres, no caso, bem fodidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Um dia descobri algo anormal e resolvi investigar. Por duas vezes vi um sujeito bem vestido de terno e gravata, andando pela rua, acompanhado por um mendigo. Na primeira vez foi uma garota nova, viciada em crack. Na segunda vez ele era acompanhado por um velho, que vivia bêbado e que eu já havia levado para outra cidade tempos atrás. Procurei as duas pessoas que vira com ele e ninguém soube dizer para onde foram. Desapareceram. Pensei: aí tem coisa! Com paciência, fiquei de campana e duas semanas depois obtive sucesso. Ele surgiu na esquina em companhia de um rapaz, também viciado em crack e que usava as mulheres em programas para conseguir o dinheiro para sustentar o vício. Fazia pequenos furtos, também. Tava de olho nele, há tempos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Segui a dupla, com muita cautela. Entraram em um casarão a três quarteirões de distância. Aguardei. Ninguém saiu da casa e, logo que amanheceu, liguei para um colega, o Argemiro e pedi que ficasse plantado ali e me ligasse assim que visse alguém deixar o casarão. Na delegacia, dormi um pouco. Depois sai em duas ocorrências e, voltei a tirar outra soneca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Liguei para o Argemiro e ele me disse que ninguém tinha deixado a casa. Fui para lá, dei-lhe uma boa grana pelo galho que ele me quebrou e preparei para esperar durante a noite inteira. Mas não foi preciso tanto. Por volta de uma da manhã o sujeito de terno e gravata saiu em direção ao centro, calmamente e parecia até cantarolar “&lt;i&gt;I sing in the rain&lt;/i&gt;”. Apaguei o cigarro, sai do carro e procurei uma forma de entrar na casa. Fechadura velha, coisa fácil. Uma vez lá dentro, vasculhei tudo, durante duas horas e fui recompensado. Senti um mau cheiro que vinha de um porão antigo, tão antigo quanto a casa. Desci e o cheiro tornou-se insuportável. Vi a terra remexida recentemente e adivinhei o que acontecia ali. Sai com uma insuportável ânsia de vômito e segurei até chegar à rua onde pus o jantar inteiro para fora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="text-indent: 21.3pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-outline-level: 1; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O MORCEGO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Esse povo dos Direitos Humanos enche o saco! Tive que dar várias entrevistas explicando que estávamos trabalhando duro para encontrar os responsáveis pelo sumiço de vários moradores de ruas, nos últimos anos. Até falei que tínhamos vários suspeitos, o que obviamente não era verdade. Eu não me importava, não dava a mínima pelo desaparecimento de quem nem mesmo existia pelo poder público. Aliás, só passam a existir quando a imprensa cai de pau em cima deles, as vossas excelências, os governantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Eu me pergunto: quem é o responsável pela miséria que largueia por ai? Que não proporciona educação, saúde, políticas sociais? São vossas excelências! E a imprensa? A mídia? Lucra horrores com notícias sensacionalistas, usando os pobres coitados e suas desventuras para vender jornais, atrair anunciantes. E essa gente dos Direitos Humanos? A maioria é de políticos carreiristas, que quer mídia e voto fácil. Usa, igualmente, a miséria como trampolim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Uns fabricam, outros lucram. A ganância está acima da dignidade humana. São todos eles, políticos e mídia, traficantes, os responsáveis pela existência desse grupo crescente de infelizes; são os responsáveis pela vida e pela morte. E acaba sobrando para nós, a polícia, o papel de vilões. A classe política nos cobra um responsável, numa atitude hipócrita. A mídia usa essa cobrança e a indigência deles para gerar mais notícia, gerar anunciantes, gerando dinheiro, muito dinheiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O tráfico, por mais incrível que pareça, é o menos hipócrita. Eles vendem sabendo o que vai acontecer, não esconde que querem o dinheiro, o poder de vida e morte. Suas excelências e a imprensa que não venham cobrar que limpemos a sujeira que eles alimentam. Trabalhamos duro. A nossa vida está em constante risco para lhes proporcionar um pouco de sossego. Não venham cobrar o que já fazemos além das nossas possibilidades. Falta salário digno, pessoal qualificado, falta armamentos e equipamentos de apoio, falta tudo, só não falta cobrança!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Reuni todo o meu pessoal e dei uma dura. Queria alguém, queria um responsável, um só que fosse que estivesse por trás daqueles sumiços. Assim eu largaria do pé deles e a imprensa sairia do meu. Mandei todo mundo pra rua. Há mais de ano tinha dois homens trabalhando no caso e os incompetentes não apresentaram um suspeito sequer. Mas eu tenho um suspeito. Ou, melhor, dois suspeitos, o problema é que são membros desta delegacia e reluto em investigá-los, não por corporativismo, mas por não ter ninguém de confiança para fazer esse trabalho. Não quero dar o prazer de passar o serviço para outro departamento da segurança pública. Somente aguardo. A qualquer momento eles se entregarão na autoconfiança, num descuido próprio da arrogância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Não é admissível que policiais sejam juízes e carrascos, mas é compreensível. O maldito do dinheiro fácil, o dinheiro que lhes é negado pelo poder público, assalariando a todos com um montante vergonhoso. Mais uma vez, as excelências são responsáveis e fingem que não o são. Policiais trabalham muito, repito e ganham pouco. Por isso trabalham num segundo emprego, como seguranças, vigias de residências, outros se corrompem, se vendem para o crime. No final de qualquer análise, o poder público é o maior responsável por todos os desvios de conduta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O Renato, por exemplo, um excelente agente, detetive de primeira, sempre honesto, trabalhador, foi baleado em ação e jogado numa enfermaria de um sujo hospital público. Ficou desiludido. Ele acha que eu não sei que está trabalhando por fora. Finjo que não vejo, pois não posso cobrar-lhes exclusividade. Ele passou a ser o meu principal suspeito nesse caso dos desaparecimentos dos moradores de rua. Estou dando corda e, na primeira oportunidade, pego ele com a mão na massa. Vai ser duro, porém tenho que cumprir a lei. É o meu dever. Também tenho na minha alça de mira o Argemiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Duas semanas com os homens nas ruas, várias prisões e nada de concreto. Estou convencido que isso é obra do Renato e do Argemiro. Hoje o agente Renato passou o dia sonolento e o Argemiro nem deu as caras. É hora de agir. Vou eu mesmo investigar esses dois, paciência tem limite. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Tomei a decisão e tratei de agir: coloquei um chip no carro que Renato usa e à noite o rastreei. Vi o seu carro estacionado, me coloquei à distância e aguardei uma ação da parte dele. Por horas permaneceu dentro do carro. Estava fazendo campana. Eu, ironicamente, também o fazia e, o que era pior, em um dos meus agentes. A espera parecia estar no seu final. Ele entrou na casa que estivera vigiando, logo que saiu um sujeito de terno, certamente o proprietário, que passou perto do meu carro, em direção ao centro velho. Aguardei. O agente Renato não estava a trabalho, agia por conta própria e ali tinha alguma coisa. Não me restava outra coisa a não ser esperar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Quando ele saiu, curvou-se sobre o carro. Estava sentindo alguma coisa; hora de colocar um final naquilo. Liguei meu veículo e parei ao lado do dele. Iria arrancar a verdade, acabar de vez com aquela história. Desci e ele assustou-se ao ver que era eu. Notei que vomitara e nem precisei apertá-lo. Contou o que estivera fazendo bem como o que descobrira. Voltamos para a delegacia e ao amanhecer, tínhamos mais de vinte homens em ação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Fiquei aliviado, de verdade, em saber que meu agente descobrira o responsável por todos aqueles desaparecimentos de moradores de rua. No porão da casa foram encontrados dezenove corpos enterrados. O assassino vai ser apresentado logo mais à imprensa e, acho que devo fazer justiça. Vou indicar Renato para uma promoção. Ele merece. Mas, a entrevista coletiva, essa é minha. Também mereço.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-6331478952003029522?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/6331478952003029522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=6331478952003029522&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6331478952003029522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6331478952003029522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2012/01/animais-noturnos.html' title='ANIMAIS NOTURNOS'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-6955849802637564531</id><published>2012-01-26T00:25:00.003-02:00</published><updated>2012-01-31T11:29:34.319-02:00</updated><title type='text'>OUTONO DA VIDA</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3pt; text-align: left; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style', serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;[Conto]&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3pt; text-align: left; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Bookman Old Style', serif; font-size: 11pt; letter-spacing: -0.1pt; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3pt; text-align: left; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt; text-indent: 21.3pt;"&gt;O sol mal lançara suas primeiras luzes de tonalidades róseas sobre a cidade quando Helena desceu para preparar o café da manhã, como sempre fazia, numa rotina automatizada pelo tempo. Celso permanecia na cama. Acordara com os barulhos da esposa abrindo gavetas e portas de armários. Sem motivo aparente, ele fingiu ainda dormir. Ouviu os seus passos que desciam a escada; lembrou-se que era sábado, dia de irem para o sítio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Notou uma quase melancolia em si, um sentimento incerto, mais próximo da tristeza. Era dia de toda família viajar para a antiga propriedade que fora dos avós de Helena. Lá permaneciam até o domingo à tarde. A viagem de volta era sempre lenta, com a esposa ao volante que, no entender de Celso, tinha uma excessiva cautela ao volante. Aborrecia-se com a volta, num trajeto de duas horas transformado em três, ou um pouco mais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Abriu os olhos no quarto ainda escuro devido ao horário e pela cortina fechada. A melancolia mostrava-se mais definida, como o prenúncio da partida definitiva de alguém muito querido. Pensou que talvez fosse pela proximidade do seu aniversário de quarenta anos, como acontecera nos dois últimos. “A crise tão falada... Mas não, não pode ser por isso...” Havia outra causa, considerando que não era um sentimento contínuo, ao contrário, essa tristeza vinha-lhe raramente. Nos últimos tempos sentira esse mesmo mal-estar por duas ou três vezes. Nada mais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Novamente os passos de Helena. Agora subia as escadas; em seguida, o barulho da porta do quarto das filhas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-indent: 21.3pt;"&gt;Ouviu nitidamente a sua voz acordando Júlia e depois,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; text-indent: 21.3pt;"&gt;Joyce.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; text-indent: 21.3pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Passos, outra porta abriu-se. Acordava, agora, Francisco. Celso sabia ser o próximo. A esposa animava-se mais nas manhãs de sábado do que nos outros dias. Era-lhe inconcebível qualquer final de semana que não fosse no sítio. Deitado de costas, o olhar perdido no teto, tentou lembrar-se de um único sábado em que dormira além do costume, ou de um domingo em que contemplara a tarde tornar-se noite na tranquilidade de sua casa. Não se lembrou. Não havia o que se lembrar. Há quinze anos repetiam aquele rito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;De repente deu-se conta que a melancolia era causada pele certeza daqueles dois dias serem iguais a tantos outros, inumeráveis, em repetições que lhe pareciam eternas. Havia uma imutabilidade nessa vida em família, repleta de fazer sempre igual, sem inseguranças, totalmente previsível. E agora já não tinha dúvida: esse desânimo advinha da extensão de mesmices, pelas maçantes obviedades. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Helena entrou no quarto, abriu a cortina e o chamou. “Estamos em cima da hora”, disse. Que se levantasse e fosse tomar o seu banho, fazer a barba e descer para tomar o café da manhã. Hoje, se não se apressassem, poderiam atrasar. A voz chegava ao seu ouvido e era sentenciosa, o “atrasar” como algo imperdoável, um fugir da responsabilidade de uma tradição sagrada, uma desatenção à hora de um ofício. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Celso levantou-se, tomou o seu banho, mas não fez a barba. Desceu para tomar o café com a mesma indisposição do acordar. O mal-estar trouxe uma ligeira irritação e achou que a algazarra diária dos filhos à mesa, era maior a cada dia. A alegria dos três era uma antecipação da liberdade do campo, do correr sem receios pela amplidão de um horizonte sem perigos. Ele entendia isso, mas hoje não amanhecera como um dia normal. Algum fantasma o visitara na madrugada e lhe trouxera a dúvida, a incerteza que nos faz vacilar em seguir adiante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Helena perguntou-lhe por que não fez a barba. Respondeu perguntando: “ora, por que tinha que fazer?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Porque sempre faz!” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Nada pode sair do imprevisto no roteiro dela”, pensou Celso. Fechou a expressão e se aborreceu ainda mais. Julgou que a esposa tinha receios do improvável. Subitamente lhe veio o desejo de não ir ao sítio. Um desejo tímido que foi crescente em seu pensamento, ocupando o espaço do vozeio das crianças e a de Helena, apresando-os. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Devo, mesmo, ir?”, questionou-se. Eram todos uma família, agiam como se era esperado que agisse uma família, com união e comunhão. E o que era comunhão senão a participação em comum de crenças, interesses e ideias? E o que era a sua melancolia? O desinteresse, a sensação do fastio da mesmice? Se fosse assim, por que deveria ir? Helena o chamava. Em seu rosto viu descontentamento, viu incriminação; “já estamos atrasados!”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Os filhos ocuparam rapidamente os seus lugares dentro do carro, na mesma e alegre algazarra. Ele, sentado, colocou as mãos sobre a cabeça, apoiando o cotovelo na mesa. “Eu não vou...”, ouviu-se dizer de forma surda, ensimesmada. Helena perguntou-lhe o que dissera e, sem esperar resposta, repetiu que “já estamos atrasados, Celso”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Aprumou-se e a voz lhe veio firme, decidida. “Hoje não vou. Quero ficar em casa”. Espanto, raiva, incompreensão do sentido de suas palavras? Não suportou continuar olhando para Helena. Via os arabescos dos azulejos da cozinha, tão conhecidos, tão monótonos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Que história é essa, agora, Celso? Como assim, não vou? Anda, criatura, as crianças estão esperando e me deixando maluca!”. Não foi o suficiente para arrefecer a sua decisão abrupta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Então vai, Helena. Diz a eles que vou ficar em casa... Quero arrumar os livros na biblioteca, ficar sozinho...”. Helena transtornou-se. Questionou, cobrou, exigiu. Celso deixou-a falando sozinha e subiu para o quarto. Postou-se ao lado da janela, com um vazio que só não era total devido à angústia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;A perna de apoio começava a doer-lhe. Não soube quanto tempo ficou ali. Viu o carro partir, portas comerciais se abrindo, as pessoas ocupando as calçadas, um carrinho de bebê empurrado por uma sorridente mãe, viu o seu passado e a inutilidade do agora. Voltou-se e largou o corpo na cama. Cobriu os olhos com uma toalha e isolou-se da claridade e da vida externa&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Adormeceu e sonhou. Estava na estrada e de repente o carro ficou instável, deslizando as rodas sem sair do lugar. Eram fezes de vacas e cavalos. Eles pastavam e defecavam sobre a pista e o volume aumentava assustadoramente, fechando a passagem. Ansioso percebia o estrume vir em direção ao carro e, em desespero, deu marcha à ré e o veículo deslizou velozmente para trás. Pisou no freio, mas a velocidade só aumentava. Havia muitos veículos na sua retaguarda e se pôs a ziguezaguear, numa incômoda posição, o pescoço virado para trás, assustado, desviando de batidas eminentes. O freio não obedecia à pisada forte do seu pé. E voltava, interminavelmente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;pós acordar, pensou no sonho bizarro, tentando descobrir um sentido oculto. Lembrou-se que estava sozinho naquele devaneio onírico. Disse a si mesmo que sonhos não têm explicação. Segredos do inconsciente, portanto, bobagem perder tempo tentando entendê-los. Olhou para o relógio e viu que tinha dormido por quase três horas. Levantou-se e saiu para a rua. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Caminhou sem pressa. Logo estava no parque municipal, com seus refrescantes bosques e um grande lago. Há tempos não ia ali, apesar de morar menos de dez minutos de caminhada até o local. O sol já estava alto e era pequeno o número de pessoas fazendo seus rotineiros exercícios aeróbicos. Sob as árvores, sentados na grama, casais de namorados e algumas crianças correndo atrás de pombos. Comprou água de coco e entrou no bosque à procura de um banco para se sentar e beber o líquido refrescante. Olhou para o lago e se perdeu numa introspecção que oscilava no feitio da água, sob a circulação de uma família de patos, de um lado a outro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Uma sólida trajetória, construindo toda uma vida, com determinação desobrigada ao que não fosse à família e ao trabalho. Nunca parara um segundo sequer se era mesmo isso que desejava para si. E era? “É essa vida que quero para mim?, a vida que escolhi ou eu é que fui escolhido por ela?”, meditava ainda em angústia. “Se tivesse procurado outros interesses, como seria eu? O que existe além do que conheço, desta vida ordinária, corriqueira?”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Depositou o coco vazio numa lixeira. Viu passar à sua frente dois homens abraçados. Um gargalhava com alguma história que o outro contava, entre risadas e trejeitos. “Gays... Quanta coragem, a certeza do que desejam para si, lutando diariamente contra o preconceito, a discriminação e, felizes!”. Sentiu-se envergonhado de si mesmo. “Talvez seja isso mesmo, o medo do novo, do inusitado...” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Depois de casado não teve outra mulher, não teve mais a companhia dos amigos em uma mesa de bar, divertindo-se com bobagens, dando boas risadas. Quinze anos rotineiros, seguros, previsíveis. Nenhuma nova emoção, nenhuma regra quebrada, a metodologia do casamento perfeito. “Qual a alegria de um casamento assim? Qual é o deleite recompensador?” Não houve desprazer, como não houve delícias, encantos. Agora, sim. Agora um desencanto repentino... “Qual o estopim que detonara esse despertar de insatisfação? Um sonho, talvez? Ou a falta deles?” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;O último sonho que se lembrava fora o dessa manhã, mas fora “um sonho de merda, literalmente”. Levantou-se. Não queria pensar no que lhe parecia inexoravelmente perdido. Era a vida que tinha, fosse da sua escolha ou não. Caminhou em volta do lago e sentiu fome. Voltou sem pressa para casa, já um pouco melhor. Precisava de solidão e a estava conseguindo. Mas não era a solidão do estar consigo mesmo, era uma necessidade de se afastar de Helena, das crianças; enxergar a vida sem interferências do grupo familiar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Fez um lanche reforçado, ao seu modo, ao seu sabor. Nem o degustou, pois havia voracidade e satisfez-se, finalizando com um suco de laranja. Voltou ao quarto e tomou outro banho. O dia estava quente e a caminhada o estafara. Vestiu uma bermuda azul e uma camiseta lisa, branca. A cama lhe parecia convidativa. Deitado, procurou não pensar e assim, adormeceu. Desta vez não teve sonho. Acordou perto das quatro da tarde. Pensou em ir ao cinema, “talvez na sessão das dezenove horas”. Dirigiu-se à biblioteca da casa e escolheu um livro a esmo. Folheou suas páginas displicentemente. Recolocou-o na estante. Analisou lombadas e deparou-se com um exemplar dos “Sermões da Sexagésima” do padre Antônio Vieira. Abriu uma página ao acaso e leu: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Dá-me grande exemplo o semeador, porque, depois de perder a primeira, a segunda e a terceira parte do trigo, aproveitou a quarta e última, e colheu dela muito fruto. Já que se perderam as três partes da vida, já que uma parte da idade a levaram os espinhos; já que outra parte a levaram as pedras; já que outra parte a levaram os caminhos, e tantos caminhos, esta quarta e última parte, este último quartel da vida, porque se perderá também? Porque não dará fruto? Porque não terão também os anos o que têm o ano? O ano tem tempo para as flores e tempo para os frutos. Porque não terá também o seu Outono a vida?...” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Sorriu intimamente. Era o outono da sua vida? Deixou o livro sobre a mesa e acessou a &lt;i&gt;internet&lt;/i&gt;. Leu notícias, abriu a caixa de &lt;i&gt;e-mails&lt;/i&gt;, leu e respondeu alguns e distraiu-se em páginas de fotos. Era um &lt;i&gt;hobby&lt;/i&gt; que abandonara. Quem sabe pudesse voltar a fazê-lo? Registrar momentos únicos, que jamais se repetirão... A tentação era grande. Talvez voltasse mesmo a fotografar, mas precisava de um bom equipamento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Por volta das dezoito horas, desligou o computador e foi caminhando até ao &lt;i&gt;shopping&lt;/i&gt;. Marcou no relógio: vinte e dois minutos. Olhou a programação de filmes e escolheu “Intrigas de Estado” do inglês Kevin Macdonald. Envolveu-se na trama e gostou, em especial, do desempenho do ator Russell Crowe. A atenção no filme foi tirada por um rapaz que veio se sentar ao seu lado. Reparou que devia ter por volta dos vinte anos, embora a penumbra pudesse dissimular as feições. Celso tentou se concentrar novamente no enredo, mas sentiu o rapaz ajeitar-se na cadeira e quase tocá-lo com o ombro. Notou que estava sendo observado e sentiu um misto de desconforto e curiosidade. &lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Desviou o olhar e com o extremo do seu campo de visão, percebeu que o jovem, realmente o observava. Ao ter certeza, ajeitou-se melhor na poltrona, tentando manter uma distância maior do rapaz. O filme se encaminhava para o final quando sentiu uma mão sobre sua perna. Olhou para o ocupante da poltrona vizinha, disposto a dar-lhe um soco, mas conteve-se murmurando, “tira sua mão, por favor!” Não foi obedecido e, ao contrário do que pretendia, sentiu um frio no estômago, uma sensação já esquecida. Respirou fundo e levantou-se. Saiu do cinema e caminhou rapidamente para a rua em direção à sua casa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Celso tinha a cena na cabeça, a lembrança da sensação que aquele toque atrevido lhe provocara. Diminuiu o ritmo dos passos e voltou o olhar para trás. O jovem o acompanhava à distância. Continuou a caminhada, desta vez sem se voltar. Ao chegar ao portão da residência, olhou e o viu na calçada, a poucos passos de onde estava. Entrou na casa deixando o portão e a porta encostados. Sentou-se na sala sentindo a respiração ofegante pelo esforço da caminhada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;De frente para a porta, viu quando ela foi aberta e o rosto juvenil surgir na fresta. Era mais jovem do que imaginara. Não chegara aos vinte anos e tinha um olhar calmo e atento. Ficou calado observando-o se aproximar. Parou a poucos passos de Celso, sem tirá-lo dos olhos. Era de altura mediana, vestia roupas adequadas à idade, com jeans e tênis. “Oi...”, arriscou-se a cumprimentar. O olhar de Celso era avaliativo e respondeu ao cumprimento com a indagação: “quem é você, como se chama?” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Jaime... E você?”, perguntou ainda de pé, esperando um convite para se sentar. Celso não sabia o que acontecia, por qual motivo deixara um estranho entrar ali. Estranhamente, não estava achando ruim e havia certo prazer na constatação de ter sua residência violada, invadida. A sua residência, a sua privacidade exposta a um estranho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Celso... Meu nome...”, indicou uma poltrona com a mão e Jaime se sentou. Ofereceu uma bebida, ele aceitou uísque. Celso foi ao pequeno bar na sala de estar e preparou dois drinques. Ao voltar viu o jovem examinando alguns quadros na parede. Entregou-lhe um copo, perguntado se gostava de pintura. “Não entendo nada...”, falou sorvendo um gole da bebida. “Mas penso que não é mesmo para entender, não é? Dizem que é para sentir, absorver...”. Celso ficou calado alguns instantes e depois perguntou o que ele sentia. “Nada”. Voltou-se e ficaram frente a frente. Havia, no entender de Celso, certa ironia no olhar daquele jovem, um “quê” de desprezo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“O que deseja, afinal..., me seguindo?”, perguntou com dificuldade, sentindo desconforto com aquela proximidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“E o que pretende você, deixando a porta aberta para eu entrar?”, sorriu ao dizer estas palavras e Celso achou que era um belo sorriso. Sem retrucar, voltou-se e foi para a poltrona onde estivera sentado. Antes de se acomodar, sentiu a mão de Jaime em seu ombro, puxando-o. Novamente aquele frio, o coração a ganhar outro ritmo. “Eu quero emoção..., e você?”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Celso não respondeu de imediato, estavam muito próximos e um suor frio no corpo acompanhou as pernas que fraquejavam. “Não sei o que quero... Talvez, apenas conversar... Podemos conversar?”. Jaime entortou a cabeça, analisando sua face, onde passou a mão suavemente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;&amp;nbsp;Celso não entendia a si mesmo, muito menos aqueles sintomas de ansiedade adolescente há muito esquecidos. Não se distinguia como homem, nem a Jaime. Entretanto, também não eram assexuados. Eram dois seres e em seu corpo, sensações renovadas, diferentes no tempo, mas de um prazer intenso. Poderia beijar Jaime, naquela hora, como algo natural, sem culpas. Caiu sentado na poltrona e pediu ao rapaz que se sentasse também. Virou o uísque e perguntou se Jaime aceitava outro. Não aceitou. Aquele ainda estava pelo meio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“O que está havendo comigo? Enlouqueci? Droga!, quero estas emoções, mas não quero pecar... Eu preciso pecar para retemperar a vida? Tenho ainda esperanças, ou ao menos direito a elas?” Pôs uma dose dupla de uísque enquanto pensava. “Minha vida ainda pode ser refeita? Posso ainda fazer escolhas, fugir da previsibilidade, saborear novas emoções... Outros corpos?”. Bebeu um grande gole e notou que a sua angústia agora era outra, advinda de uma urgência interior de uma decisão e enveredar, ou não, por um caminho que lhe era estranho, contudo prazeroso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Debruçado no balcão, sentiu os braços de Jaime envolver-lhe pela cintura e encostar o corpo no seu. “Deus... Gostoso”, uma curiosa excitação lhe invadia. Mais um pouco e a emoção decidiria em lugar da sua razão já abalada. Veio uma vontade de chorar. E viu Helena assistindo aquela cena e teve vergonha. As crianças também viam com olhares reprovadores, seu corpo reagir às carícias de Jaime. Disse “não... Não quero isso...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Você quer, meu caro... Você quer, mas está acovardado. Com medo de gostar e gostando, querer mais e mais.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Não, você está enganado! Eu não quero e jamais iria gostar... Vá embora, por favor...” Sentiu-se no seu limite. Celso não se percebeu gritar ao mesmo tempo em que empurrara Jaime, jogando-o sobre o carpete azul. Ao levantar-se, viu seu agressor subir as escadas quase a correr. Ficou meditativo e, decidido, seguiu na mesma direção. Abriu a porta do primeiro quarto e ouviu barulho de porta de armário no outro aposento. Foi até lá e viu tudo na penumbra. A silhueta de Celso ao lado de uma cama de casal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Hum... O local perfeito!”, disse com ironia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Veste isso!”, Celso mostrou a ele uma calcinha de sua esposa. Havia desafio no tom da sua voz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Isso não vai me transformar numa fêmea, gostoso... E não é isso o que você quer...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“Como pode saber o que eu quero, seu viadinho imbecil? Olhe pro seu rosto adolescente e veja se sabe alguma coisa da vida! Cê não sabe nada, garoto! Não sabe o valor de um casamento feliz.... De uma mulher que te ama e está sempre ao seu lado, haja o que houver... Não sabe nada, nem mesmo o que é sexo verdadeiro!... Sexo sadio!...” Sem perceber, Celso gritava, falando sem pausas, com um receio imperceptível de perder o sentido de suas próprias palavras. Como resposta e com o intuito de fazê-lo calar, Jaime o puxou para si e colou suas bocas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Por instantes achou que Celso cedera, porém se sentiu empurrado novamente; desta vez não caiu e tentou resistir e quebrar a resistência daquele homem que lhe era charmoso e vivido. Uma mistura agradável. Tentativa vã, pois ele lhe escapou e desceu correndo a escada, sentindo o corpo retesado, rebelando-se contra seu desejo insatisfeito. Na sala, andou de um lado a outro e viu o jovem descer devagar e com um sorriso no rosto. “Ele é um belo rapaz... Podia... Ah, se fosse uma garota... Se fosse, teria o mesmo desejo? É seguro de si... Quer saber o que eu mesmo não sei sobre meus sentimentos...” O pensamento confuso foi abortado pelo hálito suave junto ao seu rosto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;De repente, Celso se viu em desespero. Perdera-se de si mesmo. E via como estivesse fora de seu corpo, a chutar o rapaz que derrubara com um soco instintivo. Jaime, caído, tentava se defender com as mãos sobre a cabeça dos chutes intermináveis. O homem chutava-lhe e gritava sons sem significados; eram gritos de desespero, prazer e raiva, gritos de ódio e glória. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Quando se sentiu cansado de chutar o rapaz, levantou-o e pôs-se a socá-lo, e via, com satisfação no olhar, a sua própria imagem. Jaime caía sobre móveis e, ao se levantar, era jogado sobre outros objetos da casa, de encontro a paredes, aparadores, quebrando com o choque diversas louças e cristais. Quando conseguiu se esquivar, saiu cambaleante pela porta por onde entrara, respingando sangue pelo piso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Celso percebia seus gritos misturarem a um choro que iniciara manso e tornava-se profundo. Saiu correndo escada acima e em meio à abundância de lágrimas, chorava com uma intensidade que assustava a si mesmo. Era uma criança novamente. O brinquedo quebrado; a alegria fora amordaçada. Devagar, em soluços que tentava conter, desceu à biblioteca e deitou no divã de leitura. Estava exausto, sem força para raciocinar. Cochilou, depois de algum tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Ao abrir os olhos, tentou não pensar no que acontecera há pouco. Alcançou com a mão o livro que havia deixado sobre a mesa. O livro do Padre Vieira. Estava aberto na mesma página de antes. Percorreu os olhos, marejados, pelas últimas linhas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; letter-spacing: -0.1pt;"&gt;“As flores, umas caem, outras secam, outras murcham, outras levam o vento; aquelas poucas que se pegam ao tronco e se convertem em fruto, só essas são as venturosas, só essas são as que aproveitam, só essas são as que sustentam o Mundo”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-hyphenate: auto; mso-pagination: none; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;Deixou o livro cair sobre o piso. Sentiu o peso da solidão a oprimir-lhe o peito enquanto aceitava que uma lágrima escapasse pela face cansada.&lt;/span&gt;&lt;span style="letter-spacing: -0.1pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-6955849802637564531?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/6955849802637564531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=6955849802637564531&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6955849802637564531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6955849802637564531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2012/01/outono-da-vida.html' title='OUTONO DA VIDA'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-5455372241804208325</id><published>2010-11-11T20:12:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T16:15:19.525-02:00</updated><title type='text'>O BEIJO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TNxqFmxrriI/AAAAAAAABls/IIokcAIAhDE/s1600/8.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TNxqFmxrriI/AAAAAAAABls/IIokcAIAhDE/s200/8.jpg" width="123" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Foi um beijo que nunca me esqueci. Tão denso e intenso de significados, um beijo que umedeceu lábios e olhos. Não houve diálogo, apenas um contemplar apaixonado e a boca aproximou-se, quente, trêmula e pousou suavemente na minha face. O breve segundo do contato fez-se uma eternidade e, posso ainda senti-lo. Lembro a respiração e o hálito peculiar e tão seu, à aproximação; os olhos se fechando para o mundo físico numa metamorfose para o sentimento profundo que me dedicava. Um beijo de amor onde a lascívia foi ignorada e a compaixão assumiu com plenos poderes de se declarar a mim. Você nada disse – nem fora necessário. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ficou ainda por instantes, sentada ao meu lado e chorava um choro&amp;nbsp;silencioso. Levantou-se calma e decidida foi embora. Hoje, lembrando do beijo, sinto uma dolorosa saudade de quem verdadeiramente me amou, com verdade e respeito aos seus sentimentos.&lt;/span&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;Ir-se de mim, partir da minha vida, foi a maior prova desse amor. Eu entendi, contudo ainda sofro por saber que jamais serei beijado novamente como fui naquele instante. Eternizado na alma, a nostálgica sensação daquele instante trás leveza aos meus passos vida afora.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-5455372241804208325?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/5455372241804208325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=5455372241804208325&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/5455372241804208325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/5455372241804208325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2010/11/o-beijo.html' title='O BEIJO'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TNxqFmxrriI/AAAAAAAABls/IIokcAIAhDE/s72-c/8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-4881500356880392665</id><published>2010-11-06T02:31:00.001-02:00</published><updated>2012-01-26T16:15:52.439-02:00</updated><title type='text'>PERDIÇÃO E REENCONTRO</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3.0pt; mso-pagination: none; text-indent: 21.8pt;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TNTaGyLyxLI/AAAAAAAABjo/MXvoewFg0sE/s1600/Lauri+Blank+++19+Amantes+de+Outono.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TNTaGyLyxLI/AAAAAAAABjo/MXvoewFg0sE/s200/Lauri+Blank+++19+Amantes+de+Outono.jpg" width="170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3pt; text-indent: 21.8pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;É no seu corpo que ele se perde: sem nome, sem palavras, frágil na sua força de amante. Perdido, se sente feliz e crê, entre seus seios e coxas, ser infinito, imortal. No seu desvario, ela é o seu porto seguro, onde ele atraca seu prazer e descansa a cada gozo – perdição e reencontro. Ela rouba-lhe a vida e a dispõe ao seu jeito e forma, dando-lhe a certeza de não ser sem que ela lhe seja. A ama, mas não a pode ter, ela jamais ficará com ele; pertence ao&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; text-indent: 21.8pt;"&gt;seu agora e nada mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3pt; text-indent: 21.8pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;O choro brando, as lágrimas sutis que lhe escapam dos olhos, ela as dedica a um amor perdido num distante passado, numa memória ancestral. Amor que se arremete do seu eu profundo para explodir&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; text-indent: 21.8pt;"&gt;na sensualidade do corpo quente e ávido de prazeres. Ele proporciona-os. Amam-se uma tarde inteira e no silêncio do anoitecer, ele tateia as mãos fortes e trêmulas por todo o seu corpo. Guarda as sensações de cada ponto e instante e lamenta silencioso. Lamenta sua frágil condição de homem que depende dela, apenas dela, para se sentir vivo e eterno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 3pt; text-indent: 21.8pt;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Separam-se, enfim. Ela vai para o seu mundo insosso, silencioso. Ele vagueia pela cidade à espera de outra tarde, para se encontrar naquela que o faz se perder.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: 'Franklin Gothic Book', sans-serif; font-size: 12pt; font-weight: bold;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-4881500356880392665?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/4881500356880392665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=4881500356880392665&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/4881500356880392665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/4881500356880392665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2010/11/perdicao-e-reencontro.html' title='PERDIÇÃO E REENCONTRO'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TNTaGyLyxLI/AAAAAAAABjo/MXvoewFg0sE/s72-c/Lauri+Blank+++19+Amantes+de+Outono.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-3092414721397466929</id><published>2010-11-05T00:06:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T16:16:13.302-02:00</updated><title type='text'>CONFIDÊNCIA NO BAR</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TNNmi30RENI/AAAAAAAABjg/8PCz9f4Motc/s1600/42-15228125.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TNNmi30RENI/AAAAAAAABjg/8PCz9f4Motc/s200/42-15228125.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Estava no bar e uma desconhecida senhora, na faixa dos cinquenta anos, me contou da mesa ao lado, como se fôssemos velhos conhecidos, que há muito tempo deixara de acreditar nos homens.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Imagina que fui casada por vinte anos com o desgraçado e nunca, em momento algum, desconfiei da sua fidelidade. Eu era uma boba, inocente... Era feliz, é verdade, mas toda inocência tem um fim e, com ela, a felicidade da gente vai embora e não volta mais... Nem adianta procurar – é besteira, perda de tempo.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Sua fala se entrecortava com profundos tragos no cigarro, acesos um após o outro, e generosos goles de cerveja. Para auxiliar a narrativa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt; gesticulava com o braço, o dedo indicador distendido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Eu sempre fui honesta com ele... E olha que não faltou homem me rodeando, não. Sempre fui muito assediada e, você deve saber que homem safado é o que mais tem. É ver aliança na mão que encosta, feito praga na gente. Mas comigo, não... Se quisesse tava ali, na mão, mas fui criada num tempo em que a mãe da gente ensinava o que era decência... Hoje? Hã! Marido chifrado é igual nota de um real, todo mundo tem.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Você é novo... E não é casado... Ou é? Não tô vendo aliança no seu dedo...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Preferi me abster de fazer qualquer comentário, como estava me portando até aquele momento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Mas isso também não quer dizer nada, quase ninguém mais usa aliança. O Joaquim, meu ex-marido, deixou de usar... Disse que tinha perdido. Sabe aquela conversa de que foi lavar as mãos e esqueceu? Eu devia ter desconfiado naquele tempo... Só que ele nunca me deu motivos para desconfiar. A boba aqui, toda certinha, satisfazendo os caprichos dele e por trás, o safado aprontava todas! E homem, sabe como é que é: não aguenta um terço do que a gente aguenta. Se homem tivesse que parir a raça humana estava extinta há muito tempo! Você é homem e deve saber do que estou falando...”, arrematou com segurança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Esperou que o garçom abrisse a cerveja e enchesse-lhe o copo, antes de continuar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Então... Vinte anos de casamento que rendeu duas filhas lindas... Precisa ver. São duas princesinhas e já estão de namorados. Tenho pena delas, mas não deixo de alertar para confiar desconfiando... É um olho no cachorro e outro na lingüiça. Se bem que filhos, hoje em dia, não ouvem os pais. Mesmo com exemplo dentro de casa... Eu fiquei mais danada de raiva com o Joaquim, meu marido, por causa das nossas filhas. O pai devia ser o primeiro a dar exemplo, não acha?...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Sem esperar resposta, calou-se por um tempo, pensativa. Deu um trago no cigarro e me olhou, apontando o dedo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Se você tiver mulher, dá valor a ela! Senão, quando perder, vai ficar lamentando. O Joaquim sabe que nunca vai encontrar uma mulher como eu, direita, que trabalha, ajuda em casa nas despesas. Mas ele não quer saber disso não! E agora eu não tou nem aí... que se foda ele e seus casos... Vai ter mal-gosto assim lá no inferno! Eu, hem!...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Vou te dizer... Não tem coisa pior do que pegar o marido da gente no flagra. O mundo parece que desaba ali, na sua frente. É triste, meu amigo. Muito triste... Só Deus sabe o quanto eu sofri... No começo vem uma raiva de matar e a gente até mata se tiver com uma arma não mão numa hora dessas. Mata rindo! Quando a raiva passa, vem o desespero a angústia... E o pior: as dúvidas! A cabeça da gente parece que dá um nó. A gente começa a pensar há quanto tempo que vem acontecendo, se outras pessoas já sabiam e ficaram caladas, e a gente com cara de idiota, imaginando ter um casamento feliz... E a culpa toma conta da cabeça. Culpa e dúvidas, mágoa e é um inferno!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“E, vou te dizer uma coisa: há males que vem para o bem. Só depois, quando com muito custo eu me recuperei do choque, da verdade que não queria ver, é que descobri que o Joaquim era ruim de cama... Ruim e sem sal. Arrumei logo um namorado, não ia ficar a vida toda me lamentando e peguei logo um amigo dele. Foi aí que descobri que existia uma mulher dentro de mim que nem mesmo eu sabia. Meu namorado era fogoso e sabia como pegar uma mulher!...” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“A gente... Eu e o Joaquim, só transava muito raramente. Achei que era assim mesmo, só que esse namorado queria toda hora e foi só então que descobri o prazer... Imagina! Descobrir que mulher também pode gozar aos quarenta anos de idade!... Aí, meu amigo, cai na farra! Tirei o atraso e, só de pirraça, catei um a um, todos os amigos do Joaquim!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Só não peguei mesmo foi o Antonino... Isso porque ele é bicha... Aqui entre nós:...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Disse isso e pôs a mão cobrindo a lateral da boca, aproximando-se de mim, falou em tom confidencial:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Foi com ele que eu peguei o Joaquim!... Os dois! Duas bichonas! Pode?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;16 de agosto de 200&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;9&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman', serif; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-3092414721397466929?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/3092414721397466929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=3092414721397466929&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/3092414721397466929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/3092414721397466929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2010/11/confidencia-no-bar.html' title='CONFIDÊNCIA NO BAR'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TNNmi30RENI/AAAAAAAABjg/8PCz9f4Motc/s72-c/42-15228125.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-799294512015507453</id><published>2010-10-31T23:42:00.001-02:00</published><updated>2012-01-26T16:16:49.723-02:00</updated><title type='text'>Magia de um desejo</title><content type='html'>&lt;div class="post-body entry-content" style="position: relative; width: 426px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TM4a1r4sExI/AAAAAAAABeE/GRXB1LqHuMg/s1600/830234.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="150" src="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TM4a1r4sExI/AAAAAAAABeE/GRXB1LqHuMg/s200/830234.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Despiu-se ante ao meu anseio, revelando a brancura fresca do corpo e procuramos o toque; com o toque o calor e a textura de nossas peles. Sem pressa, as mãos exploraram a geografia que éramos nós, em todas as direções, elevações e profundidades. Por vezes nossos olhos se encontravam, semicerrados e nos víamos nas sensações dos sentidos alterados pelo LSD da paixão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 1.4;"&gt;Um beijo. Hesitante, trêmulo. O beijo, agora resoluto, definitivo, guloso. Abraços firmes, fortes como uma&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 1.4;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;necessidade de garantir que não iríamos fugir, nos afastarmos. Os corpos se fundiam em um só corpo e, a calma, a delicadeza inicial, dera lugar ao frenesi, um descontrole das vontades, da razão. Já nem nos pertencíamos mais, pois o comando era ditado pelo pleno desejo e, alucinados, totalmente instintos, tudo acontecia alheio aos pensamentos que nos abandonara por completo.Era um momento mágico, de encantamento, onde o tempo não existia, nem mesmo lugar. Flutuávamos entre brumas de sensações de um prazer que não era real, alguma coisa como um sonho do qual não se quer acordar. A fantasia que se fazia real sem que se pudesse crer, totalmente, que acontecia ali conosco.Ao final, cansados, suados e ofegantes, oferecíamos em gratidão um sorriso leve ao acaso, entre pequenos e breves tremores. O silêncio foi a música que embalou o retorno à realidade de qual fomos retirados por causa de um desejo há tanto reprimido e que veio à tona, sedento, do fundo de nossas almas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 13px; line-height: 1.4;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-799294512015507453?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/799294512015507453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=799294512015507453&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/799294512015507453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/799294512015507453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2010/10/magia-de-um-desejo.html' title='Magia de um desejo'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TM4a1r4sExI/AAAAAAAABeE/GRXB1LqHuMg/s72-c/830234.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-2547322400844364707</id><published>2010-10-27T20:36:00.001-02:00</published><updated>2012-01-26T16:17:14.573-02:00</updated><title type='text'>UMA NOITE TEMPESTUOSA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TMirENYapZI/AAAAAAAABd0/4I7ELVNUvas/s1600/correnteza.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TMirENYapZI/AAAAAAAABd0/4I7ELVNUvas/s200/correnteza.JPG" width="150" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 21px;"&gt;Juraci Anelo respirou profundamente e deixou o ar escapar devagar, enquanto limpava uma gota de suor da testa. O medo não o demovia da decisão tomada, mas acelerava os seus batimentos cardíacos. Testou a fechadura e viu que a porta estava apenas encostada, o que lhe facilitava a tarefa. Entrou com cuidado, olhando por onde pisava, silenciosamente até chegar à porta que dava para uma ampla sala. Uma música instrumental chegava aos seus ouvidos e parecia vir de um dos quartos. O seu maior temor, agora, é que as batidas do coração o denunciassem; afastou tal pensamento sabendo ser uma bobagem. Não havia ninguém na sala de dois ambientes da luxuosa casa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 21px;"&gt;Sabia muito bem que só havia uma pessoa ali dentro, além dele, e era essa pessoa que buscava com os olhos inquietos e dilatados. Com energia, foi em direção ao quarto de onde vinha a música, ciente de que não dava mais para recuar, mesmo que se quisesse. Ao aproximar-se da porta, enxergou uma sombra projetada por uma luz baixa. Encostou-se na parede ao lado e benzeu-se com o sinal da cruz. Era chegada a hora. Tinha que ser rápido e silencioso; tudo devia sair como planejado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Um estrondo ressoou pela casa, antecipado por um clarão de flash. A chuva estava prestes a desabar sobre Vila Moréia e isso fez soar um alerta em sua mente. Chuva não era uma boa coisa naquela ocasião, poderia deixar sinais, marcas. “Rápido!”, pensou. “Faça o que veio fazer, aja com rapidez e precisão...”. Retirou a faca afiada de dentro de uma bainha de couro, colocada no cós traseiro da calça e entrou no quarto. A cena o deixou paralisado por instantes: o homem, sentado em uma poltrona de couro, de olhos fechados, regia a música com os dedos, com um meio sorriso no rosto, demonstrando satisfação. Próxima a ele, apenas a luz de um abajur clareava parcialmente seu corpo e o rosto gordo com uma papada saliente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Aquele semblante de prazer, o meio sorriso, foi como um violento soco no rosto de Juraci Anelo que, numa incrível agilidade, precisando de apenas dois passos, se postou atrás da poltrona. Antes mesmo de parar totalmente no movimento de aproximação, passou a faca pelo pescoço do homem e cortou a garganta, que chegou a ensaiar um som, da esquerda para a direita.&amp;nbsp; O que se seguiu foi uma lava de sangue saltando pela carótida cortada ao meio; jorros pulsantes e um movimento instintivo de corpo, procurando se levantar. Contudo, o que se viu foram movimentos desordenados e o pesado corpo cair sentado no piso. A abertura, feita pelo golpe certeiro da lâmina afiada, se expôs, ainda mais, quando a cabeça se apoiou no assento da poltrona.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Juraci contemplou por instantes o que havia feito, com assombro e afastou-se para não ser atingido pelo sangue que espargia pelo quarto. Recuou, com pensamentos confusos, numa estranheza de si mesmo e do lugar onde se encontrava. “Calma... Calma...”, ouviu-se dizer. “Se recomponha, homem!” Olhou em volta e, aos poucos, foi retomando o controle, afastando-se em direção à porta. Caminhou em silêncio e com o mesmo cuidado que tivera ao entrar. Antes de cruzar a porta da cozinha, de onde sairia para o pomar, imaginou ter visto um vulto. Parou e voltou o olhar pelo corredor que levava aos outros aposentos. Nada. Apurou os ouvidos. Nada. Apenas as primeiras gotas de chuva sobre o telhado colonial. Deu mais uma olhada e saiu. Já no meio do pomar respirou fundo novamente e caminhou até a mata ciliar, cerca de 400 metros abaixo. Ali encontrou o córrego das Pedras, que como o próprio nome diz, tem o seu leito coberto dos mais variados feitios e tamanhos de rochas que descem da serra Verde com as chuvas. Caminhou sob o seu leito escorregadio e escuro, tropeçando e tateado, ao mesmo tempo em que a chuva aumentava de intensidade. Um raio iluminou, por instantes, tudo ao seu redor e imaginou que já havia caminhado o suficiente para sair dali para a segurança da noite, longe das residências. Logo avistou os contornos da velha ponte que ligava um lado a outro a cidade. Encostou-se num dos pilares de aroeira e largou-se no escorregar até a uma pedra grande que lhe servia de escora. Respirou profundamente e tentou se acalmar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Fechou os olhos e a imagem do homem quase degolado ressurgiu como um filme e o via retorcer-se, o sangue jorrando feita água numa fonte artificial, iluminada de vermelho; o gruído e o sangue, muito sangue... Um forte relâmpago e a trovoada que se seguiu o fizeram abrir os olhos, assustados, inquietos. Quis sorrir ao constatar que cumprira com precisão o planejado (e isso fora há pouco mais de um dia passado), no entanto, o que veio no lugar do riso, foi uma careta causada por uma angústia que nascera em, algum momento que não soubera precisar, e crescia assustadoramente. Sentiu um aperto na garganta e pôs ali as mãos apressadamente, como faria o homem que acabara de matar, se ele tivesse feito apenas um corte superficial. Era uma aflição desconhecida quanto intensa. Quis tossir, expulsar aquela terrível sensação e só conseguiu emitir um som ininteligível seguido de um engulho que veio desandar num choro. Era um quase lamento que foi se intensificando ao ponto de fazê-lo perder a noção de tempo e espaço. Ele só conseguia chorar, alheio à chuva, ao córrego que aumentava de volume, ameaçando extrapolar o seu leito, aos raios e trovões, indiferente à noite densa. Unicamente um choro profundo e sentido existiam, naquele instante, sob a velha ponte de madeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;A água fria o trouxe à realidade. Precisava sair com urgência daquele lugar ou morreria afogado. A correnteza aumentava em intensidade e força, com galhos mortos, pedaços de troncos podres a se chocarem com as pedras e resvalarem em seu corpo. Lembrou-se de Poliana. Devia estar com medo. Ela tinha medo de chuva, a sua pequenina. Tinha outros medos agora, além da chuva, mas a origem dos seus novos medos estava escancarado no chão, com a garganta aberta. Devia sair rápido dali, do refúgio debaixo da ponte. Poliana, sua pequena precisava de dele, da segurança do seu colo, das suas palavras carinhosas, do seu amor incondicional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Fez um enorme esforço para romper a correnteza, porém seu corpo flutuou sobre as águas turbulentas e os braços se firmaram na coluna de aroeira, com força. Outro raio, como frash, gravou um instantâneo do córrego cheio, quase já sem margens, a oscilação tresloucada da correnteza. O trovão que o procedeu abalou o mundo e, por instantes teve medo, engoliu uma porção da água barrenta e tossiu, antes que os braços esfolados cedessem ao cansaço. Na escuridão, viu-se retorcer, girar ao sabor daquela diabólica correnteza. Ainda pensou na pequena Poliana a esperar por ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Osair Manassan&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-2547322400844364707?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/2547322400844364707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=2547322400844364707&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/2547322400844364707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/2547322400844364707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2010/10/uma-noite-tempestuosa.html' title='UMA NOITE TEMPESTUOSA'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TMirENYapZI/AAAAAAAABd0/4I7ELVNUvas/s72-c/correnteza.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-4821460554707982363</id><published>2010-10-12T01:42:00.003-03:00</published><updated>2012-01-26T16:17:34.107-02:00</updated><title type='text'>O TAXISTA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TLPnCYgt5bI/AAAAAAAABbw/0sZmFwVDuok/s1600/taxi.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="141" src="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TLPnCYgt5bI/AAAAAAAABbw/0sZmFwVDuok/s200/taxi.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Nem me lembro mais há quanto tempo trabalho dirigindo por todos esses cafundós dessa cidade dos infernos, por suas ruas, avenidas e becos, atulhada de gente, motos, bicicletas, carros, ônibus e caminhões, sem falar nas carroças. Cada qual disputando o seu espaço com a ira de mil demônios, buzinando, gesticulando, brigando com os outros e com eles mesmos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;A vida de taxista é uma merda; isso é o melhor que posso dizer da minha profissão maldita. Uma merda! E como tal, sou tratado pelos meus passageiros, com raras e honrosas exceções. E o pior (sim, ainda há casos piores), é que o faturamento mal dá pra viver e, no meu caso, que sou casado, o dinheiro está sempre faltando. Ai, depois de doze horas dirigindo entre engarrafamentos, de lá pra cá e o inverso, quando chego em casa para descansar &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;os ossos moídos, os músculos em pandarecos, tenho que suportar as reclamações da minha mulher, dos filhos e até da sogra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Vivo como um burro de cargas, sem descanso, sem alegrias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Na semana passada, um sujeitinho besta, metido à bacana num terno em que o defunto era bem menor, entrou no carro e foi dizendo com uma vozinha autoritária: “Toca rápido para o Cambuci!”. A voz pastosa não deixava dúvidas de que ele estava bêbado, completamente chapado. Não gostei, mas não posso me dar ao luxo de recusar corridas. Contudo, só pra contrariar o “mala”, fui devagar. Qual é, achando que sou empregado dele?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Mais rápido, ô pé-de-vento! Tô com pressa, não entendeu, ainda?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Acelerei e entrei numa curva à toda. Olhei pelo espelhinho retrovisor interno e vi o infeliz ir de uma porta à outra, escorregando no banco traseiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Num sabe dirigir não, idiota! Deve ter comprado a cart...”. Não terminou a frase e, numa rápida olhada no espelho o vi fazer uma careta e travar a boca. Parecia que ficara verde e suava frio, enquanto o som de um engulho, a mão na garganta, veio desandar numa golfada de vômito, seguida de outras. Freei o carro, desci rapidamente e fui até à porta traseira e abri com violência. Ele estava com a metade do corpo no assento e a outra enfiada entre o banco dianteiro e o piso. As golfadas nojentas não paravam e, mesmo assim, peguei o imbecil pela gola do paletó e o arrastei para fora do carro, até no meio da calçada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Ele queria protestar, porém a boca estava ocupada em expelir aquela nojeira toda. Segurei suas costas e procurei nos bolsos algum dinheiro que pagasse a corrida e desse também para lavar e assear o carro. O miserável só tinha uma nota de vinte reais no bolso. Peguei-a, dei-lhe um chute bem dado e fui embora, largando o traste lá mesmo, na calçada. Tive que dirigir com a cabeça do lado de fora e com todos os vidros abertos por causa do fedor que impestiara o carro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Ah, que raiva! Eu fervia de fúria e até seria capaz de matar alguém! Fui para casa, pois além de já passar da meia-noite, o estado em que ficara o automóvel, me deixava sem condições de trabalhar. Ao chegar naquele miserável lugar que chamam de lar, cheio de rachaduras, pintura velha e televisão ligada no último volume. A passar pela sogra, ocupando todo o sofá da sala, ouvi a folgada ruminar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Credo, que mal-cheiro!...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Minha digníssima mulher dormia, mas abriu os olhos e disse com voz sonolenta:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Trouxe o dinheiro do aluguel?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Não respondi. Fui tomar um banho. Demorei-me sob o chuveiro que não “chovia”, mas só deixava escapar um fio de água irritante. Depois vesti um calção e fui olhar se havia alguma coisa para comer. Arroz, feijão, carne fria e mal passada, tomate aguado... Lembrei-me do cara vomitando aquela coisa toda que comera nalgum botequim de quinta categoria e desisti de jantar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Sai da cozinha e dei um olhado nos meninos que dormiam. Era para eles que eu levava aquela vida. Só por eles. Fui para a cama. Tentei dormir, porém o volume da televisão não deixava. Levantei, voltei à sala e desliguei o velho aparelho com Bombril na antena interna. Minha velha sogra cochilava com a baba escorrendo pelo canto da boca, escarranchada no sofá. Voltei e sofri com uma insônia desgraçada até quase o amanhecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Acordei, no dia seguinte àquele incidente com o bebum, por volta das dez horas da manhã e encontrei minha sogra e a minha mulher na cozinha falando sobre a roupa de uma atriz. Dei bom-dia sem obter resposta, e fui tomar um café puro. Estava frio e o deixei pela metade, na xícara. Minha mulher saiu para a área de serviço, passando por mim em silêncio, enquanto a sogra voltava para a sala e ligava a televisão. Fui dar uma olhada no carro e, ao abrir os vidros, aquela nojeira fermentada exalou um fedor nauseante. Chamei meus filhos para me ajudarem a fazer uma limpeza básica antes de levá-lo ao lava-jato. Eles mal se aproximaram do carro, puseram os dedos nos narizes e se recusaram a me ajudar. Acho que no lugar deles faria o mesmo, por isso, apesar de zangado, resolvi levá-lo daquele jeito mesmo para fazer a limpeza e uma lavada geral.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Enquanto o carro era lavado, fui tomar um café decente e reforçado. O carro só ficou pronto por volta do meio-dia. Minutos depois já estava na praça trabalhando. Foi um dia regular e, apesar disso, ainda não conseguira reunir o dinheiro necessário para pagar o aluguel. No dia seguinte amanheceu chovendo e só fui trabalhar no período da tarde. Por volta das sete da noite, uma senhora já idosa, entrou no taxi e pediu-me que a levasse à um motel bem conhecido na cidade. Lugar caro, luxuoso e discreto. “Vai encontrar o amante”, pensei, cá com meus botões. Ela tentou puxar conversa, mas eu não estava nos meus melhores dias para conversar com madames ou qualquer outra pessoa que me fizesse sentir ainda mais miserável do que eu já era.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Pelo espelho eu a via ligar o telefone celular e desligar aborrecida, segundos depois.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Chegamos ao motel e, na portaria, a atendente perguntou se estavam esperando ou se minha cliente queria uma suíte. “Pegue a melhor suíte que estiver vaga”, ela me disse. Retransmite seu pedido à recepcionista que me passou a chave com o número do quarto. Localizei-a e estacionei na garagem, repassando a chave à senhora que a ficou balançando na mão e me olhando. Desviei o olhar para o taxímetro e disse-lhe o valor. Ela não disse nada e aguardei. Segundos depois ela me disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Não quer descer, tomar um uísque e nos divertir um pouco?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;A proposta foi um susto para mim. Alguém com quem ela marcara um encontro, não aparecera e parecia que não daria as caras... Eu era, para aquela senhora, um substituto, alguém para que ela não perdesse a viagem e a sua diversão. Tentei não ser grosso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Desculpe, minha senhora, tenho que trabalhar!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;“Você pode trabalhar comigo, querido.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;“Não, obrigado... A senhora tem idade para ser minha mãe, sinto muito, mas não vai dar...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Quanto você ganha por dia?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Como?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Quanto consegue por dia com o seu taxi?... Em média...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Disse um valor, um pouco acima da média, sabendo de antemão aonde ela queria chegar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Eu te dou o dobro, por algumas horas...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Escuta, senhora, eu não sou gigolô ou qualquer coisa que isso se chama... Agradeço, mas gostaria que a senhora pagasse a corrida, pois tenho que trabalhar”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Ela tirou o dinheiro da bolsa, me pagou e desceu. Enquanto dava ré, para sair da garagem, ela disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Babaca, idiota!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Apontei-lhe o dedo indicador e sai com a sensação de realmente ser um babaca. Mas um babaca cheio de dignidade. Seria o dinheiro do aluguel, mas uma bruaca daquela! Não podia ser uma garota bacana, bonitinha? Com a senhora minha avó, jamais: isso é pecado mortal...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Sai para a rua em busca de passageiros, sentindo-me deprimido, com uma amargura pela vida besta e tão cansativa. Contudo o pior ainda estava para acontecer e dois dias atrás, antes de pegar o carro e sair em busca de passageiro, apareceu lá em casa um cara com uma intimação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;“Oficial de justiça. Assina aqui!...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Assinei, o cara foi embora e ainda sem entender aquilo, abri o papel que ele me deixou. Era uma intimação para eu depor na delegacia... Que crime eu cometi? Não entendo esse palavreado de lei e fiquei preocupado. Perguntei para um passageiro, mais tarde, se ele era advogado. Tinha cara de advogado, mas respondeu que era engenheiro. Naquele dia, não entrou nenhum advogado no carro e, ontem, fui até à delegacia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Não posso reclamar do atendimento. Fui bem recebido e tratado com educação pelo delegado, entretanto, fiquei colérico ao saber do motivo da intimação. O desgraçado que havia vomitado no meu carro, deu queixa de roubo e agressão. Filho-da-puta! Claro que o delegado, que não era bobo nem nada, ouviu a minha história e acreditou em mim, mas isso não bastava, pois, como ele disse, era o seu dever remeter o caso à justiça e até me instruiu a chamar o pessoal do lava-jato como testemunhas, quando o juiz marcasse a audiência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Miserável! Vomita no meu carro e ainda fala que eu o roubei... Só faltava essa, eu ser preso por roubo, uma pessoa que não tem nada na vida justamente por ser honesto! Eu estava a ponto de explodir de raiva, indignação e revolta. Para meu azar, assim que saio da delegacia, dou de cara com o sujeito, chegando com alguém do lado, os dois bacanas de terno e gravata... Acho que era o advogado dele e, eu, nem advogado para me aconselhar eu tinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Fiquei cego. Vi o risinho torto do imbecil, desgraçado e parti para cima dele como um touro que arrebenta a cerca. Esmurrei sem dó, ele caiu e eu chutei na barriga, na cara... O advogado veio separar e levou uma cotovelada na barriga e, novamente, parti pra liquidar o filho-da-puta! A sorte dele foi que alguns policiais saíram com o barulho e nos separaram, ou melhor, me seguraram pois o desgraçado estava mais morto do que vivo na calçada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; font-size: small;"&gt;Tiveram que chamar uma ambulância para levar o que sobrou dele para um hospital qualquer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 3.0pt; text-align: justify; text-indent: 21.25pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Agora, estou aqui, numa cela, preso em flagrante por agressão e tentativa de homicídio... É muito injustiça! Essa vida é uma merda, mesmo e nem sei porque ainda levanto todo dia para trabalhar feito um burro e ganhar menos que outro burro. Levanto, não... Preso, agora não sei o que fazer, muito menos como vai ficar os meus filhos.... Eu ainda cometo uma loucura. Qualquer dia desses, ainda sou capaz de cometer um desatino. Juro por Deus!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-4821460554707982363?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://portalliteral.terra.com.br/banco/texto/o-taxista' title='O TAXISTA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/4821460554707982363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=4821460554707982363&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/4821460554707982363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/4821460554707982363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2010/10/o-taxista.html' title='O TAXISTA'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TLPnCYgt5bI/AAAAAAAABbw/0sZmFwVDuok/s72-c/taxi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-4746331977060771419</id><published>2010-09-28T21:07:00.001-03:00</published><updated>2012-01-26T16:17:48.477-02:00</updated><title type='text'>ATITUDE</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TKKDE-r8KRI/AAAAAAAABa0/kUzwxnFlZHo/s1600/B9+023+(36).jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="137" src="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TKKDE-r8KRI/AAAAAAAABa0/kUzwxnFlZHo/s200/B9+023+(36).jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Ao acordar na manhã de domingo, Glória sentia um vazio sossegado, uma lassidão de quem, agora, não tem pressa. Viu que já se passava das dez horas e o silêncio na casa era o pano de fundo ideal para o seu estado de ânimo. Rolou sobre si mesma, emaranhada no lençol e espreguiçou-se demoradamente. Tinha resoluções que precisava ajustar ao momento, fazer por si o que deixara de fazer por vinte e cinco anos. O casamento da filha, na noite anterior, a deixava livre para fazer uma revolução interna e externa, viver uma nova vida, reinventar-se para encontrar algum sentido no existir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Não encontrar o marido na cama, logo cedo em pleno domingo, não era novidade. Há muito tempo deixara de contar com ele como o parceiro de uma vida a dois, feliz, com cumplicidade e afeto. Esse sonho de adolescente ficara perdido em algum lugar do tempo entre a criação dos dois filhos e a partida deles, para o mundo, na construção de seus &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;próprios destinos. Esse domingo era o início de uma reviravolta que esperara com bastante paciência e sofrimento calado, enquanto Milton vivia com se fosse solteiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Não que tivesse sido omissa nas atitudes egoístas do marido. Tentara conversar, brigara, ameaçou acabar com o casamento unilateral, aturou mais do que supunha ser capaz. Ele prometia, sempre que via a situação se agravar entre ele e Glória, que iria mudar. Promessas das quais se saturou e calou. Amaldiçoou o destino, chorou escondida a sua dor até perceber que sua sina era da sua própria responsabilidade. Ela era a atriz de sua própria peça, encenada dentro daquela casa, junto com aquele homem e os filhos... Os filhos, agora, já não faziam parte daquele enfadonho espetáculo. Ela sentia-se enfim, apta a reescrever o roteiro do que iria viver dali por diante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Levantou-se, por fim, e tomou um demorado banho. Depois, com a calma de quem tem a eternidade, analisou sua imagem refletida no espelho do &lt;i&gt;closet&lt;/i&gt;. Aos quarenta e cinco anos, ainda era uma bela mulher, os seios ainda firmes para quem amamentou dois filhos, o corpo bem feito, a pele pouco revelava a idade, e um sorriso belo na boca carnuda. Lembrou-se de Gilvan e sorriu. Ele a vira tomando banho na casa de praia há três anos e, desde então, se sugeria para ela, fazia um flerte pouco dissimulado, enquanto ela, com a autoestima elevada, fingia nada perceber. Quem não a percebia, era Milton, seu marido. O sexo era muito ocasional, rápido, sem a mínima preocupação com o seu prazer. Nos dois últimos anos, fizeram sexo uma única vez e ela, cansada de ser preterida no seu gozo, passou a evitá-lo, o que de certa forma, pareceu-lhe ser o que ele realmente desejava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;“Uma bela e gostosa mulher”, murmurou para si mesma, com alguma timidez, fruto da autorrepressão. O que não invalidava a verdade da sua frase. Com um pouco mais de ousadia, disse: “essa mulher não é pra você, Gilvan... Não para os amigos do Milton!” Sorriu satisfeita e foi se vestir. Caprichou na roupa, um vestido solto, com estampas alegres, aplicou uma leve maquiagem. Depois de vinte minutos foi tomar um café e ler o jornal. Sentia-se bem, em paz e, sobretudo, uma mulher dona de seu futuro, com poderes e disposição para ser feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ouviu uma buzina na porta. Deu uma última olhada na casa e saiu. Levando consigo apenas duas malas, entrou no táxi e partiu. Não olhou para trás, a futuro a esperava num claro domingo de sol.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-4746331977060771419?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/4746331977060771419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=4746331977060771419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/4746331977060771419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/4746331977060771419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2010/09/atitude.html' title='ATITUDE'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TKKDE-r8KRI/AAAAAAAABa0/kUzwxnFlZHo/s72-c/B9+023+(36).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-3361862744875852362</id><published>2010-09-13T02:10:00.010-03:00</published><updated>2012-01-26T16:18:07.994-02:00</updated><title type='text'>CASO DE POLÍCIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TLuh4yiEHuI/AAAAAAAABcY/C9EJBLGGXPA/s1600/jeremias-parana+(1).jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TLuh4yiEHuI/AAAAAAAABcY/C9EJBLGGXPA/s200/jeremias-parana+(1).jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Quando a polícia chegou para prender Argemiro, perto de nove horas da noite, ele estava embaixo de Ronaldo, um servente de pedreiro da construção vizinha; e não era briga. Miro, como gostava de ser chamado, tomara gosto por barbas mal feitas roçando sua nuca e um membro duro e robusto dentro do seu “monossílabo traseiro”. A brincadeira estava no seu auge quando os três agentes da lei entraram no quarto gritando “polícia! Não se mexam!”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Como eles continuassem a se mexer, num frenesi quase alucinado, tiveram que ser separados à força. Ronaldo, negro forte e viril, ficou branco e murcho imediatamente após perceber, com certo atraso, o que estava acontecendo. Ao contrário de Miro, que numa fúria bestial, chutou dois dos homens e tentou sair correndo do quarto, urrando, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;dando cotoveladas como se seus braços fossem asas a se debaterem num voo desengonçado. Caíram-lhe em cima com murros, chutes e&amp;nbsp;coronhadas e depois o algemaram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Na confusão, quem acabou fugindo foi o Ronaldo. Aliás, os policiais não ligaram a mínima pelo seu destino. Quem eles queriam já estava dominado fisicamente e pronto para ser levado ao distrito. Só não estava dominado verbalmente. Miro não se conformava com aquela intromissão na sua vida privada, ainda mais num momento em que se sentia no sexto céu e à caminho do sétimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;– Seus filhos-da-puta, não dava pra esperar um instantinho, só? Desgraçados, filhos de corno!...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Mais alguns sopapos e ameaças não o calaram e assim, xingando e maldizendo as genitoras e genitores dos “homens da lei”, foi levado à viatura e jogado na jaula do porta-malas. Os gritos e palavrões que saiam da traseira do veículo oficial foram abafados pelo som escandaloso da sirene, ardilosamente acionada por Leocádio, agente de terceira e que levara o primeiro chute, lá no quarto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Juruna e Shiro, os outros dois policiais, tramavam a melhor forma de dar um sumiço definitivo em Argemiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;– Esse viado passou dos limites! Perdeu o respeito da autoridade da gente! Perdeu a vergonha... Eu quero fazê ele! – Juruna, como querendo reafirmar sobre quem falava, olhou para a traseira da viatura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;– Não! Esse cabra safado é meu! Vou dar um tiro no seu rabo, enfiar o 45 bem no fundo e descarregar! Deixa comigo... Esse safado é meu! – Shiro também deu uma olhada rápida para trás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A discussão entre os dois eram aos berros, cada um arquitetando o que faria para dar cabo do infeliz do Argemiro. Contudo, foram interrompidos por Leocádio, que dirigia. Ele deu uma freada brusca e encarou os dois companheiros que se assustaram com ato inesperado, sem mencionar que quase saem pelo parabrisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;– Prest’atenção cêis dois: nossas ordem é pra levar o meliante pro delegado Nogueira! E é pra lá que ele vai... E cês calam essas bocas que meu ouvido não é penico! Se não entederam, a gente desce e resolve isso agora!... Tenho dito!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Seguiram em silêncio o restante do trajeto, cada um emburrado com o outro e cansados da longa procura pelo, agora aprisionado, elemento. Este, já não xingava e parecia dormir. Shiro olhou para o relógio e suspirou: ainda faltavam mais de três horas para o final do plantão. Na verdade, gostaria mesmo era de estar em casa, dormindo enroscado com Sinara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Ao chegarem à delegacia, foram diretamente procurar pelo doutor Nogueira. Azaradamente ele tomava um depoimento e fez um gesto com as mãos para que aguardassem. Seguiram aborrecidos até à copa para tomar um café frio e matar o tempo. Não demorou e davam risadas sobre a recente prisão, o inusitado da cena que encontraram ao entrar no quarto de Argemiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;– A bicha achou ruim estragar a enrabada! – riram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;– “Não dava pra esperar um pouquinho...” – arremedou caricatamente o Leocádio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;– E o negão que comia ele... deu um pinote e desapareceu! – Mais risadas e logo gargalhavam. Nesse momento entrou o delegado Nogueira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;– Que farra é essa? Pegaram o sujeito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;– Sim, senhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;– Pegamo, doutor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;– Onde ele está?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;– No camburão, doutor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;– Leva ele na minha sala e vamos trabalhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Saíram apressados rumo ao estacionamento. Encontraram a viatura toda aberta e vazia. De Argemiro, somente algumas gotas de sangue da surra que levara. Ainda faltavam duas horas e quinze minutos para o fim do plantão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-3361862744875852362?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/3361862744875852362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=3361862744875852362&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/3361862744875852362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/3361862744875852362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2010/09/caso-de-policia_13.html' title='CASO DE POLÍCIA'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TLuh4yiEHuI/AAAAAAAABcY/C9EJBLGGXPA/s72-c/jeremias-parana+(1).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-6808017845664289804</id><published>2010-09-10T22:53:00.004-03:00</published><updated>2012-01-26T16:18:29.662-02:00</updated><title type='text'>O ÚLTIMO CHARUTO DA CAIXA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TIrg4hAb4KI/AAAAAAAABaM/inaSbribGYY/s1600/%C3%9ALTIMO+CHARUTO.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="153" src="http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TIrg4hAb4KI/AAAAAAAABaM/inaSbribGYY/s200/%C3%9ALTIMO+CHARUTO.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Fumava seu “puro” cubano com todas as pompas que a circunstância exige de um bom connaisseur. &amp;nbsp;Um velho amigo seu, dos bons tempos, Lamelas Molina, enviava-lhe uma caixa todo ano e ele sempre os reservava para ocasiões especiais. Hoje era uma destas ocasiões. Ao acender o último charuto da bela caixa de madeira com monogramos gravados a ferro quente, fez como de costume e deixou queimar um pouco no cinzeiro: isso dissipava o gosto amargo inicial que até os melhores, como os “puros Habanas” têm. Depois foi só saborear. O aroma era-lhe inigualável e o sentimento de se ser um privilegiado, nestas horas, era quase uma condição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Nestes momentos, também, vinha-lhe uma nostalgia e relembrava os anos que passara em Cuba ajudando nos primeiros anos da revolução. Fidel e seus amigos haviam deposto “o lacaio dos gringos”, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Fulgêncio Batista, depois de anos de poder ditatorial. “Aquele belo país” relembrava, “se viu livre de anos e anos do subjugo ao American Way of Life”. Quando lá chegou, a ilha passava por uma revolução sem precedentes nas Américas e o entusiasmo das pessoas contagiava num surto de esperanças que achou deveras comovente. E se contagiou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Os anos passaram e a velha máxima se fez valer para si e alguns outros: “Quem não foi comunista até os trinta anos de idade, não teve coração; quem continua comunista depois dos trinta, não tem cérebro”. Voltou ao Brasil nos anos iniciais ditadura militar, com seu cérebro funcionando muito bem e fez um acordo com os militares – hoje podia relembrar-se disso sem constrangimento. Foi lucrativo para os dois lados. Ele sabia muito sobre Cuba e os brasileiros que lá estavam e estiveram. Os militares queriam estas informações. Fecharam negócio e ele se tornou um próspero empreiteiro, ganhando rios de dinheiro que gastava igualmente. Manteve a amizade com Molina, “que não era bobo e ganhava o seu também”. Sorriu, satisfeito, e deu mais uma baforada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;E os anos continuaram a passar... Cuba sentiu o peso do fim do comunismo no leste europeu e na URSS, hoje e novamente Rússia. O peso que recaiu sobre ele, o traidor-negociante-empreiteiro, foi o do fim do regime militar. Entraram em decadência e, numa hábil visão de futuro, buscou garantir uma boa velhice casando-se com uma herdeira de um dos maiores conglomerados da indústria têxtil do país. Filha única, e veio saber depois, uma puta de uma sovina. Contava as migalhas que depositava em sua conta e ainda lhe jogava na cara desaforos que não teve coragem de repetir. Essa era sua maior mágoa. Mas no todo, teve uma boa vida, nunca ninguém soube do seu papel no regime de 64 e só lamentava por Lamelas a quem abandonou à sua própria sorte. “Mas amigo é amigo”, recordava. “Nunca, em nenhum único ano, ele deixou de lembrar-se de mim, mandando vir minha caixa de charutos prediletos. Bom e velho molina”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;O charuto já queimara em quase dois terços e viu quase seis centímetros de cinza na ponta, firme, como deve ser a cinza de um “puro”. Quebrou-a no cinzeiro e se lembrou do motivo da comemoração. “Elda, coitada. Uma morte estúpida. Cair de cadeira de rodas na piscina... A infelicidade de uns vem pela felicidade de outros”. Celebrava a riqueza outra vez, como herdeiro único, já que não tiveram filhos. O último charuto da caixa era o prenúncio de muitas caixas e muitas viagens. Pensou em voltar à Cuba e dar uma gratificação ao seu amigos pelo silêncio valioso para si e “honrado” para ele. Pelas várias caixas que recebera mesmo sabendo que o Lamelas Molina vivia na mais absoluta miséria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Fez um brinde solitário aos velhos tempos, deu uma última baforada, contudo se engasgou no instante em que iria soltar uma longa cauda de fumaça aromática. Não soube o que lhe ocorreu e jamais saberia. Do alto do muro, um homem magro, barbudo e com olhar decidido, recolhia o rifle de precisão telescópica e repassava ao jovem que estava embaixo, do lado externo do amplo terreno da grandiosa mansão. O barbudo pulou de volta ao chão, bem ao lado do seu companheiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;- Tiro recto? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;- &lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Si. &lt;/span&gt;&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;Justo en el medio del corazón&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: white;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;- Y ahora?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;- Mañana ponemos buenas ropas y afeitamo las barbas. Después hacemos solicitacion del asilo político. Vamos a vivir en Brasil. Yo e tu, mi hijo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Passava da meia-noite. A cidade estava quieta, quase sem movimento. Os dois vultos se encaminharam rumo ao quarto de pensão que alugaram dias antes, com suas caixas de instrumentos. Uma de trompete e a outro de sax tenor.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-6808017845664289804?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.portalliteral.com.br/banco/texto/o-ultimo-charuto-da-caixa' title='O ÚLTIMO CHARUTO DA CAIXA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/6808017845664289804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=6808017845664289804&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6808017845664289804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6808017845664289804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2010/09/o-ultimo-charuto-da-caixa.html' title='O ÚLTIMO CHARUTO DA CAIXA'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TIrg4hAb4KI/AAAAAAAABaM/inaSbribGYY/s72-c/%C3%9ALTIMO+CHARUTO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-20780454586904513</id><published>2010-09-09T18:02:00.001-03:00</published><updated>2012-01-26T16:18:43.812-02:00</updated><title type='text'>A FORÇA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TIlLMw7XBJI/AAAAAAAABZE/IEUihkyMkzk/s1600/untitled+(12)+copy.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="145" src="http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TIlLMw7XBJI/AAAAAAAABZE/IEUihkyMkzk/s200/untitled+(12)+copy.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Ela sorriu de um modo tal que os olhos exprimiam deleite, as narinas pareciam pulsar ao ritmo de sua respiração, coisa meio ofegante; os lábios rosados, os dentes brancos e regulares tinham um formato que só teem as bocas que sorriem francamente. Todo o conjunto do seu sorriso era, afinal, de uma lascívia convidativa, irrecusável pela sinceridade do desejo emanado. A cabeça pendia um pouco para o lado e fios negros do cabelo longo caiam sobre o rosto compondo um ar de rebeldia amorosa. Ela se fazia de tal modo singular e desejável que o perigo da paixão causou-me certo espanto. Entre o receio e o desejo de me atirar em seus braços,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt; fiquei por momentos suspenso de atitudes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;“Que foi, meu querido? Está com um jeito estranho...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;“É que... Como posso saber que não vou me apaixonar?”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Ela mexeu com a cabeça, lentamente de um lado para outro, retirou os fios de cabelo do rosto com um gesto delicado. Depois sorriu outra vez, porém era outro sorriso, bem mais enigmático. E esperou, sem dar uma resposta à minha dúvida, por uma decisão, fitando-me sem tréguas, olhos nos olhos. Sentia-me provocado a enfrentar o perigo do amor desenfreado, quando em mim, houvera apenas o desejo de uma noite de sexo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;O seu silêncio e a clara expressão de sensualidade me fizeram sentir a fragilidade masculina. Entre a indecisão e a força arrebatadora que ela irradiava, caminhei, vacilante em sua direção.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-20780454586904513?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://portalliteral.terra.com.br/banco/texto/a-forca' title='A FORÇA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/20780454586904513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=20780454586904513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/20780454586904513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/20780454586904513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2010/09/forca_09.html' title='A FORÇA'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TIlLMw7XBJI/AAAAAAAABZE/IEUihkyMkzk/s72-c/untitled+(12)+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-3574917865292641202</id><published>2010-09-06T17:25:00.004-03:00</published><updated>2012-01-26T16:18:57.722-02:00</updated><title type='text'>A VISITA</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TIlKaoD-YwI/AAAAAAAABY8/FutSkrWzGqE/s1600/TheCrookedWay_003240.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;img border="0" height="137" src="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TIlKaoD-YwI/AAAAAAAABY8/FutSkrWzGqE/s200/TheCrookedWay_003240.jpg" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Demorei a dar-me conta de que alguém batia à porta, pois o som era baixo e oco, como se estivessem batendo com a dobra de um dos dedos na madeira, testando a sonoridade produzida. Na verdade fiquei em dúvida se batiam mesmo ou não e tive que parar a leitura do livro de direito civil para prestar atenção. Eu não esperava ninguém e, morando sozinho, era, fosse quem fosse, uma intromissão indesejada na minha gostosa e solitária noite de sábado. Bebi mais um gole do vinho olhando na direção da porta da sala. “Tenho que instalar um olho-mágico...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Marquei a página com um panfleto que anunciava promoções de periféricos em uma loja de informática que chegou às minhas mãos numa parada no sinal de uma rua qualquer. Mas isso nem vem ao caso. Para ser franco, repassar os olhos naquele anúncio e colocá-lo para assinalar a página que estivera lendo, até ser&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt; interrompido pela discreta batida, foi apenas para postergar o ato de abrir a porta. Tinha esperanças que a pessoa que me perturbava, desistisse e fosse embora. Só que a batida se repetia em intervalos métricos. Agora o som era claro e até irritante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;De pé, estirei o corpo num alongamento preguiçosamente intencional e coloquei os óculos de leitura sobre a mesa de jantar. Se eu morasse num apartamento seria muito melhor: o porteiro me avisaria da visita e eu o despacharia (ou não) dali mesmo. Sempre gostei mais de morar em casa comum, com quintal e jardim, mas apartamento também tinha as suas vantagens; se bem que eu poderia fazer de conta que não estava em casa, ficar quieto e esperar a pessoa que batia ir embora. Agora fiquei na dúvida: ainda dava tempo de despachar o intruso, ou intrusa, sem fazer nada. Bastava ficar quieto e em silêncio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif; line-height: 115%;"&gt;Bobagem... Melhor abrir logo e despachar. Não gosto de dissimulações e, sem contar que, também bate uma curiosidade nestas horas. Você não espera ninguém, vive sozinho e em paz, quando, no meio da noite alguém chama na sua porta – quem não ficaria curioso em saber o por quê daquela inusitada visita? Fui calmamente abrir, ensaiando um ar aborrecido, o que era quase uma verdade. Destranquei com duas voltas da chave e abri. Não havia ninguém! “Estranho...”. Entre a porta e portão havia uma distância de dez metros e, mais estranho ainda, o som de batida continuava. Era na janela, também de madeira. Ri meio sem graça por aquela estranheza toda que sentira. Ventava e um galho seco da roseira batia na aba da janela da sala. Fui até ela e arranquei o galho. “Pronto!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left; text-indent: 21.3pt;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Entrei e tranquei novamente a porta sentindo um desapontamento. Olhei para o livro em cima da mesa e o desapontamento virou tristeza. Peguei a garrafa de vinho, ainda pela metade, me joguei no sofá e, pelo primeira vez em muitos anos, senti o peso da solidão, entre um gole e outro no gargalo da garrafa.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-3574917865292641202?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/3574917865292641202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=3574917865292641202&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/3574917865292641202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/3574917865292641202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2010/09/visita_06.html' title='A VISITA'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TIlKaoD-YwI/AAAAAAAABY8/FutSkrWzGqE/s72-c/TheCrookedWay_003240.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-5003642680402659475</id><published>2010-04-27T11:48:00.004-03:00</published><updated>2012-01-26T16:19:17.943-02:00</updated><title type='text'>CINISMOS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TLugmGLjylI/AAAAAAAABcQ/MQ4La8asFyk/s1600/medium_malraux_3.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TLugmGLjylI/AAAAAAAABcQ/MQ4La8asFyk/s200/medium_malraux_3.jpg" width="160" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;MARCELO MARANO DESLIGOU O computador, reuniu as folhas impressas e foi sentar-se na confortável poltrona de seu escritório, em casa. Ali era o seu refúgio, uma espécie de santuário; misto de biblioteca e sala de trabalho. Acendeu o abajur de leitura e fez uma última análise no documento que havia elaborado, depois o colocou na pequena mesa de centro. Da poltrona avistava o jardim de inverno cuidadosamente planejado por um urbanista e arquiteto carioca. Aquele espaço era o complemento do seu refúgio, com mais de cinquenta metros quadrados, uma fonte e um pequeno lago, ambos artificiais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;A esposa, Ana Maria Marano dormia no quarto do casal no segundo piso, sedada pelos remédios que tomara para uma enxaqueca. Ultimamente vivia à base de “tarja preta.” “E como envelhecera”,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;reparava o marido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Marcelo completaria cinquenta anos dentro de cinco dias e era sobre isso que pensava naquele momento. A crise dos quarenta não fora propriamente uma crise, todavia agora, aos cinquenta, sentia-se deprimido e num profundo sentimento de inutilidade, chegando mesmo à autopiedade. A esse estado de espírito pesava ainda uma convocação para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava irregularidades da aplicação de verbas públicas por órgãos governamentais em empreiteiras, entre elas, a sua empresa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A imprensa cobrava explicações que ele, em indignação, achava que não as devia a ninguém; os deputados aproveitavam-na para a autopromoção dando entrevistas com ares de seriedade, de promotores da moralidade pública; os advogados aproveitavam também e se promoviam ganhando rios de dinheiro; e ele, como outros colegas empreiteiros, eram tratados como vilões de um jogo que sempre houve (e continua a existir), desde o império. Um jogo onde não havia um santo que fosse; regra que valia para a imprensa, o parlamento, os ministérios ou as empresas. No meio de tudo os lobistas e outros elementos atravessadores que viviam das sobras, das migalhas que eram medidas em porcentagens de um dígito e até menores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Contudo, sabia que nesse jogo, ocasionalmente havia-se que "fazer de conta" que se moralizava, que “não havia e nem haveria” tolerância com práticas de natureza lesiva ao estado. E nesse faz de conta ele se viu jogado no "bolo da vez". Estava entre feras famintas, de todos os tipos de predadores de ocasião.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Terça-feira, dia do seu aniversário, dia de ser imolado na CPI, sob o cinismo de vossas senhorias, dos jornalistas, dos advogados e da opinião pública (a sempre citada e abstrata opinião pública, elemento essencial na retórica do cinismo). Seu advogado tentara adiar o depoimento, inutilmente. Pior, poderia sair preso da sessão, a menos que conseguisse uma liminar preventiva que ainda estava sendo apreciada pelas excelências do Supremo Tribunal Federal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Suspirou fundo, resignado. Anotara tudo, documentara; imprimira um resumo para consultar. Nada mais poderia fazer que não fosse aguardar. Sair de casa? Nem pensar. A imprensa acampara na sua porta, ávida por escândalo. Isso vendia muito, atraía anunciantes, audiência. “Quem comanda as editorias é o departamento comercial”, dizia. Eram caçadores à espreita, pacientes e renitentes. Se não lhes dava alguma coisa, reciclavam o que já haviam dito numa mesquinha vingança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Levantou-se e buscou o uísque, o gelo e o copo já usado, que estavam sobre o frigobar. Serviu-se de mais uma dose e depositou o balde com gelo e a garrafa na mesa de centro, junto aos documentos e ao alcance das mãos. Bebeu um gole magnânimo e se pôs a meditar, numa tentativa inócua de encontrar ressalvas que lhe favorecessem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Seus pensamentos foram em direção ao passado. Ali talvez houvesse algo ou alguma coisa que lhe desse alento, algo que pudesse levantar-lhe o ânimo. Foi regressando período a período, ano a ano. Na juventude encontrou o seu melhor momento, delimitado com clareza entre a formatura e o casamento. Somente seis anos... Nove, se contasse os três primeiros anos de casado. Depois e antes, breves flashes de alegrias, momentos fugazes como a vitória numa concorrência pública ou da conquista de uma nova e ambicionada amante. A compra de uma lancha, um sonho de adolescente, fora outro momento de excitante felicidade. E, mais? E os filhos? Sim, o nascimento dos filhos fora um bom momento de sua vida. Principalmente Antônio que veio ao final do primeiro ano de casado. Ficara radiante, estava feliz com a bela esposa e um filho homem, coincidindo com a compra da casa no Morumbi. Dias de muitas festas, gente importante para seus negócios. Um período de muitas certezas, como a constatação de sua habilidade de negociação, de consolidação empresarial e ofertas de negócios além da capacidade operativa. Sim, Antônio nasceu fortalecendo-lhe o ego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Dois anos depois nasceu Gabriela. A época era de fastio, de uma sensação de cerceamento da liberdade individual e a filha, em que pese ser bem-vinda, não lhe trouxe nenhum alento, ao contrário, aumentava o laço de dever familiar, de uma presença mais constante quando queria alçar voos, ter mais liberdade. Ali começava a sua vida de passividades, de aceitações de limites, da diminuição de seu mundo à família e ao círculo empresarial e político. Com isso, o desamor, irritações, aumento do consumo de álcool, bebedeiras homéricas e brigas constantes com Ana Maria que, nesse segundo pós-parto, se revelou fútil, possessiva... “Uma decepção. Depois disso... Nada, nenhuma satisfação. Somente as aventuras com as ninfetas desse mundo imenso...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Ana Sofia, a primeira de tantas. “Como era linda e que perfeição de corpo já aos treze anos. Carnes bem distribuídas, pele sedosa e uma graciosa falta de jeito. Custou caro, mas foi um bom investimento. Por seis meses, gozos felizes, plenitude para qualquer homem.” E quis mais. Com menos experiência, menos idade. Quanto mais nova, mais garantia de primeira mão, de um delicioso trabalho de iniciação aos prazeres mais sacanas. Foram tantas, nem dava para lembrar uma a uma. Negras, mulatas, brancas, asiáticas... Contudo, uma ficou mais tempo e tornou-se inesquecível. Júlia Conceição Costa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; A Julinha tinha doze. “Essa foi fantástica. Deu para acompanhar o desenvolvimento dos seios, o aumento dos pelos pubianos, a metamorfose mágica de uma menina em mulher.” Ensinara-lhe tudo durante mais três anos de desfrute. Morena, quase mulata, não havia cansaço de observá-la nua; a cada encontro uma descoberta A mãe ganhara uma casa, um bom emprego. Muito dinheiro gastado. Mas, foram anos de deslumbramento e real felicidade. Quando fez quinze anos, engravidou. Filho dele? “Não!... Deve ter arranjado um namorado sem eu soubesse. A ingrata. Despachei-a do apartamento que tenha só para receber as garotas, onde vivia bem.” Enviou-a, com a família, de volta ao nordeste. Teve que jogar duro, usar mãos de ferro para convencê-los que o melhor que faziam, agora, era viver na terra Natal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Para variar um pouco, investimento e tempo foram necessários para levar para a cama a mulher de um engenheiro da empresa. Recém-casada, foi necessário usar de certos artifícios, inclusive colocar em suas mãos o futuro do marido na empresa e na profissão. Ao final, “a coroação de mais uma vitória, da glória de possuí-la com animalesca vontade... Logo correspondida. Era lindíssima! (Ainda é). Perfeição e pervertida, masoquista. Quanta excitação, quantas sacanagens! Dividida até com um colega, sob o efeito de drogas de primeira linha. Esse dia ficou na história, pois ela quis os dois ao mesmo tempo, um na frente e o outro atrás, ainda pedia que lhe batessem. Virou motivo de festas particulares, certeza de muita diversão e prazer...” Quanto ao marido, foi despachado e, como consolo, ganhou a direção de uma importante obra na Venezuela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Agora, com a imprensa em cima, de olho, a vida defasada, a obrigação de ser mais comportado, bom marido... “Até quando? Até surgir outro escândalo. Se quisessem, arranjar-lhes-ia um, noutro ministério. Falcatruas não faltam, basta ser bem informado.“&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; “Cinquenta anos... Uma CPI que pretende a degola de uma vida de trabalho. Mas eles teriam surpresa. Possuo muitos documentos, conheço muita gente ‘boa’ que quer minha cabeça. Conheço muita gente ‘boa’ que pode perder a cabeça. Não sabem que tenho o poder de também guilhotinar. Que esperem.” Terça, dia de fazer cinquenta anos de vida. Dia de presentes, surpresas, de reencontros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; “Fico aqui pensando... Minha mulher, a Ana Maria, tornou-se frívola e perdulária ao longo do tempo. Virou madame, dessas bem chatas. E haja dinheiro pra cirurgia plástica, pra frequentar SPA, comprar roupas de costureiros bichas e famosos... Ah!... Tem aquele negócio, também, de mandar um envelope para os colunistas sociais, com uma bela foto e algumas notas de cem reais. Às vezes notas de dólar... E quem banca sou eu, a quem ela chamou algumas vezes de corno. Cínica! Tem seus amantes? Tudo bem, mas seja discreta, respeite e tenha consideração com quem lhe dá tudo o que quer e tudo que tem!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;“Outra coisa que me tira do sério: sou muito criticado por pagar baixos salários aos meus funcionários, mas o que querem afinal os meus críticos? Não fui eu quem criou o sistema, as leis. O que não falta neste país é gente querendo emprego. Os que se sentem insatisfeitos com o que ganham é só sair, se demitir, não vai faltar ninguém para a vaga deixada. São quase dois mil funcionários em várias frentes de trabalho, quanto menos pago, mais lucro tenho e empreiteiro vive do lucro, como em qualquer outra atividade empresarial. Não tenho culpa se temos tantos desempregados neste Brasil, o que me possibilita fazer uso de uma mão-de-obra rotativa.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; “Eu dou emprego para essa gente, ponto final. Não sou como muitos que usam o capital em especulações na bolsa. Esses não geram postos de trabalho, eu sim. Critiquem, mas não sejam petulantes.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;“’Ele só ganha concorrências porque paga propina’”... Vejam só o cinismo. Quem é que não paga? Quem do governo ou fora dele que não vive atrás de dinheiro, de uma fatia do bolo? Sou frequentemente achincalhado, vivo sob pressão de lobistas, políticos, polícia... Até polícia! Bisbilhotam a minha vida, ouvem meus telefonemas e depois vêm pedir grana pra não me ferrar... Porra! Já estão me ferrando, caralho!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; “Outro dia, apareceu aqui um sujeito se dizendo representante de um dono de jornal. Queriam um ano de anúncio de página inteira das obras da minha empresa, em troca não me criticariam e até me ajudavam com editoriais e artigos, no caso da CPI. E olha que já tenho cinco deputados na folha de pagamentos, além de um senador, três prefeitos e outro que nem quero mencionar... E eu pago mal meus funcionários! Mandei o cara se ferrar com o seu representado e seu jornalzinho de merda!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; “O cinismo! Esse é o grande mal deste país. Dou duro, trabalho todos os dias da semana, dez, doze horas, diariamente. Sou honesto no que faço, não dou calote em ninguém: cem mil pra liberar a verba do viaduto? Tá legal: pegue aqui os seus cem mil; ah... Precisa de dinheiro pra fazer campanha? Tome seu dinheiro, vai fazer sua campanha... E pago. Pago tudo que me cobram. Ainda querem que eu pague salários de marajás para meus funcionários! E é só o que ouço, pague isso, pague aquilo, pague, pague... Pago pra viver, essa é a verdade; e viver feito burro de carga, trabalhando que nem um louco!”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; “O pior é que pago até para foder! Sim, senhor! Acha que essas meninas custam pouco? Tenho que dar grana pro sujeito que me arranja as garotas, pra mãe ou o pai que querem lucrar com a xoxota da filha... E depois não me deixam mais em paz, todo mês querem uma grana extra, me pressionam, dizem até que sou safado! Quanto cinismo, meu Deus! Safados são os que vivem à minha custa, à custa do meu dinheiro, do meu trabalho. Às vezes me canso de agir honestamente com esses exploradores. Dá nisso, querer ajudar, sem bom com as pessoas; você dá a mão querem depois o pé e o corpo de sobremesa.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;“Mas não vão me dobrar, não. Estou pronto pro que der e vier! Se quiserem me ferrar, que me ferrem — levo muita gente junto. Quando chegar à Brasília, na terça, vou dar o aviso... Vossas senhorias que se cuidem e, igualmente, cuidem bem de mim!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;Chega de cinismo! Estou farto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-5003642680402659475?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://portalliteral.terra.com.br/banco/texto/o-anjo-decaido-conto' title='CINISMOS'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/5003642680402659475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=5003642680402659475&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/5003642680402659475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/5003642680402659475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2010/04/cinismos.html' title='CINISMOS'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TLugmGLjylI/AAAAAAAABcQ/MQ4La8asFyk/s72-c/medium_malraux_3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-4287153973012338902</id><published>2010-02-09T02:59:00.004-02:00</published><updated>2012-01-26T16:19:32.481-02:00</updated><title type='text'>A CHAVE DA FESTA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TLug0XYN3kI/AAAAAAAABcU/j2TQggzcubA/s1600/CHB+-+CHAVE+1979+AB.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TLug0XYN3kI/AAAAAAAABcU/j2TQggzcubA/s200/CHB+-+CHAVE+1979+AB.JPG" width="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;Encontrei-a no corredor quando ia ao banheiro. Estava com outra roupa e cheiro de quem acabara de sair do banho. Não pude deixar de notar que estava sem sutiã por baixo do vestido amarelo escuro de tecido sedoso, preso por duas frágeis alças, por causa dos bicos dos seios eriçados. Olhou-me com um jeito meio moleque e, sem dizer nada, agarrou-me pela mão e foi me conduzindo em direção ao quarto. No caminho ainda me olhou umas duas vezes com um meio sorriso e, uma vez lá dentro, sem perda de tempo, passou os braços pelo meu pescoço e me olhou, desta vez com um olhar de puro tesão, levando a sua boca em direção à minha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Foi um beijo guloso e, pela primeira vez, senti sua língua macia fazer maneios eróticos de encontro à minha. Ouvia, tenso, o som das vozes dos amigos que estavam na sala e&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt; pensei no marido que dormia no quarto ao lado. Era uma loucura. Deliciosa e tesa situação, mas pura loucura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Eu estava com os sentidos entre a entrega total e os temores justificáveis. Não sabia o que fazer com as mãos, largadas nos seus ombros. Ou melhor, sabia muito bem o que poderia fazer com cada uma das mãos, porém a intenção esbarrava na razão receosa, até que ela conduziu a da direita sobre o seu seio e a esquerda nas suas costas que, já sem controle, desceu para sua bunda firme, carnuda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Colara seu corpo no meu e quase caímos ao buscar uma parede para encostar. Meu tesão era indisfarçável e ela se esfregou em mim e com mão, que não encontrara nenhum vestígio de outro tecido que não fosse o vestido, puxava-a – como se houvesse jeito dela chegar mais em meu corpo. Ela, eu e a parede, éramos um, e o beijo ainda era o mesmo do início, com o som incontrolável dos nossos desejos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Minha mente em um estado de total frenesi já traçara o caminho a seguir: levantar o curto vestido, tocar sua carne nua e sentir o calor do seu sexo, com toda certeza, molhado e latejante. Depois baixaria uma das alças e abocanharia com vontade o seu seio que sabia ser maravilhoso na forma, embora ainda não o soubesse no sabor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Agora já tinha o controle da situação em que fora pego sem aviso. Agora era para o que desse e viesse, não me importava mais as vozes na sala, a porta do quarto do quarto do casal fechada e o marido que dormia. Importava o seu cheiro bom, o gosto do vinho em sua boca, o seu gemido abafado e denunciador de suas sensações e desejos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Ela tinha tomado todas as iniciativas até então e quando eu, finalmente, resolvi também iniciar, à minha maneira, mais loucura naquele acontecimento inusitado, ela se afastou e me pediu para parar. “Vamos voltar pra sala, acho que já estamos dando bandeira... Depois a gente conversa... A gente tem muito que conversar... Vem!” Achei melhor ela ir primeiro e disse: “vai na frente, vou ao banheiro e depois volto pra sala.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Quando retornei todos estavam envolvidos numa conversa sobre o prêmio Nobel dado a Barack Obama. Eu, recuperado do susto e do tesão, fiquei imaginando a doidice de tudo o que acabara de acontecer. Imaginei o marido abrindo a porta do quarto e nos pegando sem tempo de nos recompormos. Olhei para ela, que, parecendo adivinhar meus pensamentos, tinha pendurado no dedo mindinho, da mão que segurava a taça de vinho, a chave da porta do quarto do casal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Respirei aliviado e até sorri da sua peraltice. Fui também tomar uma taça de um tinto delicioso, mais por necessidade do que por vontade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; Ainda estou esperando para conversarmos, e já faz quase um ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-4287153973012338902?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/4287153973012338902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=4287153973012338902&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/4287153973012338902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/4287153973012338902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2010/02/chave-da-festa.html' title='A CHAVE DA FESTA'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/TLug0XYN3kI/AAAAAAAABcU/j2TQggzcubA/s72-c/CHB+-+CHAVE+1979+AB.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-3856456205770891650</id><published>2008-12-17T14:57:00.000-02:00</published><updated>2012-01-26T16:19:44.953-02:00</updated><title type='text'>Amantes</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;É&lt;/span&gt; no seu corpo que ele se perde: sem nome, sem palavras, frágil na sua força de amante. Perdido, se sente feliz e crê, entre seus seios e coxas, ser infinito, imortal. No seu desvario, ela é o seu porto seguro, onde ele atraca seu prazer e descansa a cada gozo – perdição e reencontro.Ela rouba-lhe a vida e a dispõe ao seu jeito e forma, dando-lhe a certeza de não ser sem que ela lhe seja. A ama, mas não a pode ter, ela jamais ficará com ele; pertence ao seu agora e nada mais.O choro brando, as lágrimas sutis que lhes escapa dos olhos, ela as dedica a um amor perdido num distante passado, numa memória ancestral. Amor que se arremete&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', serif;"&gt;do seu eu profundo para explodir na sensualidade de seu corpo quente e ávido de prazeres. Ele lhes proporciona-os.Amam-se uma tarde inteira e no silêncio do anoitecer, ele tateia as mãos fortes e trêmulas por todo o seu corpo. Guarda as sensações de cada ponto e instante e lamenta silencioso. Lamenta sua frágil condição de homem que depende dela, apenas dela, para se sentir vivo e eterno. Separam-se, enfim.Ela vai para o seu mundo insosso, silencioso, sem amores tangíveis. Ele vagueia pela cidade à espera de uma outra tarde, para se encontrar naquela que o faz se perder.&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-3856456205770891650?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/3856456205770891650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=3856456205770891650&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/3856456205770891650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/3856456205770891650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2008/12/amantes.html' title='Amantes'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-6127472334192822024</id><published>2008-06-11T17:19:00.002-03:00</published><updated>2008-11-13T19:02:19.087-02:00</updated><title type='text'>Um todo no agora</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/SFA2w1mx5xI/AAAAAAAAARM/N4wsVUtcw10/s1600-h/132qb3yh.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210724981519017746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/SFA2w1mx5xI/AAAAAAAAARM/N4wsVUtcw10/s200/132qb3yh.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O amor dos dois teve um início com um tempero apimentado, pois é aceitável, por normal, que a paixão tenha a sua ardência. O tempo, entre o findar e o recomeçar a cada dia, foi condimentando esse amor na medida ideal para um saborear constante. E saborearam-se entre as mais diferentes oferendas do amar sem fronteiras, e não se sentiam fartos. Ao contrário, havia sempre mais espaço para o desejo de deleitar-se, e repartiam o prato do bem-querer, num sabor e intensidade própria a cada boca sôfrega.&lt;br /&gt;Era um amor sem excessos supérfluos, num excessivo doar-se e receber, gozar e se dar ao gozo do outro, num oferecer saboroso e belo e tanto enquanto se achavam a sós. E nesse degustar-se mútuo, faziam-se dependentes do amor idêntico. Eram intuitividade plena, sem racionalidades, pois não cabe ao amor deter-se em razões. A razão, sim. A razão precisa do amor. Só com o amor a razão não desanda para o desatino. Só com o amor impregnado em si, a razão se humaniza.&lt;br /&gt;Amavam-se. A vida tinha um sentido a mais. E era-lhes de um sabor bem temperado ao apetite insaciável dos sentidos. Assim se sentiam realizados, um bocado a cada dia, um todo no existir do agora.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#996633;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-6127472334192822024?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/6127472334192822024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=6127472334192822024&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6127472334192822024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6127472334192822024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2008/06/um-todo-no-agora.html' title='Um todo no agora'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/SFA2w1mx5xI/AAAAAAAAARM/N4wsVUtcw10/s72-c/132qb3yh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-2627478822997316801</id><published>2008-06-05T00:00:00.002-03:00</published><updated>2008-06-05T00:02:30.181-03:00</updated><title type='text'>Depoimento</title><content type='html'>“...E me perguntam, como sobreviveu a tanta dor? Eu respondo que ainda estou sobrevivendo a mais dolorosa das aflições, que é a dor moral. É a humilhação de ter o seu eu exposto à violência gratuita, sua intimidade devassada, seu corpo exposto e explorado em todas as suas reentrâncias.”&lt;br /&gt;“Que animal faz esse tipo de coisa? Nenhum, que não seja humano. Os animais se respeitam, não torturam, matam por necessidade vital, matam dignamente. Os animais não torturam, não se ejaculam diante do sofrimento do outro. O homem não merece ficar na categoria dos animais: é um desrespeito ao instinto primário..."&lt;br /&gt;“As dores que sofri, a sensação cruel da eletricidade sacudindo o corpo molhado e despido, e tantos outros requintados métodos de martírio físico passaram e deles só restam algumas cicatrizes. Mas a dor moral, não. Essa se aloja na alma da gente, gruda no existir e nos assombra para o resto da vida. Vira pesadelo recorrente, num eterno retorno, num eterno ferir e machucar, que desespera, que entristece os restos dos nossos dias.”&lt;br /&gt;“Os algozes sentem-se orgulhosos dos seus feitos covardes, não conhecem o constrangimento. Arrotam vitória, sem ter a noção de que não existe vitória no subjugo pela força, na incapacidade do outro de se defender com dignidade, com igualdade de condição.”&lt;br /&gt;“Quer saber mais? Sentiam-se reis, mas eram reis sem coroa, sem glórias reais. Perdidos, agora, sem reinado, vestindo as máscaras da desonra, vagueiam sem conhecer o amor, sem a alegria dos que combateram o bom combate. Sem a grandeza dos que ousaram sonhar e foram em busca do sonho, que se somaram entre outros de igual gentileza, num sonho coletivo. O que são, hoje, esses algozes dos solidários? Não vou negar a minha repulsa: são seres desprezíveis, vermes que rastejam na lama ensangüentada de seus atos execráveis, vis...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc0000;"&gt;Osair de Sousa [Trecho do livro: Alegorias do tempo e da razão]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-2627478822997316801?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/2627478822997316801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=2627478822997316801&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/2627478822997316801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/2627478822997316801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2008/06/depoimento.html' title='Depoimento'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-7382796392083591349</id><published>2008-05-17T15:13:00.005-03:00</published><updated>2008-11-13T19:02:19.549-02:00</updated><title type='text'>Amanda</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/SC8m4MgBr5I/AAAAAAAAARE/q4xGHfg3BTM/s1600-h/01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201418841506295698" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/SC8m4MgBr5I/AAAAAAAAARE/q4xGHfg3BTM/s320/01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Entrou em casa, tirando os sapatos e seguiu para a cozinha onde instruiu Noemi sobre o jantar. Depois passou na biblioteca para dar um beijo no marido; disse-lhe que iria tomar um banho e dormir um pouco. – Quando o jantar estiver pronto, você me acorda, por favor?– Pediu, dirigindo-lhe um olhar carinhoso.&lt;br /&gt;Enquanto a água do chuveiro escorria sobre Amanda, que espalhava com as mãos um sabonete líquido no pescoço e nos seios, pensou em Jorge e sentiu um arrepio percorrer todo o seu corpo.&lt;br /&gt;Tinham-se passado três dias desde o seu último encontro com ele, e o desejou ali, ao seu lado, debaixo daquela água... “Era um bom amante”, pensava, ao mesmo tempo em que uma excitação crescia dentro de seu corpo e extravasava por entre as coxas, e no efeito de suas mãos sobre os seios, que ensaboava lentamente, de mamilos eriçados.&lt;br /&gt;Encostou-se na parede, sentindo as pernas fraquejarem, no tempo em que a mão direita foi descendo pela barriga, sem pressa, em direção aos pêlos molhados e escorregadios de espuma. O dedo encontrou a abertura por onde o prazer escorria e sentiu-se molhada, também, por dentro. O prazer crescente acelerava a sua respiração, acelerava sua mão sobre o seio, acelerava os dedos sobre a pele sensível e túrgida de seu sexo.&lt;br /&gt;Um orgasmo se pronunciava e querendo prolongar aquele momento prazeroso e solitário, voltou para debaixo da água morna do chuveiro, apoiada de frente para os azulejos do boxe. Jogou mais um pouco de sabonete na mão e espalhou pelo corpo e, vagarosamente, recomeçou a se tocar.&lt;br /&gt;Os movimentos foram se tornando frenéticos, incontroláveis e sentiu a visão se anuviar quando o orgasmo veio explosivo, intenso a ponto de fazer o corpo inteiro tremer, desenfreado.&lt;br /&gt;Seguiu-se um fraquejar de pernas e de braços, que a fizeram deixar o corpo escorrer, com as costas na parede lisa dos azulejos, até ao piso. Ficou ali, sentada, sorvendo todos os resquícios daquele arrebatamento.&lt;br /&gt;A expressão feliz dizia tudo, só que ninguém teve o prazer, a grande sorte de contemplar aquela cena de rara beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-7382796392083591349?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/7382796392083591349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=7382796392083591349&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/7382796392083591349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/7382796392083591349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2008/05/amanda.html' title='Amanda'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/SC8m4MgBr5I/AAAAAAAAARE/q4xGHfg3BTM/s72-c/01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-8329797704497645988</id><published>2008-01-25T02:20:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T19:02:22.286-02:00</updated><title type='text'>A visita de uma Colombina</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/R5llcoQWx6I/AAAAAAAAAO0/LdQfL7YTRPo/s1600-h/0540-worldplay3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5159266390646376354" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 170px; CURSOR: hand; HEIGHT: 120px" height="99" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/R5llcoQWx6I/AAAAAAAAAO0/LdQfL7YTRPo/s400/0540-worldplay3.jpg" width="170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;legrou-se de corpo e alma ao vê-la chegar sorrindo. Se abraçam num abraço breve e contido, um beijo na face e se olharam como olham os amigos verdadeiros, com carinho e um dizer não dito: “como é bom nos reencontrarmos outra vez”.&lt;br /&gt;- Estava morrendo de saudades! Disse ele.&lt;br /&gt;- Eu também...&lt;br /&gt;Achava graça na sua falta de jeito para dizer espontaneamente que sentia saudades do seu grande amigo e, por isso, quase sempre respondia às suas revelações de afeto com um “eu também”. Ele a sabe uma pessoa formidável, que procura ser fiel na sua afeição mesmo sabendo que ele quer mais do que ela pode lhe dar.&lt;br /&gt;Saem pela noite, bebem, conversam, se calam, o tempo voa e, alta madrugada voltam cada um para sua casa. Ela dorme. Ele fica acordado e pensa nela.&lt;br /&gt;Ainda se encontrarão outras vezes, são velhos amigos que se gostam, cada um à sua maneira; ela expansiva, ele contido. Ela não pensa nele senão como realmente são: grandes amigos; ele pensa nela como realmente não são, mas se contém no limite dela, pois o seu é muito além de um grande afeto, é amor profundo, um Pierrô que deseja ser Arlequim, mas tem consciência da impossibilidade.&lt;br /&gt;Ele liga.&lt;br /&gt;- Adorei a nossa noite, ontem... Diz.&lt;br /&gt;- Eu também... Ela diz. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333300;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-8329797704497645988?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/8329797704497645988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=8329797704497645988&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/8329797704497645988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/8329797704497645988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2008/01/visita-de-colombina.html' title='A visita de uma Colombina'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/R5llcoQWx6I/AAAAAAAAAO0/LdQfL7YTRPo/s72-c/0540-worldplay3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-6222899206945710632</id><published>2008-01-23T12:11:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T19:02:22.927-02:00</updated><title type='text'>Dos amores impossíveis</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/R5dR6oQWx1I/AAAAAAAAAN8/2247zl39uTU/s1600-h/DeAmoresImpossÃ&amp;shy;veis_P.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158681965856474962" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 256px; CURSOR: hand; HEIGHT: 292px" height="299" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/R5dR6oQWx1I/AAAAAAAAAN8/2247zl39uTU/s320/DeAmoresImposs%C3%ADveis_P.jpg" width="271" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;a fantasia dele, os dois se amam despudorados e tudo é factível, tudo acontece; é o que mais deseja na vida, mas é fantasia, por isso mesmo, unilateral. O desejo que se esvai como sangria, brota do âmago do seu amar solitário, corre pela imaginação e se realiza sem a plenitude do abraço, do beijo ou, menos ainda, de dois corpos saciados, lado a lado.&lt;br /&gt;“Sabe lá o que é o amor profundo que se obriga ao silêncio?” A sua dor e o seu amar se calam e se vestem com roupas irreconhecíveis, que não lhes são próprias, que apertam, sufocam, deixando-o pouco à vontade no seu eu verdadeiro, fazendo doer mais e mais a dor do sentimento auto-refreado.         &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na capa em que se esconde seu secreto desejo há frestas e transparências que não escapam ao olhar atento dela, que se incomoda por não ser algo desejado. Para ele, é a fraqueza das horas do sustentável amar que se extravasa feito represa que desaba sob o peso da fatal última gota. Mas não demora a se recompor na força da necessidade de respeitá-la em seu não desejo, de fazer valer o que é realmente Amar. A alegria se entristece ante a inevitável constatação de que, ao sonho somente, esse tanto querer é admissível, é aonde encontra a sua correspondência e se satisfaz.&lt;br /&gt;Por tudo isso, acaba por fim, o amante solitário contentando-se com o pouco que lhe é dado, construindo a partir desse bocado, o seu castelo quixotesco, aonde se aloja e do qual alimenta suas salvadoras fantasias. É um reino frágil, mas é o seu reino possível e é ali que tudo acontece; ali os dois se entregam em plenitude, em sintonia, num gozo infindável de sensações. Nesse reino tudo é aceitável entre dois corações que se fazem de um. É lá, quando a saudade aperta, que ele se refugia; lá é o abrigo dos amantes lindamente despudorados e de bem com a vida, complementando-se, com o único objetivo de viver para serem felizes.&lt;br /&gt;Mas o que ele faz da inexorável realidade? Como um animal solitário, mas forte e decidido, vai vivendo um dia por vez, lutando pela felicidade, que para si é a única razão do existir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-6222899206945710632?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/6222899206945710632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=6222899206945710632&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6222899206945710632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6222899206945710632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2008/01/dos-amores-impossveis.html' title='Dos amores impossíveis'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/R5dR6oQWx1I/AAAAAAAAAN8/2247zl39uTU/s72-c/DeAmoresImposs%C3%ADveis_P.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-815703544456237853</id><published>2007-11-08T17:58:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T19:02:22.955-02:00</updated><title type='text'>Dois em um</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RzNr1SAkCiI/AAAAAAAAANI/5-Q2CHfxgeY/s1600-h/Bllara01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Seu corpo foge das minhas mãos&lt;br /&gt;E o afago suspenso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Suspira&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desolado do tato.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma fração de segundo apenas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faz-se eterno&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E vejo terno&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O sorriso da face, doce, faceira&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando volta inteira&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pele nua:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entrega.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me faço seu num faz-de-conta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para o pleno prazer:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ternura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Te faço minha em meu corpo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Num êxtase pleno&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De dois.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dois em um, únicos enfim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Numa fusão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Etérea, &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sublimação que finda&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ao indesejado amanhecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffcc66;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-815703544456237853?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/815703544456237853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=815703544456237853&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/815703544456237853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/815703544456237853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2007/11/dois-em-um.html' title='Dois em um'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-3223799016177887302</id><published>2007-10-16T21:58:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T19:02:23.197-02:00</updated><title type='text'>O deus de agora</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RxVQ4zFEYcI/AAAAAAAAAM4/1q0hCizTCwI/s1600-h/0540-worldlay2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122089087918170562" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RxVQ4zFEYcI/AAAAAAAAAM4/1q0hCizTCwI/s200/0540-worldlay2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Era uma vez, fomos príncipe e princesa&lt;br /&gt;Sem sapos com caras de bruxas bizarras;&lt;br /&gt;Eram as cigarras nossas belas fadas madrinhas.&lt;br /&gt;O faz-de-conta sempre cantado&lt;br /&gt;Sob olhos brilhantes - jóias apaixonadas&lt;br /&gt;Na mitologia dos felizes, encantados.&lt;br /&gt;Era uma vez que a vida sempre bela&lt;br /&gt;Prometia sermos rei e rainha&lt;br /&gt;Sem dragões, num reino lúdico&lt;br /&gt;Onde a paz não se faria segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez - esse tempo de vida&lt;br /&gt;Desabrochou em copas frondosas&lt;br /&gt;E fomos iguais e fomos especiais e fomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desavisados, no desencontro de um cuidado&lt;br /&gt;Fugiu célere esse realismo devaneado,&lt;br /&gt;Deixando um sabor de mais querer,&lt;br /&gt;Sentenciando: não rei, somente rainha,&lt;br /&gt;Um deus num Olimpo desmoronado.&lt;br /&gt;Tempo sem eternidade, tempo fugaz&lt;br /&gt;Entre raios e trovões das manhãs,&lt;br /&gt;Surge acintosamente, sempre um novo sol&lt;br /&gt;Que me lembra que sou o que me resta;&lt;br /&gt;Sobrevivo com o destino de Quíron,&lt;br /&gt;Você, tal Afrodite, com o príncipe,&lt;br /&gt;O deus de que agora é a vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-3223799016177887302?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/3223799016177887302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=3223799016177887302&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/3223799016177887302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/3223799016177887302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2007/10/o-deus-de-agora.html' title='O deus de agora'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RxVQ4zFEYcI/AAAAAAAAAM4/1q0hCizTCwI/s72-c/0540-worldlay2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-7768760130858308915</id><published>2007-09-17T15:39:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T19:02:23.484-02:00</updated><title type='text'>Felicidades!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/Ru7KNk_QiwI/AAAAAAAAAMk/3pyM4UcaEwA/s1600-h/Carol_aniver.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111244961728203522" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/Ru7KNk_QiwI/AAAAAAAAAMk/3pyM4UcaEwA/s320/Carol_aniver.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Oi, Ana querida! Mais um aniversário e você, quase sem que eu percebesse, se tornou uma mulher, uma profissional atuando no mercado, buscando cada dia mais a sua independência. Isso me faz feliz e realizado enquanto pai, embora tenha os meus ‘porém’ e, não traga mais em mim o encanto que tive pra você quando ainda era uma criança.&lt;br /&gt;A vida muda a gente tanto, você sabe; às vezes para melhor, outras para pior; damos alegrias aos que amamos, mas também decepções. Essa roda-viva é que faz com que a gente não perca o sentido de viver, que dá um certo encanto até nos desencantos.&lt;br /&gt;Você, para mim, é motivo somente de alegria e orgulho e, claro, um pouquinho de preocupação quando chega tarde da noite e não me liga pra abrir o portão para que não precise descer do carro. E aquelas outras preocupações tão típicas de quem ama, como o receio de um assalto, de um acidente... No entanto, elas se tornam preocupações menores do que o normal porque sei do seu juízo, do seu bom-senso e responsabilidade, com os outros e com você mesma.&lt;br /&gt;Em todos os seus aniversários eu me lembro do seu nascimento, da primeira vez que abriu estes lindos olhos claros e me olhou... É emoção que palavras não descrevem. E passa um filme na cabeça e fico me perguntando como um “amalucado” feito eu fez para merecer uma filha assim... Só tenho que agradecer mais aos deuses, aos bons espíritos, por essa “graça” recebida.&lt;br /&gt;Espero e busco vibrações energéticas para que você se realize cada vez mais nas suas escolhas e metas, que seja uma pessoa sempre forte e determinada com o é. Que dos seus sonhos, tudo seja conquistado e que um dia, ao olhar para trás, sinta que valeu a pena e, se der, perdoe esse “pai sem cuidado”...&lt;br /&gt;Beijos, minha querida. Amo você, adoro e, com certeza, foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida. Que mais eu poderia querer?&lt;br /&gt;Feliz Aniversário, filha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-7768760130858308915?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/7768760130858308915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=7768760130858308915&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/7768760130858308915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/7768760130858308915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2007/09/felicidades.html' title='Felicidades!'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/Ru7KNk_QiwI/AAAAAAAAAMk/3pyM4UcaEwA/s72-c/Carol_aniver.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-8209172584189489880</id><published>2007-09-16T17:26:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T19:02:24.036-02:00</updated><title type='text'>As noites no quintal</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/Ru2SPE_QivI/AAAAAAAAAMc/RVxuDaoiq6M/s1600-h/zorn.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110901939870141170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/Ru2SPE_QivI/AAAAAAAAAMc/RVxuDaoiq6M/s200/zorn.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No quintal da minha casa tem samambaias&lt;br /&gt;que exultam murmúrios,&lt;br /&gt;melodias atonais,&lt;br /&gt;nas noites dos desatinados amores;&lt;br /&gt;incidem na sincronia de nossas oscilações,&lt;br /&gt;corpos em suadas atividades atávicas,&lt;br /&gt;gemidos entremeados com pausas arfantes&lt;br /&gt;musicadas pela delícia do gozo.&lt;br /&gt;Ainda tem um gato sobre o telhado&lt;br /&gt;sempre observando pela janela aberta,&lt;br /&gt;estático, olhos reluzentes,&lt;br /&gt;que mia, quando dos seus gritos agudos&lt;br /&gt;pela eminência do auge,&lt;br /&gt;o prazer culminante.&lt;br /&gt;No quintal tem lua cheia prateada&lt;br /&gt;que clareia a noite profanada&lt;br /&gt;pelos achegos sôfregos;&lt;br /&gt;ainda que repousem inocentes&lt;br /&gt;aqueles que dormem,&lt;br /&gt;sonham com o quintal de minha casa,&lt;br /&gt;com samambaias dissonantes,&lt;br /&gt;um gato vigilante&lt;br /&gt;e, com a lua, parceira eterna dos amantes.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-8209172584189489880?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/8209172584189489880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=8209172584189489880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/8209172584189489880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/8209172584189489880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2007/09/as-noites-no-quintal.html' title='As noites no quintal'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/Ru2SPE_QivI/AAAAAAAAAMc/RVxuDaoiq6M/s72-c/zorn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-2048638570477691061</id><published>2007-09-16T00:36:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T19:02:24.431-02:00</updated><title type='text'>Soneto da ausência</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RuynEU_QisI/AAAAAAAAAMA/UwN1xP5WwbI/s1600-h/contexto082.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110643369954020034" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 91px; CURSOR: hand; HEIGHT: 176px" height="213" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RuynEU_QisI/AAAAAAAAAMA/UwN1xP5WwbI/s400/contexto082.jpg" width="91" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A ausência deitou-se abrupta ao meu lado&lt;br /&gt;com um aroma de patchuli esvanecendo&lt;br /&gt;em sincronia com os sons de seus passos&lt;br /&gt;até que se fez aquele silêncio de catedral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o nada era eu, por ter sido todo você&lt;br /&gt;e só restou essa indesejada companheira.&lt;br /&gt;Me sabia ser todo vazio com essa ausência&lt;br /&gt;ao meu lado, tal qual um espectro sombrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempestade de sevícia que varre a paz e,&lt;br /&gt;indesejada, se empunha de nossos sentidos&lt;br /&gt;sugando voraz o mantimento da esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na embriaguês de um minuto suportável,&lt;br /&gt;refaço o nosso retrato e, somente assim,&lt;br /&gt;ausento-me do espólio da abjeta ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-2048638570477691061?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/2048638570477691061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=2048638570477691061&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/2048638570477691061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/2048638570477691061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2007/09/soneto-da-ausncia.html' title='Soneto da ausência'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RuynEU_QisI/AAAAAAAAAMA/UwN1xP5WwbI/s72-c/contexto082.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-6365226604305436234</id><published>2007-09-13T17:17:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T19:02:24.614-02:00</updated><title type='text'>Amante à moda atual</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RumbN0_QioI/AAAAAAAAALc/9BKWZV_1ny0/s1600-h/2524-afrigroove.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109785914093111938" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 153px; CURSOR: hand; HEIGHT: 183px" height="251" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RumbN0_QioI/AAAAAAAAALc/9BKWZV_1ny0/s320/2524-afrigroove.jpg" width="186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;de palavra presente, corpo ausente,&lt;br /&gt;se descreve e digita despudorada&lt;br /&gt;malucas e gostosas fantasias&lt;br /&gt;que me fazem sonhar febril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela acende o meu eu profundo&lt;br /&gt;e a desejo; me infiltro, afoito,&lt;br /&gt;em suas alucinações amorosas,&lt;br /&gt;me fala ao ouvido das sensações&lt;br /&gt;que responde em seu corpo nu&lt;br /&gt;falo, falo, sente-se preenchida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;suas pernas se posicionam, fala,&lt;br /&gt;como uma lua nova no céu&lt;br /&gt;à espera da estrela guia, falo;&lt;br /&gt;Talvez um arco ansioso pela flecha&lt;br /&gt;em direção reversa e penetrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não há o toque, o calor da pele,&lt;br /&gt;mas é tão real quanto o gozo&lt;br /&gt;que nos conduz ao justo delírio&lt;br /&gt;da noite das indecentes frases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ela existe, sei das suas vontades;&lt;br /&gt;nunca a vi nem abarquei seu corpo&lt;br /&gt;como nunca sentiu, ela, meu calor,&lt;br /&gt;mas somos amantes, somos loucos,&lt;br /&gt;alucinados pela vida dos prazeres,&lt;br /&gt;loucos, desses de atirar palavras,&lt;br /&gt;conectados e prazerosamente felizes.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-6365226604305436234?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/6365226604305436234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=6365226604305436234&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6365226604305436234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6365226604305436234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2007/09/amante-moda-atual.html' title='Amante à moda atual'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RumbN0_QioI/AAAAAAAAALc/9BKWZV_1ny0/s72-c/2524-afrigroove.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-8216496035162128320</id><published>2007-09-12T03:55:00.000-03:00</published><updated>2008-01-22T23:36:51.285-02:00</updated><title type='text'>Diário do tempo dos prazeres vadios</title><content type='html'>faço anotações num velho caderno de aspirais aramada;&lt;br /&gt;anoto os frenesis dos corpos suados e da alma saciada,&lt;br /&gt;decifro em garatujos apressados, seus trejeitos,&lt;br /&gt;a sinuosidade do seu corpo desvairado em prazeres,&lt;br /&gt;prazeres que não há como adicionar nas páginas amareladas&lt;br /&gt;pois são as linhas inacessíveis dos seus sentidos profundos.&lt;br /&gt;o roto caderno já quase se desfaz;&lt;br /&gt;manchas de lágrimas, marcas de borracha&lt;br /&gt;pois houve momentos de revisões,&lt;br /&gt;nos instantes amargos e solitários&lt;br /&gt;quando a esperança ia vadiar&lt;br /&gt;em sua companhia nesse vasto palco&lt;br /&gt;que é a vida em nossos desencontros.&lt;br /&gt;há marcas de suor dos dedos, mãos,&lt;br /&gt;e tantas outras, indeléveis nas entrelinhas&lt;br /&gt;que só o amor sabe anotar sem notarmos,&lt;br /&gt;e delatam a proximidade do beijo dado,&lt;br /&gt;a fusão dos gozos inexauríveis, loucos&lt;br /&gt;tão fantásticos como só a loucura é capaz.&lt;br /&gt;faço anotações nesse meu velho caderno, incansavelmente,&lt;br /&gt;até que ele se desfaça, puído pelo tempo que dura o amor;&lt;br /&gt;e um dia plangido meu pranto, do nosso encantado prazer&lt;br /&gt;perdido no tempo vivido, na velhice que tudo alcança&lt;br /&gt;sem nenhum desplante, fará da lembrança enfumaçada&lt;br /&gt;a única anotação válida na cínica comédia do humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-8216496035162128320?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/8216496035162128320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=8216496035162128320&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/8216496035162128320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/8216496035162128320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2007/09/dirio-dos-tempos-dos-prazeres-vadios.html' title='Diário do tempo dos prazeres vadios'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-8187314495768316854</id><published>2007-09-06T23:06:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T19:02:24.851-02:00</updated><title type='text'>Canto em qualquer canto</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RuCzeutEgEI/AAAAAAAAAKw/gWAQrUTrHRA/s1600-h/Natur_Cerrado_030.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107279317952659522" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RuCzeutEgEI/AAAAAAAAAKw/gWAQrUTrHRA/s200/Natur_Cerrado_030.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Vim Cantar sobre esta terra&lt;br /&gt;Antes de mais nada aviso&lt;br /&gt;Trago facão, paixão crua&lt;br /&gt;E bons rocks no arquivo&lt;br /&gt;Tem gente que pira e berra&lt;br /&gt;Eu já canto pio e silvo&lt;br /&gt;Se fosse minha esta rua&lt;br /&gt;O pé de ipê estava vivo... "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#003300;"&gt;&lt;em&gt;(Ná Ozzeti e Itamar Assumpção)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-8187314495768316854?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/8187314495768316854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=8187314495768316854&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/8187314495768316854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/8187314495768316854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2007/09/canto-em-qualquer-canto.html' title='Canto em qualquer canto'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RuCzeutEgEI/AAAAAAAAAKw/gWAQrUTrHRA/s72-c/Natur_Cerrado_030.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-3721612010746465042</id><published>2007-05-12T00:27:00.000-03:00</published><updated>2007-05-12T00:31:36.074-03:00</updated><title type='text'>Magia de um desejo [repost]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/830234.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/830234.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;espiu-se ante ao meu anseio, revelando a brancura fresca do corpo e procuramos o toque; com o toque o calor e a textura de nossas peles. Sem pressa, as mãos exploraram a geografia que éramos nós, em todas as direções, elevações e profundidades. Por vezes nossos olhos se encontravam, semicerrados e nos víamos nas sensações dos sentidos alterados pelo LSD da paixão.Um beijo. Hesitante, trêmulo. O beijo, agora resoluto, definitivo, guloso. Abraços firmes, fortes como uma necessidade de garantir que não iríamos fugir, nos afastarmos. Os corpos se fundiam em um só corpo e, a calma, a delicadeza inicial, dera lugar ao frenesi, um descontrole das vontades, da razão. Já nem nos pertencíamos mais, pois o comando era ditado pelo pleno desejo e, alucinados, totalmente instintos, tudo acontecia alheio aos pensamentos que nos abandonara por completo.Era um momento mágico, de encantamento, onde o tempo não existia, nem mesmo lugar. Flutuávamos entre brumas de sensações de um prazer que não era real, alguma coisa como um sonho do qual não se quer acordar. A fantasia que se fazia real sem que se pudesse crer, totalmente, que acontecia ali conosco.Ao final, cansados, suados e ofegantes, oferecíamos em gratidão um sorriso leve ao acaso, entre pequenos e breves tremores. O silêncio foi a música que embalou o retorno à realidade de qual fomos retirados por causa de um desejo há tanto reprimido e que veio à tona, sedento, do fundo de nossas almas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff6600;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-3721612010746465042?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/3721612010746465042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=3721612010746465042&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/3721612010746465042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/3721612010746465042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2007/05/magia-de-um-desejo-repost.html' title='Magia de um desejo [repost]'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-707001924914663955</id><published>2007-04-28T02:19:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T19:02:25.870-02:00</updated><title type='text'>Da série: mostrando a cara</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RjLa9veta9I/AAAAAAAAAIQ/9SgkSraeXr0/s1600-h/PÃ¡ssaro2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058346085742635986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RjLa9veta9I/AAAAAAAAAIQ/9SgkSraeXr0/s200/P%C3%A1ssaro2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Assim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; como quase todos os que fazem uso do correio eletrônico, recebo periodicamente mensagens de auto-ajuda, frases positivas, belas figuras com textos com “a moral da história” em PowerPoint (*.pps). Recebo-as com muito carinho, com um carinho semelhante ao de quem o enviou, mas sou obrigado a ser sincero com todos: estas mensagens são totalmente inúteis para mim. Não me trazem nenhuma novidade, nem me fazem pensar, refletir.&lt;br /&gt;Gosto de textos inéditos, bem elaborados, criativos e, acima de tudo, provocativos: isso sim, me acrescenta, me leva a momentos de reflexão e reelaboração de alguns conceitos. Que me desculpem os coletores de frases e de textos politicamente corretos: sou muito torto para eles.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Osair de Sousa [280407]&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-707001924914663955?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/707001924914663955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=707001924914663955&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/707001924914663955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/707001924914663955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2007/04/da-srie-mostrando-cara.html' title='Da série: mostrando a cara'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RjLa9veta9I/AAAAAAAAAIQ/9SgkSraeXr0/s72-c/P%C3%A1ssaro2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-6110726675748223339</id><published>2007-03-16T04:57:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T19:02:26.092-02:00</updated><title type='text'>Escrever é preciso...</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RfpO4uV9f5I/AAAAAAAAAHU/-J1ztbmTMuA/s1600-h/Osair_Foto+Rodrigo_900px.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042429469214474130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RfpO4uV9f5I/AAAAAAAAAHU/-J1ztbmTMuA/s200/Osair_Foto+Rodrigo_900px.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt; &lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;endo a data da última postagem aqui, percebo que não escrevo há muito tempo... Também a Priscilla deixou seu mundo de lado, uma pessoa que desde que conheci foi minha fonte de inspiração (e, em alguns momentos, de transpiração). Mas a vida, indiferente a isto, segue seu rumo veloz, às vezes lento, contudo segue e já não somos mais “aqueles”, muito embora quiséramos que fosse.&lt;br /&gt;Perguntas rondam a aura de minhas inquietações, sem respostas e, isso, é quase um autofragelo. “O que é o que não pode ser o que não é?”... Antes cantava: “Vem minha menina vadia / Vem sem mentir pra você / Vem, mas vem sem fantasia / Que da noite pro dia / Você não vai crescer”; agora nem canto, muito menos assobio sem contudo estar infeliz: apenas macambúzio, com saudades subjetivas e uma inércia de marcante presença. Onde foi parar o desejo de amar sem medidas, as paixões desenfreadas? Sabe-se lá! Minhas ações têm se resumido a fotografar e fotografar, registrando fragmentos de instantes do tempo, eternizando-os em imagens que vou colocando num álbum digital on-line pra quem quiser ver: taí, gente: vejam o que meus olhos viram, sintam um pouco do meu mundo mudo e colorido. Taí, e se não lhes trouxer nenhuma emoção lembrem-se que em cada esquina existe um analista esperando. Eu sempre me lembro, mas como disse antes de uma inércia, passo batido por eles.&lt;br /&gt;Este texto patético e meio sem sentido é um reflexo do meu momento e uma tentativa de voltar a escrever: isso é fundamental em minha vida. Como disse Maiakovisk, “Ressuscite a mim, porque sou um poeta que anseia o futuro”.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[0sair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-6110726675748223339?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/6110726675748223339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=6110726675748223339&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6110726675748223339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/6110726675748223339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2007/03/escrever-preciso.html' title='Escrever é preciso...'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5IxLkp1O1F0/RfpO4uV9f5I/AAAAAAAAAHU/-J1ztbmTMuA/s72-c/Osair_Foto+Rodrigo_900px.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116875931786897588</id><published>2007-01-14T05:16:00.000-02:00</published><updated>2007-01-14T05:30:01.693-02:00</updated><title type='text'>Sob um olhar</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6393/2718/1600/77012/Auto-foto%20do%20olho%20direito500.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="146" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6393/2718/320/387132/Auto-foto%20do%20olho%20direito500.jpg" width="202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Olho do meu olhar&lt;br /&gt;Um olhar que registra&lt;br /&gt;- E registro o instante.&lt;br /&gt;Sob luzes artificiais&lt;br /&gt;Uma lente natural&lt;br /&gt;Outras tantas de cristal&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma câmera&lt;br /&gt;E vejo o que viu uma vida inteira&lt;br /&gt;E deixou aos cuidados da mente&lt;br /&gt;Que por relapso&lt;br /&gt;Pouco lembra-se&lt;br /&gt;Distorce cores antigas&lt;br /&gt;Faz brotar saudades&lt;br /&gt;Do que foi visto e vivido&lt;br /&gt;Com a atenção de um par de olhos&lt;br /&gt;Que espelham um espírito inquieto. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc9933;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116875931786897588?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116875931786897588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116875931786897588&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116875931786897588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116875931786897588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2007/01/sob-um-olhar.html' title='Sob um olhar'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116856637075378376</id><published>2007-01-11T23:38:00.000-02:00</published><updated>2007-01-11T23:49:05.243-02:00</updated><title type='text'>Reiniciado</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/Geovanneblog_BG.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/Geovanneblog_BG.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Pois é gente, perdi todos os meus arquivos de textos e fotos... Começando do zero, assim como quem começa um novo ano repleto de intenções, quero converter em ações o que venho adiando. Aguardem novos textos, novas imagens e projetos.&lt;br /&gt;Para os que ainda não sabem, coloquei o meu livro de contos e crônicas, editado há 10 anos, on-line. O livro tem o título de “Enquanto Isso...” e pode ser lido no endereço: &lt;a href="http://bloguelivro.blogspot.com/"&gt;http://bloguelivro.blogspot.com/&lt;/a&gt; .&lt;br /&gt;Outra novidade é o blogue de fotos que disponibilizo para quem desejar usar “não comercialmente” as imagens. Vai ser uma foto por dia. O endereço é &lt;a href="http://osairfotografias.blogspot.com/"&gt;http://osairfotografias.blogspot.com/&lt;/a&gt; – façam bom proveito.Amanhã colocarei um novo poema. Até lá, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Osair&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS: na foto, meu irmão, Geovanni e sua cunhada Irene. Ele é músico profissional e ela escultora. Trabalham e vivem em Nova Iorque e há mais de três anos não vêm ao Brasil. Nem é preciso dizer que sinto saudades do meu irmão caçula, né?&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116856637075378376?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116856637075378376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116856637075378376&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116856637075378376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116856637075378376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2007/01/reiniciado.html' title='Reiniciado'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116651290831852753</id><published>2006-12-19T04:57:00.000-02:00</published><updated>2006-12-19T05:25:20.830-02:00</updated><title type='text'>"Aguarde: reiniciando..."</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6393/2718/1600/159585/Diversos002.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/400/Diversos002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É verdade: o computador surgiu para nos trazer problemas que não tínhamos antes dele! Perdi mais de cinco mil fotos em arquivo, outro tanto de mp3, sem contar meus textos. E essa é a parte software. No hard, queimou um "pente" de memória, um HD (tenho três, ou melhor: tinha), e para completar, um CD explodiu na gravadora de DVD e foi o maior susto, cacos espalhados por todos os lados, inclusive da gravadora...&lt;br /&gt;Mas, agora, parece que tudo está voltando ao "normal", Maria; ao menos quero acreditar que sim. O prejuízo foi grande, tanto monetário quanto o de dados armazenados. Pra falar a verdade, "tô nem aí!" - o importante é que minha paciência e determinação sobrevivam. Entramos nessa de estar em sintonia com o nosso tempo e seus avanços e a contrapartida é assumirmos o ônus que lhes são inerentes.&lt;br /&gt;Como o computador, estamos sempre reiniciando... Bom, pelo menos eu estou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116651290831852753?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116651290831852753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116651290831852753&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116651290831852753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116651290831852753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/12/aguarde-reiniciando.html' title='&quot;Aguarde: reiniciando...&quot;'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116460251156119167</id><published>2006-11-27T02:38:00.000-02:00</published><updated>2006-11-27T02:41:51.580-02:00</updated><title type='text'>Quisera saber-te</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6393/2718/1600/387522/brig_021115_2_8.5-11.8.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6393/2718/200/540779/brig_021115_2_8.5-11.8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento alcançá-la.&lt;br /&gt;Quisera saber-te,&lt;br /&gt;Como sabe a medida do seu sorriso,&lt;br /&gt;O meu coração insensato;&lt;br /&gt;Saber-te num breve instante,&lt;br /&gt;O tempo do abraço&lt;br /&gt;E perder-me no aconchego&lt;br /&gt;Do imponderável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber a medida do seu ser inteira&lt;br /&gt;Como sei a do seu sexo,&lt;br /&gt;Como sei a dimensão da ausência&lt;br /&gt;Quando ao meu lado.&lt;br /&gt;Tento alcançar-te,&lt;br /&gt;Nessa minha loucura doce,&lt;br /&gt;Enquanto a vejo escapar&lt;br /&gt;Numa lucidez perversa&lt;br /&gt;Que teima enlaçá-la&lt;br /&gt;Sem ao menos saber-te&lt;br /&gt;Como quisera eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;osaiar de sousa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116460251156119167?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116460251156119167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116460251156119167&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116460251156119167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116460251156119167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/11/quisera-saber-te.html' title='Quisera saber-te'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116396410468373003</id><published>2006-11-19T17:08:00.000-02:00</published><updated>2006-11-19T17:21:44.700-02:00</updated><title type='text'>Entre ausências.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/gan_030503_01_8-11.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/gan_030503_01_8-11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre sua doce alegria&lt;br /&gt;E a tristeza de agora&lt;br /&gt;Houve o tempo ingrato&lt;br /&gt;Da sua ausência tão sentida.&lt;br /&gt;Estou impossibilitado, confuso&lt;br /&gt;O tempo, esse vácuo de você,&lt;br /&gt;Fez-te, a mim, um enigma.&lt;br /&gt;E não me reconheço&lt;br /&gt;Na sua tristeza, essa face&lt;br /&gt;Transmutada de uma jovialidade&lt;br /&gt;Que fora sua identidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde estivemos?&lt;br /&gt;Nos perdemos nas noites&lt;br /&gt;Dos amores desfeitos&lt;br /&gt;Ou nos desencontramos&lt;br /&gt;Em paixões efêmeras?&lt;br /&gt;Contudo, levo na alma&lt;br /&gt;A marca de todos os seus dias&lt;br /&gt;Que foram nossos e,&lt;br /&gt;Não importa-me o tempo,&lt;br /&gt;Esse espaço de nossas metamorfoses.&lt;br /&gt;Ainda sou você, todo eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116396410468373003?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116396410468373003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116396410468373003&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116396410468373003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116396410468373003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/11/entre-ausncias.html' title='Entre ausências.'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116378891803966922</id><published>2006-11-17T16:39:00.000-02:00</published><updated>2006-11-18T02:03:08.380-02:00</updated><title type='text'>Mulheres e Fadas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/drunk_angel.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/drunk_angel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Angela Carter foi uma autora premiada e admirada por homens e mulheres de letras. Estudiosa do conto maravilhoso, chamado por muitos de contos de fadas, Angela reescreveu alguns deles de uma ótica feminina, erótica, surpreendente. "O Quarto do Barba - Azul" é o conto título de uma antologia e, talvez seja, juntamente com "O Rei dos Elfos" a maior celebração ao papel da mulher no refazer o amor através dos tempos. O amor aos homens por mais estranhos que eles se apresentem. O amor à filha. O amor ao sexo doce ou selvagem. Por livre escolha. É inegável a sexualidade existente nos contos clássicos que há séculos nos são contados. Angela Carter usa com precisão uma mistura de rapidez e demora como queria Italo Calvino para nos dizer de mulheres, da fantasia e do sexo. Sem uma palavra obscena a autora cria um clima de sedução e trepidação erótica tão forte em torno de suas personagens que consegue deslocá-las do papel reacionário que a pornografia lhes atribui. As personagens femininas no que é recontado por Angela assumem suas opções de prazer, inclusive o prazer misturado à dor e a parceiros estranhos. Não mais vítimas de abusos, mas autoras das próprias escolhas por mais bizarras que nos pareçam como nos contos "A Noiva do Tigre" e "A Companhia dos Lobos".Outro belo destaque "em cartaz" neste livro é o prefácio de Viviam Wyler. Claro, recheado de informações significativas para a leitura do texto e para a compreensão do tema. Um prazer a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;By Mundo da Ficção - Edição de 10/06/2000&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116378891803966922?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116378891803966922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116378891803966922&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116378891803966922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116378891803966922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/11/mulheres-e-fadas_17.html' title='Mulheres e Fadas'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116372837925159954</id><published>2006-11-16T23:31:00.000-02:00</published><updated>2006-11-18T01:42:58.006-02:00</updated><title type='text'>Era uma vez...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/_1099343463.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/_1099343463.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Num jardim de uma casa antiga,&lt;br /&gt;formigas vermelhas,&lt;br /&gt;Cabeçudas;&lt;br /&gt;o quintal com lodos verdes,&lt;br /&gt;escorregões.&lt;br /&gt;Frutas caídas&lt;br /&gt;depois da chuva de ventania,&lt;br /&gt;tanajuras e aleluias;&lt;br /&gt;às seis, Ave-Maria,&lt;br /&gt;badala o sino.&lt;br /&gt;A noite é um breu:&lt;br /&gt;sombras da luz de lamparina,&lt;br /&gt;sombras, assombrações,&lt;br /&gt;cheiro de querosene;&lt;br /&gt;um rádio de pilhas&lt;br /&gt;chia velhas cantigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhece&lt;br /&gt;com o som de chuva no telhado,&lt;br /&gt;preguiça,&lt;br /&gt;cheiro bom de café torrado&lt;br /&gt;Biscoito assado...&lt;br /&gt;- Infância gruda na lembrança e lambuza a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116372837925159954?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116372837925159954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116372837925159954&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116372837925159954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116372837925159954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/11/era-uma-vez.html' title='Era uma vez...'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116340083010840074</id><published>2006-11-13T04:50:00.000-02:00</published><updated>2006-11-18T01:43:50.736-02:00</updated><title type='text'>Cumplicidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/1055135700.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/1055135700.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou seduzido, amiga,&lt;br /&gt;Como um desavisado&lt;br /&gt;Nas garras do encanto.&lt;br /&gt;Sou dirigido ao carinho,&lt;br /&gt;Aflorado no bem querer&lt;br /&gt;Do seu abraço plácido&lt;br /&gt;Que me conforta tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber-te companheira&lt;br /&gt;Acalma a insensatez,&lt;br /&gt;Eleva a alegria gentil&lt;br /&gt;No ensaio cúmplice&lt;br /&gt;De adolescentes ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem, amiga da vida,&lt;br /&gt;Enlaçar todo júbilo&lt;br /&gt;Estancar as lágrimas&lt;br /&gt;Seguir emparelhados&lt;br /&gt;Aliciando lealdades.&lt;br /&gt;A nossa força se revela&lt;br /&gt;Sem a paixão dolente,&lt;br /&gt;Na junção de prazeres&lt;br /&gt;Na cabal cumplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116340083010840074?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116340083010840074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116340083010840074&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116340083010840074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116340083010840074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/11/cumplicidade.html' title='Cumplicidade'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116278843928527286</id><published>2006-11-06T02:44:00.000-02:00</published><updated>2006-11-18T01:44:34.656-02:00</updated><title type='text'>Da janela</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/volos_244.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 155px; CURSOR: hand; HEIGHT: 179px" height="232" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/volos_244.jpg" width="225" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho várias janelas para o mundo.&lt;br /&gt;A cada instante observo por uma&lt;br /&gt;O mundo que passa em frenesi,&lt;br /&gt;Vibrante no destoante cotidiano.&lt;br /&gt;Vejo a margarida murcha ainda bela&lt;br /&gt;Jardins floridos, velhos infantis&lt;br /&gt;Vejo crianças senis por essa janela&lt;br /&gt;Cores vibrantes, ora em tons pastéis&lt;br /&gt;Cena triste numa, noutra o belo acena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso escolher o melhor ponto de vista&lt;br /&gt;Entre tantas janelas da vida que passa.&lt;br /&gt;Acolho e contemplo o que se desvenda;&lt;br /&gt;No meio da cidade um lote que baldio&lt;br /&gt;Esconde no matagal cacos de vidro,&lt;br /&gt;Farrapos de pano, farpas de um arame&lt;br /&gt;Que demarca o frenético desatino:&lt;br /&gt;Velhos tesouros de negros diamantes&lt;br /&gt;Do imprevisível chamado destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abastecido dessa profusão de fatos&lt;br /&gt;Entre a louca razão de ser e estar&lt;br /&gt;Componho um romance impreciso&lt;br /&gt;Que já nasce gasto - um pergaminho.&lt;br /&gt;Outra manhã, outro dia, outra janela;&lt;br /&gt;Sossego ante a beleza que me revela&lt;br /&gt;A alma espelha o mundo que almejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#660000;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116278843928527286?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116278843928527286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116278843928527286&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116278843928527286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116278843928527286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/11/da-janela.html' title='Da janela'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116270766970778815</id><published>2006-11-05T04:18:00.000-02:00</published><updated>2006-11-18T01:45:19.116-02:00</updated><title type='text'>O Plantador</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/korot_020708_23_11-8_6_2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/korot_020708_23_11-8_6_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Para Maria&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui me encontro para plantar sementes.&lt;br /&gt;Trago melodias inventadas no suor,&lt;br /&gt;paixões atribuladas, cheiros, peles, beijos&lt;br /&gt;e muita sede de sorrisos espontâneos.&lt;br /&gt;Se pudesse, a cidade seria um grande quintal,&lt;br /&gt;com cirandas de roda ao joeirar o trigo&lt;br /&gt;junto a quem vibra num jeito vadio de amar,&lt;br /&gt;brindando nossos copos de vinho&lt;br /&gt;na vindima da alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui e quero que venha comigo&lt;br /&gt;tudo que possui alma criança e prostituta,&lt;br /&gt;alforriado dos cárceres e de inquisições&lt;br /&gt;para remover os oratórios austeros&lt;br /&gt;e semear em fartura a veia ardente da vida.&lt;br /&gt;Se pudesse, os campos, cerrados e as serras,&lt;br /&gt;(qualquer canto), seriam floridos, alegres,&lt;br /&gt;com rituais de corpos que dançariam&lt;br /&gt;ao prazer dos cios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estou em contraponto melódico&lt;br /&gt;semeando meus sonhos e utopias.&lt;br /&gt;Se pudesse, este poema deportaria&lt;br /&gt;angústias e supria a lacuna vil&lt;br /&gt;com a beleza apaziguadora&lt;br /&gt;dos que sabem da felicidade,&lt;br /&gt;essa companheira ideal.&lt;br /&gt;Vim plantar e colher o que, brotado,&lt;br /&gt;essa fome saciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui me encontro, nem demônio nem santo,&lt;br /&gt;apenas um plantador de sonhos&lt;br /&gt;que acredita, que se rebela e não descansa,&lt;br /&gt;mesmo que, quando a noite vinda,&lt;br /&gt;sabe que nada pode fazer, chora e adormece&lt;br /&gt;para acordar no novo dia de batalha:&lt;br /&gt;a esperança sempre estará no ar.&lt;br /&gt;isso eu posso, na minha alma, meu quintal,&lt;br /&gt;acreditar, acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116270766970778815?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116270766970778815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116270766970778815&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116270766970778815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116270766970778815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/11/o-plantador.html' title='O Plantador'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116261828441717554</id><published>2006-11-04T02:28:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:46:20.236-02:00</updated><title type='text'>Madrugada</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;                 Para Kátia Storch&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Insone tédio&lt;br /&gt;Tédio possesso&lt;br /&gt;Precede tudo&lt;br /&gt;Fecundo&lt;br /&gt;No útero&lt;br /&gt;Da manhã&lt;br /&gt;Púrpura&lt;br /&gt;Anoitece mudo&lt;br /&gt;E insano&lt;br /&gt;Revela-se&lt;br /&gt;No escuro&lt;br /&gt;Assim assédio&lt;br /&gt;Esse tédio&lt;br /&gt;Insone&lt;br /&gt;E me consome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#660000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116261828441717554?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116261828441717554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116261828441717554&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116261828441717554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116261828441717554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/11/madrugada.html' title='Madrugada'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116249899925444822</id><published>2006-11-02T17:10:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:47:02.416-02:00</updated><title type='text'>Porta dos desencontros</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/brig_030831_06.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/brig_030831_06.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Percorreu os olhos, sem nenhum pudor, dos meus pés à cabeça. Perguntou minha idade. “Esta avaliando se estou dentro dos seus padrões de consumo”, pensei. Minha resposta foi um sorriso involuntário e quase cínico, enquanto a olhava brevemente; era uma bela mulher. Continuei calado. O silêncio estabelecido foi tornando-se constrangedor.&lt;br /&gt;“Eu não me compraria”, voltei a pensar (baixa estima etílica...). Ela, num gesto típico de quem não sabe o que fazer, apertou o botão do quinto andar, outra vez.&lt;br /&gt;- Não gosta de dizer a idade? E o nome?&lt;br /&gt;A porta do elevador abriu-se. Era o meu andar. Antes de sair, disse:&lt;br /&gt;- Apareça no 402 se estiver mesmo querendo saber a minha “ficha”.&lt;br /&gt;A porta fechou-se e abri a minha porta. “A vida é um abrir e fechar de portas enquanto o tempo corre de idades em idades...”, filosofei em pensamento, procurando o interruptor para acender a luz.&lt;br /&gt;Fez-se a luz: uma bela mulher... fechei-lhe a porta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;Osair de Sousa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116249899925444822?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116249899925444822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116249899925444822&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116249899925444822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116249899925444822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/11/porta-dos-desencontros.html' title='Porta dos desencontros'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116188328271110782</id><published>2006-10-26T14:11:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:47:42.216-02:00</updated><title type='text'>Ao que resiste</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/korot_021014_5_ADD5.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/korot_021014_5_ADD5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu gesto perdeu-se no tempo,&lt;br /&gt;Em folhas de revistas, amareladas&lt;br /&gt;E ninguém houve que desse notícia.&lt;br /&gt;Temporais reviraram os dias,&lt;br /&gt;Encharcaram os ossos quebrados;&lt;br /&gt;Nada restou, senão a tola malícia&lt;br /&gt;Dos rotos insensatos nas boemias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gesto consumido no ocaso&lt;br /&gt;Do que fora ardor de bem querer,&lt;br /&gt;Apenas em mim deixou marcas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma intenção arrastada e oculta,&lt;br /&gt;Desejo contumaz, com seus ardis,&lt;br /&gt;Incinera lembranças daquele ato&lt;br /&gt;Que sobrevive, numa foto gasta,&lt;br /&gt;Jogada numa gaveta sem chave&lt;br /&gt;Essa paixão insolente, meretriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116188328271110782?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116188328271110782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116188328271110782&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116188328271110782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116188328271110782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/10/ao-que-resiste.html' title='Ao que resiste'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116171473720959451</id><published>2006-10-24T15:22:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:48:17.143-02:00</updated><title type='text'>Desejos e sonhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/brig_030831_15.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/brig_030831_15.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhei você&lt;br /&gt;Que desconheço&lt;br /&gt;Desperto.&lt;br /&gt;Todo desejo&lt;br /&gt;Conheço apenas&lt;br /&gt;Em parcos desvarios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenho rascunhos,&lt;br /&gt;Amasso folhas,&lt;br /&gt;Exaspero-me.&lt;br /&gt;Apego ao sonho&lt;br /&gt;Sossego:&lt;br /&gt;Calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho você&lt;br /&gt;Na impossibilidade;&lt;br /&gt;Estou preso&lt;br /&gt;À pungente&lt;br /&gt;Realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116171473720959451?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116171473720959451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116171473720959451&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116171473720959451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116171473720959451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/10/desejos-e-sonhos.html' title='Desejos e sonhos'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116137451378869596</id><published>2006-10-20T16:58:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:49:05.380-02:00</updated><title type='text'>Caminhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/lukash_030218_7_8-10.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/lukash_030218_7_8-10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desolada se diz mal-querida&lt;br /&gt;Sem rumo, toda desencanto&lt;br /&gt;E parte&lt;br /&gt;Segue pela ladeira do Desejo&lt;br /&gt;Vira na esquina da Benquerença&lt;br /&gt;Que desemboca no largo do Encanto&lt;br /&gt;Pouso de homens alegres&lt;br /&gt;Gentios&lt;br /&gt;Que de pronto a levam&lt;br /&gt;Gentis&lt;br /&gt;Para o lar do Aconchego&lt;br /&gt;Onde&lt;br /&gt;Sobre teus seios depositam&lt;br /&gt;Toda a compaixão ansiada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, enfim, aquecido o corpo&lt;br /&gt;A alma desprotegida e fria&lt;br /&gt;Ouvirá o rugido da fera&lt;br /&gt;Inquilina da indiferença&lt;br /&gt;A sina&lt;br /&gt;Descuido do caminho&lt;br /&gt;Não te redime&lt;br /&gt;Enquanto o tempo&lt;br /&gt;Seu aliado&lt;br /&gt;Te espera&lt;br /&gt;determinada&lt;br /&gt;Destemida&lt;br /&gt;A seguir novos endereços&lt;br /&gt;Para se encontrar&lt;br /&gt;Bem-querida&lt;br /&gt;Como deseja o seu coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#660000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116137451378869596?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116137451378869596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116137451378869596&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116137451378869596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116137451378869596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/10/caminhos.html' title='Caminhos'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116113561595514331</id><published>2006-10-17T22:35:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:49:45.070-02:00</updated><title type='text'>Soneto do anoitecer</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/nelipa_021026_3_16.5-12_antic.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/nelipa_021026_3_16.5-12_antic.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anoitece cálido no vasto cerrado&lt;br /&gt;Do seu regaço nu sob minha face;&lt;br /&gt;Há um lusco-fusco que apazigua&lt;br /&gt;Como a leve brisa fresca surgida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua nudez saúda a lua navegante&lt;br /&gt;Brotada no encanto do seu gozo&lt;br /&gt;Enquanto, suspirando remexe-se,&lt;br /&gt;Me enlaça e sinto a paz posseira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paisagem iludida faz-se tímida&lt;br /&gt;Ao cheiro do seu sexo que exala&lt;br /&gt;A fêmea saciada, repleta de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a noite, içada sob o teto estelar,&lt;br /&gt;No manto da conivência, guarda&lt;br /&gt;Os mitigados pela ânsia de amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#660000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116113561595514331?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116113561595514331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116113561595514331&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116113561595514331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116113561595514331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/10/soneto-do-anoitecer.html' title='Soneto do anoitecer'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116103576630322409</id><published>2006-10-16T18:43:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:50:27.713-02:00</updated><title type='text'>O que ela me diz</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/brig_030831_08.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 121px" height="138" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/brig_030831_08.jpg" width="221" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é chama de vela&lt;br /&gt;Queimando sobre castiçal&lt;br /&gt;Luz acesa bailando lenta&lt;br /&gt;Com oferendas de sabores&lt;br /&gt;Ácidos&lt;br /&gt;Doces&lt;br /&gt;Inebriantes.&lt;br /&gt;Artifício que nos aprisiona&lt;br /&gt;É alimento de vãos desejos&lt;br /&gt;Numa sensação prazerosa&lt;br /&gt;Posta à mesa dos enfeites&lt;br /&gt;Flores&lt;br /&gt;Cores&lt;br /&gt;Reflexos.&lt;br /&gt;O amor, esse alimento&lt;br /&gt;De sentidos profundos&lt;br /&gt;É cobiça que se entoca&lt;br /&gt;Na madrugada insone&lt;br /&gt;E se apaga&lt;br /&gt;Se congela&lt;br /&gt;E se acende&lt;br /&gt;Numa roda-viva perene&lt;br /&gt;Enquanto existir o fogo&lt;br /&gt;Desse breve peito flébil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116103576630322409?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116103576630322409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116103576630322409&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116103576630322409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116103576630322409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/10/o-que-ela-me-diz.html' title='O que ela me diz'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116080077426651913</id><published>2006-10-14T01:28:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:51:11.270-02:00</updated><title type='text'>Dois em um</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/lukash_030218_3_8-10.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/lukash_030218_3_8-10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu corpo foge das minhas mãos&lt;br /&gt;E o afago suspenso&lt;br /&gt;Suspira&lt;br /&gt;Desolado do tato.&lt;br /&gt;Uma fração de segundo apenas&lt;br /&gt;Faz-se eterno&lt;br /&gt;E vejo terno&lt;br /&gt;O sorriso da face, doce, faceira&lt;br /&gt;Quando volta inteira&lt;br /&gt;A pele nua:&lt;br /&gt;Entrega.&lt;br /&gt;Me faz seu num faz-de-conta&lt;br /&gt;Para o pleno prazer:&lt;br /&gt;Ternura.&lt;br /&gt;Te faço minha em meu corpo&lt;br /&gt;Num êxtase pleno&lt;br /&gt;De dois.&lt;br /&gt;Dois em um, únicos enfim&lt;br /&gt;Numa fusão&lt;br /&gt;Etérea&lt;br /&gt;Até que chega a manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116080077426651913?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116080077426651913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116080077426651913&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116080077426651913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116080077426651913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/10/dois-em-um.html' title='Dois em um'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116076929634476954</id><published>2006-10-13T16:47:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:51:57.456-02:00</updated><title type='text'>Tatuagem</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/brig_030831_03.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/brig_030831_03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O que ela tinha de mais lindo? Talvez o sorriso; ou quem sabe os olhos travessos e pequeninos?... Não, tudo era lindo, não podia, simplesmente, ser esse ou aquele detalhe do seu corpo. Mas essa pergunta, feita pela inconsciência da necessidade de um referencial estético, persiste.&lt;br /&gt;Na verdade, o que ele queria mesmo era esquecê-la definitivamente, apagá-la de sua memória como quem apaga um quadro negro as inquietantes riscas de giz.&lt;br /&gt;O que ela tinha de mais belo e sedutor, por mais estranho que possa parecer, talvez fosse a capacidade de se impregnar, definitivamente, na sua vida, fazer daquele breve história de amor uma tatuagem do que se chama felicidade. Ainda isso, são conjecturas.&lt;br /&gt;A pergunta, incompreensível e recorrente, era a negação das possibilidades de um recomeço, uma venda nos olhos que lhe impossibilitava enxergar que o amor pode ter uma segunda face.&lt;br /&gt;Ainda vão passar alguns anos para que a tatuagem se desbote e a venda seja retirada. Quando acontecer, ele certamente verá beleza em tudo, principalmente no horizonte da vida que fluí ao seu lado, indiferente às lembranças que virão desse indelével amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116076929634476954?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116076929634476954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116076929634476954&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116076929634476954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116076929634476954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/10/tatuagem.html' title='Tatuagem'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116060357226508575</id><published>2006-10-11T18:41:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:52:39.703-02:00</updated><title type='text'>Palavras e gestos</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/_p7914.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="101" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/_p7914.jpg" width="171" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar à voz um tom&lt;br /&gt;Que elevem as mãos&lt;br /&gt;Num consonante dueto&lt;br /&gt;De palavras e gestos&lt;br /&gt;Que me revele&lt;br /&gt;No enlevo de sonhar.&lt;br /&gt;Não um amor onírico&lt;br /&gt;- Amor preciso, ateu&lt;br /&gt;Que possa se tocado&lt;br /&gt;Pelas mãos elevadas&lt;br /&gt;Pela voz sussurrada.&lt;br /&gt;Que me relate&lt;br /&gt;(A mim, perdido)&lt;br /&gt;O que sou sob&lt;br /&gt;A teia do seu corpo&lt;br /&gt;Tão desejado.&lt;br /&gt;À voz deixo&lt;br /&gt;Os sons tão seus&lt;br /&gt;Às mãos&lt;br /&gt;Os prazeres meus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116060357226508575?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116060357226508575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116060357226508575&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116060357226508575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116060357226508575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/10/palavras-e-gestos.html' title='Palavras e gestos'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116053040831026781</id><published>2006-10-10T22:30:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:53:24.913-02:00</updated><title type='text'>A mulher desejada</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/DJ_1.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/DJ_1.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Ele procura uma mulher que, antes de tudo, seja companheira. Dessas que, sem muito alarde, perceba as suas carências e o estimule e o apóie a encontrar caminhos e, quando ele consegue, sorri feliz como criança. Que se enrosque em seu pescoço, sem motivos aparentes e lhe diga “meu querido”, com aquele olhar cheio de ternura. Que o ajude a lavar o carro e o molhe todo só de brincadeira; que faça de surpresa uma receita nova de comida para lhe agradar;&lt;br /&gt;A mulher que ele procura é daquelas que deixam as lágrimas caírem quando recebe uma flor de presente, que se senta ao seu lado, calada, quando ele está triste e fica passando a mão em seu cabelo. Daquelas que come uma barra de chocolate sozinha, não lhe dá nem um pedaço, mesmo ele implorando e enquanto lambe os dedos, saí rindo dele e volta com outra igualzinha, só para ele.&lt;br /&gt;Uma mulher que lhe conte as suas dores e se deita em seu colo e chora. Uma mulher que exale feminilidade em todos os gestos, que tenha o cheiro de fêmea no cio e o ame numa entrega total. Ele procura uma mulher que seja amiga, amante, cúmplice e que o olhe nos olhos com a força de sua fragilidade e o faça se sentir o seu homem, o seu amado.&lt;br /&gt;Ele, caso encontre essa mulher, promete retribuir de igual forma – a mulher que ele procura é para que sejam um casal, unidos contra as adversidades, unidos para uma vida feliz, onde viver tenha o sentido da partilha.&lt;br /&gt;Ele acredita que essa mulher existe, por isso a procura, enquanto houver vida em sua alma.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116053040831026781?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116053040831026781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116053040831026781&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116053040831026781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116053040831026781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/10/mulher-desejada.html' title='A mulher desejada'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116041113968008212</id><published>2006-10-09T13:23:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T02:01:23.436-02:00</updated><title type='text'>Desculpas</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;Ao desejo de um sabor&lt;br /&gt;Beijo&lt;br /&gt;À ânsia de um amar profundo&lt;br /&gt;Beijo&lt;br /&gt;Na urgência da pele e calor&lt;br /&gt;Beijo&lt;br /&gt;Beijo&lt;br /&gt;Por ser escura a noite&lt;br /&gt;Beijo&lt;br /&gt;Para me encontrar em você&lt;br /&gt;Beijo&lt;br /&gt;Pelo imensurável prazer&lt;br /&gt;Pela lágrima da alegria&lt;br /&gt;Beijo&lt;br /&gt;Aos encontros que virão&lt;br /&gt;Beijo&lt;br /&gt;Por sangrar meu coração&lt;br /&gt;Beijo&lt;br /&gt;Duas bocas trêmulas&lt;br /&gt;Sedentas de tesão&lt;br /&gt;Beijo&lt;br /&gt;No fim, largados&lt;br /&gt;O beijo da calma.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116041113968008212?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116041113968008212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116041113968008212&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116041113968008212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116041113968008212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/10/desculpas.html' title='Desculpas'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116024893944226546</id><published>2006-10-07T16:17:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:54:55.620-02:00</updated><title type='text'>Palavras endereçadas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/-c1d505694580eb4e.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 114px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px" height="136" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/-c1d505694580eb4e.jpg" width="114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;Tenho muito o que escrever-te,&lt;br /&gt;- Ainda é cedo.&lt;br /&gt;Desprovido da tristeza ferina,&lt;br /&gt;Relatarei as belezas que contemplo,&lt;br /&gt;Como fossem os seus olhos&lt;br /&gt;As palavras que lhe dedicarei&lt;br /&gt;Em alegria conveniente.&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Ah, Coisa-Linda,&lt;br /&gt;Jorram frases no papel,&lt;br /&gt;Singelas, tão você;&lt;br /&gt;Um amor que reside no tempo&lt;br /&gt;Que me resta,&lt;br /&gt;Eternamente resiste ao cansaço astucioso&lt;br /&gt;Da espera inclemente das horas, meses.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Escrever, se tanto tenho a dizer,&lt;br /&gt;É o possível ante o limite,&lt;br /&gt;Essa pedra encravada&lt;br /&gt;A ser transposta.&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;Ainda é cedo,&lt;br /&gt;E somos invencíveis.&lt;br /&gt;Nossa arma,&lt;br /&gt;A ternura - essa fortaleza inexpugnável,&lt;br /&gt;Enlaça cada letra endereçada&lt;br /&gt;No tanto que tenho a dizer&lt;br /&gt;Para que sua alma se aquiete na minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116024893944226546?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116024893944226546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116024893944226546&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116024893944226546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116024893944226546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/10/palavras-endereadas.html' title='Palavras endereçadas'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-116017654167002537</id><published>2006-10-06T20:13:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:55:33.950-02:00</updated><title type='text'>Desfeita</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/1833198-beffc4870f1282c4.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/1833198-beffc4870f1282c4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Sem que percebesse,&lt;br /&gt;Esvaiu-se definitiva;&lt;br /&gt;Não como nuvens mutantes,&lt;br /&gt;Mas como a cor que desbota.&lt;br /&gt;Agora o seu corpo refratado&lt;br /&gt;Me faz órfão do que fui.&lt;br /&gt;Sua mão escapou de meus dedos&lt;br /&gt;No abismo da cruel distância.&lt;br /&gt;Procuro nas horas do tempo&lt;br /&gt;O que restou daquele contato;&lt;br /&gt;Hesito em aceitar a partida.&lt;br /&gt;O que foi eterno em mim&lt;br /&gt;Perdeu-se numa esquina&lt;br /&gt;Dessas que a vida se esquiva&lt;br /&gt;Mas não nega, por haver&lt;br /&gt;O amor fugidio que ocultar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-116017654167002537?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/116017654167002537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=116017654167002537&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116017654167002537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/116017654167002537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/10/desfeita.html' title='Desfeita'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115998933633941146</id><published>2006-10-04T16:10:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:56:48.293-02:00</updated><title type='text'>Sobrestado</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/MU042-1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 109px; CURSOR: hand; HEIGHT: 124px" height="43" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/MU042-1.jpg" width="54" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou no meio do caminho&lt;br /&gt;Não sou pedra&lt;br /&gt;Embora lá esteja&lt;br /&gt;Pois nem só de pedras&lt;br /&gt;Ficam cheios os caminhos.&lt;br /&gt;Nem me aconselho:&lt;br /&gt;Fui deixado ou me deixei?&lt;br /&gt;Jamais me lembrarei&lt;br /&gt;No tempo que me restar.&lt;br /&gt;Somente espero,&lt;br /&gt;Feito pedra,&lt;br /&gt;Encontrar sentido&lt;br /&gt;Desse não caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115998933633941146?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115998933633941146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115998933633941146&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115998933633941146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115998933633941146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/10/sobrestado.html' title='Sobrestado'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115945929336688130</id><published>2006-09-28T12:25:00.001-03:00</published><updated>2006-11-18T01:57:33.376-02:00</updated><title type='text'>Happy hour</title><content type='html'>&lt;p&gt;Mal terminou de fechar a braguilha para atender ao celular. Encostou-se na parede azulejada, perto da pia. Telefone no ouvido, mirava-se no espelho. Os outros fregueses entravam esbaforidos e a saiam aliviados. Havia muito movimento. Não notava ninguém.&lt;br /&gt;- Alô, Reginaldo?...&lt;br /&gt;- Sim... Querida, é você?&lt;br /&gt;- Onde cê tá, Reginaldo?&lt;br /&gt;- Tô com o pessoal do trabalho, meu bem...&lt;br /&gt;- ...Com quem?&lt;br /&gt;- Você conhece, querida.&lt;br /&gt;O Fausto, o Otavinho... Todo mundo – ajeitou o cabelo com a mão desocupada. Avaliou o resultado mexendo com a cabeça, olhos fitos no espelho.&lt;br /&gt;- Deixa eu falar com o Otavinho, então... Não confio em você, Reginaldo, e você sabe disso.&lt;br /&gt;- ...Não, não dá pra falar com ele agora, meu bem...&lt;br /&gt;- Mas você não disse que está com ele? Ele está ou não está, Reginaldo?&lt;br /&gt;- Está, está aqui, sim... Não aqui, aqui mesmo... É... Ele está no bar comigo, já te falei, mas eu tô falando do banheiro...&lt;br /&gt;- Tudo bem, Reginaldo, mas se eu descobrir que você tá mentindo pra mim eu te mato!&lt;br /&gt;- Tá legal, amor, pode matar. Mas você tem que confiar em mim, cê sabe que eu te amo...&lt;br /&gt;- Eu também te amo, apesar do carma de galheira... Vou dormir, volta logo, hem!?&lt;br /&gt;- ...Tudo bem! Não precisa ficar acordada, daqui a pouco tô indo embora... Beijos, tchau!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ele, ao desligar:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fez uma última avaliação no cabelo e saiu. Parou na porta do banheiro, pensativo. Desligou o celular, retirando a bateria. Caminhou em direção à mesa e constatou que estava meio bêbado. Sentou-se à mesa.&lt;br /&gt;- Você demorou, tá se sentindo bem?&lt;br /&gt;- Tô ótimo, coração... Com você eu tô sempre melhor.&lt;br /&gt;- Por que cê demorou, então?&lt;br /&gt;- Tava falando com o Otavinho no celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ela, ao desligar:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pôs o fone no gancho, se aconchegando, com um longo e prazeroso suspiro, debaixo dos lençóis. Com a cabeça descoberta, ficou olhando-o enquanto ele saía do banheiro, enrolado em uma toalha. Sorriu-lhe, abrindo os braços num gesto mais do que convidativo.&lt;br /&gt;- Acho que quero mais: tô queimando!&lt;br /&gt;- Eu também, minha gata fogosa!... Mas, cê num acha que tá na hora do Reginaldo chegar?&lt;br /&gt;- Liguei pra ele... Disse que está numa reunião chata e que não tem hora de acabar.&lt;br /&gt;- O Reginaldo em reunião? Com quem?&lt;br /&gt;- Com você, meu garanhão... Pelo menos, foi o que ele me disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;[osair de sousa - do livro "Enquanto isso..."]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115945929336688130?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115945929336688130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115945929336688130&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115945929336688130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115945929336688130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/09/happy-hour_28.html' title='Happy hour'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115932934005605745</id><published>2006-09-27T00:39:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:58:17.116-02:00</updated><title type='text'>Para deixar claro</title><content type='html'>É engraçado como cada um lida com seus fantasmas, mais engraçado ainda como cada um lida com suas culpas. É sempre mais fácil dizer meu inferno é você, e seguir adiante sem ter que olhar para si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundosdalua.blogger.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#006600;"&gt;Estrelas sopradas por lua&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115932934005605745?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115932934005605745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115932934005605745&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115932934005605745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115932934005605745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/09/para-deixar-claro.html' title='Para deixar claro'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115932640634580715</id><published>2006-09-27T00:03:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:26:15.330-03:00</updated><title type='text'>Banquete de agosto</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/Sem%20t??tulo-1.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/Sem%20t%3F%3Ftulo-1.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Denso e quente o ar,&lt;br /&gt;Cinza de fuligens revoltas&lt;br /&gt;Elevadas em sinuosa dança&lt;br /&gt;No banquete de agosto.&lt;br /&gt;O ressecado tapete&lt;br /&gt;Que veste o cerrado,&lt;br /&gt;Arde em chamas vivas&lt;br /&gt;Da queimada inclemente;&lt;br /&gt;O ventre da terra clama&lt;br /&gt;A semente do inverno,&lt;br /&gt;Enquanto os dias se perdem&lt;br /&gt;Em lenta e abafada agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida morre aparente;&lt;br /&gt;Cinza, carvão, poeira, ar,&lt;br /&gt;Caminhos vermelhos, tempo,&lt;br /&gt;Quadra de cura inexorável.&lt;br /&gt;Pesado e cinzento o dia parte;&lt;br /&gt;Que a chuva ressuscitará, sempre,&lt;br /&gt;No sucessivo caminho cercado&lt;br /&gt;Pela marca das queimadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff9900;"&gt;[osair de Sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115932640634580715?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115932640634580715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115932640634580715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115932640634580715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115932640634580715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/09/banquete-de-agosto.html' title='Banquete de agosto'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115913522759715532</id><published>2006-09-24T18:54:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:25:12.506-03:00</updated><title type='text'>Do imponderável</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/(595).jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="171" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/%28595%29.jpg" width="143" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento alcançá-la.&lt;br /&gt;Quisera saber-te,&lt;br /&gt;Como sabe a medida do seu sorriso,&lt;br /&gt;O meu coração insensato;&lt;br /&gt;Saber-te num breve instante,&lt;br /&gt;O tempo do abraço&lt;br /&gt;E perder-me no aconchego&lt;br /&gt;Do imponderável.&lt;br /&gt;Saber a medida do seu ser inteira&lt;br /&gt;Como sei a do seu sexo,&lt;br /&gt;Como sei a dimensão da ausência&lt;br /&gt;Quando ao meu lado.&lt;br /&gt;Tento alcançar-te,&lt;br /&gt;Nessa minha loucura doce,&lt;br /&gt;Enquanto a vejo escapar&lt;br /&gt;Numa lucidez perversa&lt;br /&gt;Que teima enlaçá-la&lt;br /&gt;Sem ao menos saber-te&lt;br /&gt;Como quisera eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff9900;"&gt;[Osair de Sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115913522759715532?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115913522759715532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115913522759715532&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115913522759715532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115913522759715532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/09/do-impondervel.html' title='Do imponderável'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115867594150680185</id><published>2006-09-19T11:23:00.000-03:00</published><updated>2006-11-18T01:59:17.836-02:00</updated><title type='text'>Relembrando</title><content type='html'>“Ressuscite a mim,&lt;br /&gt;porque sou um poeta&lt;br /&gt;que anseia o futuro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;[Vladimir Maiakovski]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115867594150680185?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115867594150680185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115867594150680185&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115867594150680185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115867594150680185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/09/relembrando.html' title='Relembrando'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115855508630432769</id><published>2006-09-18T01:44:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:23:09.386-03:00</updated><title type='text'>A irracionalidade do desejo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/008_violin.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/008_violin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Você surgiu de repente e tomou conta da cena, se tornou o personagem principal. Não me recordo do que acontecia antes da sua chegada e fiquei me perguntando se, quem sabe, essa amnésia veio para deixar minha mente livre do que não fosse, unicamente, a sua imagem.&lt;br /&gt;De qualquer forma, tudo se exalou como éter e ficou somente a lembrança do seu rosto belo e sorridente, de seus gestos meigos me impregnando de paz e de uma enorme alegria, ao nos amarmos.&lt;br /&gt;Minha veleidade continuou e continua sendo você, anseio de uma segunda oportunidade de formarmos nós dois, outra vez, dando sentido ao existir do bem querer.&lt;br /&gt;Contudo, o acaso, os pecados não penitenciados vêm, vez ou outra, para afastar-nos cada vez mais. A verdade pertence ao tempo que há de vir, mas talvez já não consigamos nos alcançar nessa distância crescente.&lt;br /&gt;Volto ao tempo em que éramos plenos, onipresentes, nos bastávamos e, naquele intervalo de nossas vidas, pude vivenciar a verdadeira felicidade – “coisa inatingível”, era o que acreditava, antes disso.&lt;br /&gt;Contudo, não temos o dom da onipotência, somos frágeis em nossa relatividade, caso contrário, determinaria que “nós dois”, fosse uma condição absoluta do meu existir - mesmo que fosse só em sonhos, pois o prazer, ainda vivo na memória, me acompanha dia após dia. Porém, os pesadelos são demônios cruéis e sádicos. E estão agindo...&lt;br /&gt;Preso à indiferença, à suspeita, espero o julgamento que me é reservado. E, com uma certa angústia, brindo ao amor persistente e irracional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff9900;"&gt;[osair de sousa – do livro: curto conto]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115855508630432769?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115855508630432769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115855508630432769&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115855508630432769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115855508630432769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/09/irracionalidade-do-desejo.html' title='A irracionalidade do desejo'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115769777673396641</id><published>2006-09-08T03:29:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:22:41.313-03:00</updated><title type='text'>A Fada</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/864.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/864.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou no reino da fantasia&lt;br /&gt;Em meio à realidade&lt;br /&gt;De um amor&lt;br /&gt;Que não era uma vez.&lt;br /&gt;A Fada que me encanta&lt;br /&gt;Me toca o corpo&lt;br /&gt;Que flutua&lt;br /&gt;No abraço de suas asas&lt;br /&gt;Me olha tímida&lt;br /&gt;Me fala íntima&lt;br /&gt;Perfuma minha alma.&lt;br /&gt;A Fada que amo&lt;br /&gt;Num alto plano&lt;br /&gt;De ser eterno&lt;br /&gt;A cada segundo&lt;br /&gt;Num ato profundo&lt;br /&gt;É desejo&lt;br /&gt;É anseio&lt;br /&gt;É magia&lt;br /&gt;É loucura gostosa&lt;br /&gt;Que vive a minha lucidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff9900;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115769777673396641?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115769777673396641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115769777673396641&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115769777673396641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115769777673396641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/09/fada.html' title='A Fada'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115740980616734343</id><published>2006-09-04T19:38:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:22:09.240-03:00</updated><title type='text'>Da amizade e do amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/images.13.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/images.10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Indispensável sentir sua boca&lt;br /&gt;A pousar um beijo terno,&lt;br /&gt;Ainda que não tenha eu o seu amor.&lt;br /&gt;Um beijo que me é fortificante,&lt;br /&gt;Imperativo, necessário,&lt;br /&gt;Embora para os tolos&lt;br /&gt;Seja um necessidade banal.&lt;br /&gt;Beijo, qualquer que seja,&lt;br /&gt;Quero-os.&lt;br /&gt;Que seja de carinho&lt;br /&gt;Não de piedade&lt;br /&gt;Do meu amor que não me ama.&lt;br /&gt;Que seja um selinho,&lt;br /&gt;Se mora em nós o afeto,&lt;br /&gt;Se tanto te quero bem.&lt;br /&gt;Que seja na face&lt;br /&gt;- Não um encostar de rostos,&lt;br /&gt;Desse cobiça teimosa em mim.&lt;br /&gt;O meu amor que não me ama&lt;br /&gt;Tem-me um bem me quer&lt;br /&gt;De amizade com recheios belos;&lt;br /&gt;Quero os seu beijos,&lt;br /&gt;Que para tanto, toda ela&lt;br /&gt;Tem que estar presente&lt;br /&gt;E, assim, vai-se a saudade,&lt;br /&gt;Que volta no beijo de despedida.&lt;br /&gt;Por isso e pelo prazer,&lt;br /&gt;Beije-me enquanto puder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115740980616734343?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115740980616734343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115740980616734343&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115740980616734343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115740980616734343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/09/da-amizade-e-do-amor.html' title='Da amizade e do amor'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115730777469963844</id><published>2006-09-03T15:16:00.000-03:00</published><updated>2006-11-14T04:31:32.326-02:00</updated><title type='text'>Amor e fantasia</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/13.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 208px; CURSOR: hand; HEIGHT: 126px" height="126" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/13.0.jpg" width="200" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esvai-se a vil melancolia&lt;br /&gt;Se ao encontro do seu olhar&lt;br /&gt;O amor revela-se;&lt;br /&gt;Conspira na calma da alma&lt;br /&gt;Um cálice de desejos mil&lt;br /&gt;Ante ao esboçar de um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse cenário, meu novo interior,&lt;br /&gt;A paixão assume a ousadia&lt;br /&gt;De fazer do desencanto&lt;br /&gt;Notas de uma ellegro sinfonia&lt;br /&gt;Que eleva-me ao seio do seu eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renasço uma parte você&lt;br /&gt;E me completo.&lt;br /&gt;Te contemplo&lt;br /&gt;Deusa, mãe e amante,&lt;br /&gt;Corpos enlaçados de fertilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se ao seu olhar ausento-me&lt;br /&gt;Vejo-me o guardião do vácuo&lt;br /&gt;Onde reside uma maldosa tristeza,&lt;br /&gt;Paciente, ora ansiosa,&lt;br /&gt;Do sorriso da sua alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, essa crença contumaz&lt;br /&gt;De que se revelará um dia;&lt;br /&gt;Espero e logo virá a noite&lt;br /&gt;Das grandes fogueiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E festejaremos o reencontro&lt;br /&gt;Numa celebração da alegria vital,&lt;br /&gt;Até que, saciados,&lt;br /&gt;seguiremos de mãos dadas,&lt;br /&gt;Nesse amor atemporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff9900;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115730777469963844?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115730777469963844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115730777469963844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115730777469963844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115730777469963844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/09/amor-e-fantasia.html' title='Amor e fantasia'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115707019386053723</id><published>2006-08-31T21:20:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:19:53.376-03:00</updated><title type='text'>Clarins</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/drunk_angel.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 167px; CURSOR: hand; HEIGHT: 122px" height="141" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/drunk_angel.jpg" width="167" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me descubro&lt;br /&gt;Do véu da angústia&lt;br /&gt;Onde moram querubins&lt;br /&gt;Sem juízo&lt;br /&gt;Sem Clarins&lt;br /&gt;E beberei o vinho&lt;br /&gt;Dos poetas loucos&lt;br /&gt;Que versejam&lt;br /&gt;Que cantam&lt;br /&gt;Por que de amor&lt;br /&gt;Transborda-lhes a vida&lt;br /&gt;Além do mal&lt;br /&gt;Acima do bem&lt;br /&gt;Tortuoso poeta&lt;br /&gt;Anjo de asa partida&lt;br /&gt;Da crença&lt;br /&gt;Paciente&lt;br /&gt;Ao beijo final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de Sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115707019386053723?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115707019386053723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115707019386053723&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115707019386053723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115707019386053723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/08/clarins.html' title='Clarins'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115704512876892825</id><published>2006-08-31T14:21:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:19:22.403-03:00</updated><title type='text'>Intelectuais, ma non troppo</title><content type='html'>Na condição de boêmio abstêmio, que vara noites à base de sucos e refrigerantes em bares ou festas em casas de amigos, pode parecer estranho (e é), mas sou aceito de bom grado entre um coeso grupo de intelectuais. Sou uma espécie de assistente, muito platéia e pouco ator, bom ouvinte, confidente de dissabores pessoais quando a embriagues passa do estado de euforia para a tristeza ressacada.&lt;br /&gt;O meu convívio com essa elite pensante acontece há vários anos e, nela, assumo uma postura de pupilo (nenhum cinismo, é bom deixar claro), por opção comodista. Não raro, acontece, até pela minha passividade e pelo fato de não ser um acadêmico por formação, um preconceito velado contra os meus raros comentários, como ocorre com uma criança, numa mesa só de adultos, onde suas opiniões não são solicitadas e até dispensáveis. Quando as emitem, passam a mão na sua cabeça, esboçam um sorriso enternecido e não a levam em conta, a ignoram. Isso, longe de me aborrecer, me diverte e me enriquece criticamente... Tá, sou um cínico.&lt;br /&gt;Dessa boemia sem bebida alcoólica nasceu também o papel de motorista dos que exageram nas doses. Contam comigo para dirigir e o faço com um prazer amigo – pois é assim: contudo e por tudo, são amigos com quem posso contar, comprovado em muitas ocasiões adversas.&lt;br /&gt;Sou um observador privilegiado e discreto, sem contar o quanto me divirto com a dicotomia sóbrio/embriagado. Comportamentos obviamente antagônicos que revelam muito de uma pessoa, da sua personalidade.&lt;br /&gt;Explico melhor essa tese. Em todo intelectual existe um brega enrustido. Em todos não, alguns assumem essa condição sem problemas, como o bom baiano Caetano Veloso. Essa breguice se revela quando nossos referidos amigos superam o terceiro copo. Tem mais, a dimensão da breguice é proporcional ao preconceito intelectual de cada um, e surge sempre num ritmo crescente, a cada gole, a cada minuto passado (ou a cada copo ingerido). De madrugada, haja espaço para a desafinada cantoria de “brunos e marronis”, de “reginaldos rossis”, “peninhas” e outras pérolas e ostras da nossa mpbrega. Isso sem entrar nas confidências amorosas e sexuais onde a pieguice é de uma triste hilaridade.&lt;br /&gt;É isso: me divirto e aprendo, comungando a amizade e o respeito às diferenças. No mais é relevar alguns ataques de pedantismo acadêmico e saber em qual copo beber – os intragáveis é só chamar o garçom, pedir para trocar e, se for o caso, passar o pano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115704512876892825?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115704512876892825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115704512876892825&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115704512876892825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115704512876892825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/08/intelectuais-ma-non-troppo_31.html' title='Intelectuais, ma non troppo'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115681939142316965</id><published>2006-08-28T23:34:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:18:51.136-03:00</updated><title type='text'>Cavernas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/cave.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/cave.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo mil sombras passantes&lt;br /&gt;Formas destorcidas, pardas.&lt;br /&gt;Com as mãos espalmadas&lt;br /&gt;Acaricio a parede irregular.&lt;br /&gt;Tenho minha própria caverna&lt;br /&gt;Esse coração, minha morada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagens surreais na parede&lt;br /&gt;De meu mundo, seu legado&lt;br /&gt;Da ausência, incredulidade.&lt;br /&gt;Serei a alegoria de Platão?&lt;br /&gt;Desacorrentado me arrasto&lt;br /&gt;Não quero sombras, sinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberto dessa caverna fria&lt;br /&gt;Caminho sob a luz do sol&lt;br /&gt;Sem desamor ou fantasia.&lt;br /&gt;Na sinuosidade da parede&lt;br /&gt;Nada sei que ainda passa&lt;br /&gt;O horizonte é o meu guia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115681939142316965?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115681939142316965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115681939142316965&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115681939142316965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115681939142316965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/08/cavernas.html' title='Cavernas'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115673451006823830</id><published>2006-08-28T00:04:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:17:42.306-03:00</updated><title type='text'>Arame farpado</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/_1099343463.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 229px; CURSOR: hand; HEIGHT: 106px" height="122" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/_1099343463.0.jpg" width="229" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/_1099343463.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criança fui um dia&lt;br /&gt;de cá da cerca querendo roubar&lt;br /&gt;manga madura bicada por passarinho.&lt;br /&gt;Como uma ave que vê entre folhas e frutos&lt;br /&gt;um menino mirrado, distante, do lado de lá&lt;br /&gt;duma cerca farpada, com desejo no olhar,&lt;br /&gt;tenho nessa lembrança asas para voar;&lt;br /&gt;vôo solo, arrasante, dolente.&lt;br /&gt;Pouso.&lt;br /&gt;A vida de tanto já vivida cicatrizou&lt;br /&gt;farpas e arranhões da criança que fui.&lt;br /&gt;Repouso.&lt;br /&gt;Pela janela aberta o olhar captura&lt;br /&gt;uma mangueira florida no quintal.&lt;br /&gt;Logo os pássaros virão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115673451006823830?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115673451006823830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115673451006823830&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115673451006823830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115673451006823830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/08/arame-farpado.html' title='Arame farpado'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115669042791712598</id><published>2006-08-27T11:49:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:17:01.646-03:00</updated><title type='text'>Poema dedicado</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/boni2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/boni2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez, fomos príncipe e princesa&lt;br /&gt;sem sapos com caras de bruxas bizarras;&lt;br /&gt;eram as cigarras nossas belas fadas madrinhas.&lt;br /&gt;O faz de conta sempre cantado&lt;br /&gt;sob olhos brilhantes jóias apaixonadas&lt;br /&gt;na mitologia dos felizes, encantados.&lt;br /&gt;Era uma vez, que a vida sempre bela&lt;br /&gt;prometia sermos rei e rainha&lt;br /&gt;sem dragões, num reino lúdico&lt;br /&gt;onde a paz não se faria segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez... Esse tempo de vida&lt;br /&gt;desabrochou em copas frondosas&lt;br /&gt;e fomos iguais e fomos especiais e fomos.&lt;br /&gt;Desavisados, no desencontro de um cuidado&lt;br /&gt;Fugiu célere esse realismo devaneado,&lt;br /&gt;deixando um sabor de mais querer,&lt;br /&gt;sentenciando: não rei, somente rainha,&lt;br /&gt;um deus num Olimpo desmoronado.&lt;br /&gt;Tempo sem eternidade. Tempo.&lt;br /&gt;Entre raios e trovões das manhãs,&lt;br /&gt;surge acintosamente, sempre um novo sol.&lt;br /&gt;Sobrevivo com o destino de Quíron,&lt;br /&gt;você, tal Afrodite, com o príncipe,&lt;br /&gt;o deus de que agora é a vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115669042791712598?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115669042791712598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115669042791712598&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115669042791712598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115669042791712598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/08/poema-dedicado.html' title='Poema dedicado'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115638389841138509</id><published>2006-08-23T22:35:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:16:26.616-03:00</updated><title type='text'>Poema Necessário</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/1876_816444038_152823491_small_H083709_L.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="172" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/1876_816444038_152823491_small_H083709_L.jpg" width="133" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dimensão de sentimento&lt;br /&gt;Que ao poeta seja imprescindível&lt;br /&gt;Se ao amor versa enaltecer.&lt;br /&gt;Nem razão que se lhe impõem&lt;br /&gt;As tangíveis horas da manhã&lt;br /&gt;Que procede à noite vigilante&lt;br /&gt;Seriam senhoras de estorvo vil&lt;br /&gt;Se ao amor queira sublimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, poetizando à adorada&lt;br /&gt;Não existem pedras no meio&lt;br /&gt;(Ou à margem do caminho)&lt;br /&gt;Que lhe embotem as palavras.&lt;br /&gt;Serva de presença inexorável&lt;br /&gt;Conluiada em lavra de pesar&lt;br /&gt;Do poeta cativo de um amor&lt;br /&gt;Palavras, palavras hão de brotar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ao poeta torna-se imperativo&lt;br /&gt;É a sua comiseração poder exaltar&lt;br /&gt;Mesmo se aquele amor lhe desterrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115638389841138509?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115638389841138509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115638389841138509&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115638389841138509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115638389841138509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/08/poema-necessrio.html' title='Poema Necessário'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115620512363551378</id><published>2006-08-21T20:45:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:15:46.173-03:00</updated><title type='text'>Letargia</title><content type='html'>Fumo um cigarro.&lt;br /&gt;Distante olhar&lt;br /&gt;Que nada vê;&lt;br /&gt;Mente vaga,&lt;br /&gt;Vaga de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinzas caem:&lt;br /&gt;Hora passada;&lt;br /&gt;Acendo outro,&lt;br /&gt;Passa tempo,&lt;br /&gt;Segue o torpor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apago a guimba.&lt;br /&gt;Prossigo letargo&lt;br /&gt;Deste eu perdido,&lt;br /&gt;No tempo inquieto&lt;br /&gt;Indiferente a mim.&lt;br /&gt;Outro cigarro,&lt;br /&gt;Outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115620512363551378?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115620512363551378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115620512363551378&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115620512363551378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115620512363551378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/08/letargia.html' title='Letargia'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115592320044308965</id><published>2006-08-18T14:33:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:15:08.400-03:00</updated><title type='text'>Ecos noturnos</title><content type='html'>Pousa o pássaro no ombro&lt;br /&gt;E canta cego dos sentidos&lt;br /&gt;O ecoar de uma agonia:&lt;br /&gt;Essa ave que me tornei&lt;br /&gt;No tempo que me fugiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peso das asas corroídas&lt;br /&gt;De uma ferrugem ferida&lt;br /&gt;Despem-se da intenção&lt;br /&gt;De alçar o corpo nos ares:&lt;br /&gt;O nada, agora, é horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço da ave que me pousa&lt;br /&gt;Com o desejo dos deuses&lt;br /&gt;A que renasce das cinzas:&lt;br /&gt;Absorvo seu último canto&lt;br /&gt;Nesse alucinado desatino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebo ao inexorável final&lt;br /&gt;Quebro a taça que brindei&lt;br /&gt;E fecho os olhos pardos&lt;br /&gt;Para renascer com o dia&lt;br /&gt;O morrer da noite triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sonho, no breve dia&lt;br /&gt;Que vivi o ciclo da dor&lt;br /&gt;Que à vida é essencial&lt;br /&gt;E adormeço pássaro&lt;br /&gt;Asas abertas, celestial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115592320044308965?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115592320044308965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115592320044308965&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115592320044308965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115592320044308965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/08/ecos-noturnos.html' title='Ecos noturnos'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115565372981519476</id><published>2006-08-15T11:53:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:12:20.310-03:00</updated><title type='text'>Cartas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/_small_H074750_L.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="218" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/_small_H074750_L.jpg" width="240" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Para João, era o mesmo prazer de se sentar confortavelmente para ler um bom livro. Quando, na caixa de correio encontrava uma carta de Liana, abria com cuidado para não rasgar o conteúdo, embora não pudesse conter a ânsia de poder devorar com os sentidos cada palavra ali escrita. Sentava-se na sua poltrona, desdobrava as folhas, reconhecia a letra e, com a alma em êxtase, lia e relia até satisfazer-se numa compreensão que ia das linhas às entrelinhas.&lt;br /&gt;Se passasse um período além do que sua saudade podia suportar, relia várias delas.&lt;br /&gt;Depois de tantos anos, em João, a lembrança daquelas cartas persiste, provocando uma aguda nostalgia, embora ocasionalmente, ela lhe envie e-mails. Mas nunca será como aquelas cartas. João sabe que ao e-mail falta o tempero dos momentos em que, parando com tudo, se dedicavam exclusivamente a escrever (e ler), o que lhes ditava o sentimento, o amor, ou mesmo a dor. O desenho de letra a letra, palavra por palavra, tinha uma identidade profunda do que lhes habitava a alma, no ritual solitário e prazeroso em que se ofertavam em instantes únicos e exclusivos.&lt;br /&gt;Numa carta recebida de Liana, um dia, veio a mancha de uma lágrima que caíra descuidada. Ela invadiu uma frase e borrou a palavra “beijo”. Em João ficou a surpresa de que, lábios mágicos, tocaram num gesto suave as pálpebras cansadas de Liana. Um milagre que jamais poderá sentir em um e-mail, pensa, enquanto guarda com carinho a última carta recebida anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115565372981519476?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115565372981519476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115565372981519476&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115565372981519476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115565372981519476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/08/cartas.html' title='Cartas'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115557381609025109</id><published>2006-08-14T13:27:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T22:42:33.706-03:00</updated><title type='text'>Devaneios por causa da mulher</title><content type='html'>&lt;em&gt;Crônica&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefona lá pelo meio da tarde e pergunta: “melhorou da gripe?”. Gripe? Nem estava me lembrando que soltara alguns espirros logo pela manhã. “Melhorei, não se preocupe”. Acordara com um hálito quente e saboroso sobre o meu rosto, seguido de uma pressão de lábios em minha boca – um costumeiro bicota matinal; mania da Ângela.&lt;br /&gt;Pediu-me para não esquecer de verificar a água do radiador do seu carro, pois percebera o ponteiro da temperatura muito alto. Olhei. Estava normal. O carro tinha o cheiro de seu perfume e, lá estava ele, o duende que lhe dera de presente há cinco anos, pendurado no espelho retrovisor. Durante esse tempo trocara de veículo três vezes e, em todos eles, o enfeite continuava a ser o mesmo duende verde. Despedi-me e fui trabalhar. Pensei em mandar-lhe umas flores. Claro que esqueci, absorvido nos inúmeros trabalhos da empresa.&lt;br /&gt;Ângela é professora de balé. Vê-la dar aulas ou dançar me emociona. Tudo é feito com muito carinho e dedicação. Há uma leveza estranha em tudo que faz. Foi assim quando amamentava Nara. Os seios inchados de leite repousavam naquela pequena boca com suavidade. Por outro lado, percebe-se a força de seus braços e pernas sustentando a leveza da sua dança, a força de seu leite maternal que fez de nossa filha uma criança saudável, plena de vida. Amo a sua força que move, como se fosse uma brisa, o mundo à sua volta.&lt;br /&gt;Outro dia fui buscá-la na escola e a encontrei com um ar aborrecido. Perguntei se tinha acontecido alguma coisa, respondeu que não. “Claro que sim”, pensei. Ficou calada até chegarmos em casa. Esperei. Não demorou muito para me contar a causa do seu estado de espírito macambúzio. O pai de uma aluna, apesar de notar a aliança em seu dedo, a convidara para tomar “uns drinques, qualquer dias desses”. “Os homens acham que todas as mulheres estão disponíveis para as suas canalhices”. Pelo tom de sua voz, vi que estava mesmo brava com o cara. “O que você fez?”. “Disse para convidar você, afinal, vocês homens têm mais afinidades...”. Fiquei calado, não sem protestar em pensamento: “como afinidade se nem conheço o filho-da-mãe?”. Engraçado ela me contar esse fato: já fui cantado algumas vezes por colegas de trabalho, mas nunca me passou pela cabeça em contar-lhe. Dei-lhe um beijo demorado e terno para demonstrar o meu amor, minha cumplicidade e apoio.&lt;br /&gt;“Nunca conseguirei compreender as mulheres”. Disse-me Osvaldo, dono da padaria. “Gastou vinte paus no salão de beleza e não vi nenhuma diferença na Noêmia e, ainda por cima, ficou com raiva de mim porque eu não disse que tinha ficado mais bonita. Como mais bonita se não mudou nada e ainda me levou vinte paus?”. Quando Ângela chegou em casa, nesse dia, olhei-a demoradamente e disse, para desencargo de consciência: “esse novo corte ficou lindo em você”. “Obrigado, querido, mas já faz quinze dias que o cortei”. Deveria ter ficado de boca fechada...&lt;br /&gt;Concordo em parte com o seo Osvaldo: jamais compreenderemos as mulheres. E isso é muito bom. O mistério da doçura e da bravura no enfrentamento da vida, a incompreensão da leveza e da força que irradiam aos que amam é que as fazem assim, mulheres. Ângela me vê no todo, em tudo, dando-se por inteira. Eu a vejo, mas nem sempre a percebo com Ângela. Sabe que eu quase nada sei, se comparado a si e diz que aprende muito comigo. Sinto-me pequeno diante dela, mas suas atitudes em relação a mim me fazem sentir um gigante. O que me pede? De vez em quando, um abraço, um beijo.&lt;br /&gt;Se algum dia sair dizendo adeus, não vou perguntar por quê. Certamente estará coberta de razões que jamais poderei compreender. Isso não quer dizer que Ângela ou qualquer outra mulher seja especial; quer dizer que são isso mesmo: mulheres. Dizê-las especiais seria redundância.&lt;br /&gt;Ângela sabia que meus espirros não significavam uma gripe. Certamente ligou esperando ouvir de mim alguma coisa. Passei o resto da tarde pensando o que poderia ser. Alguma data especial? Olhei o calendário em cima da mesa. Oito de março... Oito... “Idiota”, me xinguei. Dia delas!&lt;br /&gt;Cheguei em casa à noitinha e a encontrei no quarto, lindamente vestida e maquiada. Pedi que me esperasse tomar um banho para sairmos e comemorar aquela data tão especial. Já prontos, levei-a pelo braço até a sala onde, para a sua total surpresa, havia uma mesa decorada com flores do campo, pratos e talheres, duas velas, um balde de gelo com champanhe e duas taças. Foi indescritível a sua emoção. Enxugou uma lágrima que brotara em seu olho direito e me pediu para abraçá-la – “Me abraça... Devagar, senão vai amarrotar o meu vestido novo...”.&lt;br /&gt;Ah, mulher! Só me resta parodiar Fernando Pessoa: “A mulher é uma fingidora / Finge tão completamente / Que finge que é amor / O Amor que deveras sente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115557381609025109?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115557381609025109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115557381609025109&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115557381609025109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115557381609025109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/08/devaneios-por-causa-da-mulher.html' title='Devaneios por causa da mulher'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115514359840863612</id><published>2006-08-09T14:05:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T22:54:24.216-03:00</updated><title type='text'>Nós dois</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/1876_816444038_01_small_H105253_L.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/1876_816444038_01_small_H105253_L.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Você surgiu de repente e tomou conta da cena, se tornou o personagem principal. Não me recordo do que acontecia antes da sua chegada, e fiquei me perguntando se, quem sabe, essa amnésia veio para deixar minha mente livre do que não fosse somente a sua imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, ficou somente a lembrança do seu rosto belo e sorridente, de seus gestos meigos me impregnando de paz e de uma enorme alegria. Você, outra vez, formando nós dois, dando sentido a tudo. Éramos plenos, onipresentes, nos bastávamos e, naquele intervalo de tempo, pude vivenciar a verdadeira felicidade – coisa inatingível era o que acreditava, antes disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, não temos o dom da onipotência, somos frágeis em nossa relatividade, caso contrário, determinaria que “nós dois”, fosse uma condição absoluta do meu existir. Mesmo que no sonho, prazer ainda vivo na memória, que me acompanha enquanto o dia me cobra a taxa das minhas obrigações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;[osair de sousa – do livro: curto conto]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115514359840863612?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115514359840863612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115514359840863612&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115514359840863612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115514359840863612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/08/ns-dois.html' title='Nós dois'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115500157952109792</id><published>2006-08-07T22:40:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T22:55:05.726-03:00</updated><title type='text'>Dramaturgia</title><content type='html'>Ao seu sabor me componho&lt;br /&gt;Não necessito&lt;br /&gt;Você precisa&lt;br /&gt;Que tenha eu seu paladar;&lt;br /&gt;Prova-me&lt;br /&gt;Aprova-me e nos consumimos&lt;br /&gt;Sou personagem&lt;br /&gt;Do seu teatro imaginário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/-x1pcJPS0NqE.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/-x1pcJPS0NqE.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/-x1pcJPS0NqE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115500157952109792?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115500157952109792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115500157952109792&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115500157952109792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115500157952109792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/08/dramaturgia.html' title='Dramaturgia'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115428193138808480</id><published>2006-07-30T14:47:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T22:56:24.263-03:00</updated><title type='text'>O Beijo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/1876_816444038_136284505_H083732_L.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/1876_816444038_136284505_H083732_L.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Foi um beijo que nunca me esqueci. Tão denso e intenso de significados, um beijo que umedeceu lábios e olhos . Não houve diálogo, apenas um contemplar apaixonado e a boca aproximou-se, quente, trêmula e pousou suavemente na minha face. O breve segundo do contato fez-se uma eternidade e, posso ainda senti-lo. Lembro a respiração e o hálito peculiar e tão seu, à aproximação; os olhos se fechando para o mundo físico numa metamorfose para o sentimento profundo que me dedicava.&lt;br /&gt;Um beijo de amor onde a lascívia foi ignorada e a compaixão assumiu com plenos poderes de se declarar a mim. Você nada disse – nem fora necessário.&lt;br /&gt;Ficou ainda por instantes sentada ao meu lado e chorava um choro &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/1876_816444038_136284505_H083732_L.jpg"&gt;&lt;/a&gt;silencioso. Levantou-se calma e decidida foi embora.&lt;br /&gt;Hoje, lembrando do beijo, sinto uma dolorosa saudade de quem verdadeiramente me amou, com verdade e respeito aos seus sentimentos. Ir-se de mim, partir da minha vida, foi a maior prova desse amor. Eu entendi, contudo ainda sofro por saber que jamais serei beijado novamente como fui naquele instante.&lt;br /&gt;Eternizado na alma, a nostálgica sensação daquele instante trás leveza aos meus passos vida afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#33ff33;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115428193138808480?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115428193138808480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115428193138808480&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115428193138808480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115428193138808480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/07/o-beijo.html' title='O Beijo'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115405039438018306</id><published>2006-07-27T22:30:00.000-03:00</published><updated>2006-07-27T22:33:14.410-03:00</updated><title type='text'>Erótico e Pornográfico</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/5272.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/5272.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Por muitas vezes generalizamos tudo que diz respeito a sexo, colocando erotismo e pornografia como iguais, mas não são. Em ambos entram em jogo os mesmos pensamentos e ações, mas no erotismo o estado de espírito predominante é o de contemplação amorosa e sensual e na pornografia prevalece o sentimento de culpa e a ansiedade conseqüente da repressão sexual.&lt;br /&gt;Acima de qualquer definição dada por psicólogos ou sexólogos, a diferença entre erótico e pornográfico é muito individual, está na cabeça de cada um. Pessoas mais reprimidas sexualmente tendem a ter visões distintas entre o que é erótico e o que é pornográfico. A época em que esses temas são tratados também é relevante, já que os parâmetros de moral e sexualidade variam muito de tempos em tempos.&lt;br /&gt;De uma forma ampla podemos definir erótico como o que insinua ao invés de mostrar, o que aguça os sentidos e estimula a imaginação. Uma silhueta, um cheiro, um gosto ou uma música. Erótico é o sexo na sua totalidade: sensações, lugares e emoções. O pornográfico é a relação sexual nua e crua, gratuita, sem lirismo algum. Sem personagens ou contexto. Só sexo, no sentido mais restrito da palavra.&lt;br /&gt;A estreita fronteira entre o erotismo e a pornografia, no entanto, é que se torna impossível de delimitar. Afinal, cada um de nós tem os seus próprios conceitos do que lhe parece erótico ou pornográfico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:%20sexfam@hotmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc9933;"&gt;Ingrid Muller&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115405039438018306?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115405039438018306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115405039438018306&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115405039438018306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115405039438018306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/07/ertico-e-pornogrfico.html' title='Erótico e Pornográfico'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115378792723147765</id><published>2006-07-24T21:29:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T22:57:19.176-03:00</updated><title type='text'>Do amor incapaz</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/Rupa-Goswami.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/Rupa-Goswami.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; De vez em quando brota uma saudade inenarrável de estar junto dela. É daquele tipo de saudade que o angustia, o faz ficar inquieto e, contrariando a sensatez, pega o telefone e liga. Quase sempre se arrepende, pois ela não pode lhe dar a atenção desejada e tão necessária, por estar acompanhada.&lt;br /&gt;Seguiram por caminhos diferentes, ao contrário de antes, quando se somavam em um só desejo: o de estarem juntos em todo o tempo que fosse possível. Viveram momentos belos e inesquecíveis entre carinhos, cumplicidade e companheirismo. De repente, tudo mudara. Já não eram mais um par e ele fora a causa e, agora, vivia as conseqüências de sua omissão.&lt;br /&gt;Perdido na incapacidade da entrega, de se abrir sem reservas para o amor que ela lhe dedicava, ele encerrou-se numa solidão egoísta. Ela, sofrida pelo bem amar não correspondido, entregou-se a outros amores menores, como lenitivos para continuar a viver e manter acesa a chama da esperança.&lt;br /&gt;Passaram os anos e ela se sentia feliz novamente, entre amigos e paixões que lhe aplacaram o sofrimento. Ele, enclausurado em si mesmo, ainda sofria com a ausência do seu único e verdadeiro amor, o coração ardendo em chamas numa eterna e ilusória esperança de poder fazer o tempo voltar. Sabia que era um ato insano, mas era poeta e, ela, apenas uma mulher extravasada de amor para dar e receber, com toda a intensidade, pois sabia que breve era a vida.&lt;br /&gt;Nesses momentos de louca saudade e desejos, sente brotar nos olhos taciturnos algumas gotas de lágrimas - suas únicas companheiras possíveis, enquanto não ousar enfrentar a vivência do amor em sua total plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#33ff33;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115378792723147765?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115378792723147765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115378792723147765&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115378792723147765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115378792723147765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/07/do-amor-incapaz.html' title='Do amor incapaz'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115336567335500498</id><published>2006-07-20T00:10:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T22:59:15.550-03:00</updated><title type='text'>Desprezo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/Amanda.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/Amanda.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/Amanda.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Relembro o toque &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/Amanda.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O arrepio suspirado&lt;br /&gt;A perda dos sentidos&lt;br /&gt;As mãos que em mim&lt;br /&gt;Fabricavam prazeres&lt;br /&gt;Sem proporções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus seios ardem&lt;br /&gt;No fogo do desejo&lt;br /&gt;Que outrora gelavam&lt;br /&gt;Ao perceber-te aproximar&lt;br /&gt;Invasor bem acolhido&lt;br /&gt;Nos terrenos minados&lt;br /&gt;De sensações&lt;br /&gt;Desse corpo que te dei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despira-me a timidez&lt;br /&gt;Abri todas as portas&lt;br /&gt;Janelas&lt;br /&gt;Para te acolher&lt;br /&gt;No mútuo prazer&lt;br /&gt;Sem fronteira em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relembro o abraço solto&lt;br /&gt;Último momento&lt;br /&gt;De minha pele na sua&lt;br /&gt;Minha alma incauta&lt;br /&gt;Abarca minha dor&lt;br /&gt;Deixou-me assim&lt;br /&gt;Um retrato da indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/Amanda.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115336567335500498?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115336567335500498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115336567335500498&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115336567335500498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115336567335500498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/07/desprezo.html' title='Desprezo'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115336475874764661</id><published>2006-07-19T23:59:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T22:59:59.053-03:00</updated><title type='text'>Absurdos da liberdade e opressão</title><content type='html'>Um pacato vilarejo no interior do País, num dia como qualquer outro, amanhece e se depara com um grupo de estranhos visitantes; acampados no terreno de uma tapera das imediações. Ninguém sabe quem são, de onde vêm e o que fazem, além. de erguer tendas e construir cercas. Homens duros, insociáveis e taciturnos, passam a oprimir e explorar os moradores de Manairarema. Deles, usurpam a dignidade; transformam cidadãos pacíficos em beligerantes raivosos, valentões em cordeiros. O que está acontecendo? Ninguém sabe responder.&lt;br /&gt;As surpresas se sucedem. A cidade é invadida por uma matilha, cães que saem dos acampamentos dos estranhos e sitiam os moradores em suas casas, por dias e dias, latindo, rosnando e ganindo. Como por mágica, voltam para a tapera. Logo depois aparecem os bois, às centenas, sujando as ruas e os quintais, berrando e ruminando dias e noites. A cidade sofre, sem capacidade de reagir ao que ela desconhece e que é dotado de uma extraordinária força maléfica. Assim como vieram, os estranhos visitantes se vão e, por fim, todos podem respirar aliviados e retomar suas rotinas.&lt;br /&gt;Isso será possível? &lt;em&gt;A Hora dos Ruminantes&lt;/em&gt;, segundo livro de José Jacinto Veiga (nome de nascimento), ou José J. Veiga (adotado por sugestão do amigo Guimarães Rosa), é, sem dúvida, uma fábula generosa que permite várias leituras, sejam no contexto da fantasia ou no da realidade. Grande parte dos professores e/ou estudiosos da literatura brasileira vê nessa obra uma crítica ao regime militar, instaurado dois anos antes do lançamento do livro, em 1966. Coincidência ou não, &lt;em&gt;A Hora dos Ruminantes&lt;/em&gt; traduz a essência dos regimes autoritários em que o cidadão comum se vê, de um momento para outro, privado de seus direitos e da sua liberdade. Humilhado e oprimido, reage ou não, de forma particular ou social, de acordo com a sua capacidade psicocultural.&lt;br /&gt;Manairarema pode ser um retrato do Brasil pós-64. Mas, com certeza, faz parte de um universo onde se denunciam os abusos que estão, estruturalmente, ligados ao poder. José J. Veiga faz essa crítica com a autoridade de quem foi perseguido pelo getulismo, tendo sofrido na pele as conseqüências de seu posicionamento político antiintegralista e antifascista.&lt;br /&gt;Em &lt;em&gt;A Hora dos Ruminantes&lt;/em&gt; os signos kafkianos também estão presentes no absurdo que se mostra como um retrato do real e, reciprocamente, a realidade com as suas aberrações. Lendo-o, torna-se quase impossível não estabelecer um paralelo com Gabriel García Márquez, embora o autor não reconheça o estilo denominado "realismo fantástico" que atribuem à obra do colombiano.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A Hora dos Ruminantes&lt;/em&gt; é uma leitura indispensável para quem quer conhecer um Brasil sertanejo e universal, se perder nas fantasias e nos absurdos que, dentro de uma percepção própria, levarão a uma atitude indagativa da vida com todos os seus símbolos reais e oníricos, de liberdade e opressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#33ff33;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115336475874764661?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115336475874764661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115336475874764661&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115336475874764661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115336475874764661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/07/absurdos-da-liberdade-e-opresso.html' title='Absurdos da liberdade e opressão'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115281058892283077</id><published>2006-07-13T14:07:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T23:00:29.966-03:00</updated><title type='text'>Canto em Qualquer Canto</title><content type='html'>Vim cantar sobre essa terra&lt;br /&gt;Antes de mais nada, aviso&lt;br /&gt;Trago facão, paixão crua&lt;br /&gt;E bons rocks no arquivo&lt;br /&gt;Tem gente que pira e berra&lt;br /&gt;Eu já canto, pio e silvo&lt;br /&gt;Se fosse minha essa rua&lt;br /&gt;O pé de ypê tava vivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pro topo daquela serra&lt;br /&gt;Vamos nós dois, vídeo e livros&lt;br /&gt;Vou ficar na minha e sua&lt;br /&gt;Isso é mais que bom motivo&lt;br /&gt;Gorjearei pela terra&lt;br /&gt;Para dar e ter alívio&lt;br /&gt;Gorjeando eu fico nua&lt;br /&gt;Entre o choro e o riso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pintassilga, pomba, melroa&lt;br /&gt;Águia lá do paraíso&lt;br /&gt;Passarim, mundo da lua&lt;br /&gt;Quando não trino, não sirvo&lt;br /&gt;Caso a bela com a fera&lt;br /&gt;Canto porque é preciso&lt;br /&gt;Porque esta vida é árdua&lt;br /&gt;Pra não perder o juízo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc9933;"&gt;[Ná Ozzetti]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115281058892283077?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115281058892283077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115281058892283077&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115281058892283077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115281058892283077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/07/canto-em-qualquer-canto.html' title='Canto em Qualquer Canto'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115232910257035216</id><published>2006-07-08T00:15:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:09:13.563-03:00</updated><title type='text'>Tempestade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/JEU.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/JEU.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Quando ele viu o olhar dela nos seu, compreendeu de forma definitiva, que nada podem ocultar os que se amam. Eram denunciados por eles mesmos, não existia jeito de esconder o sentimento. As palavras que saiam daquela boca que ele tanto beijara não estavam em sincronia com os olhos e, mesmo que ela estando muito brava, ele não conseguiu segurar um meio sorriso. - Idiota... – disse e saiu desarmada, sem saber como prosseguir. - Quando quiser dizer que não me ama mais, feche os olhos -. Ele gritou, provocativamente. Ela abriu o portão, ele deu partida no motor. Ela parou, ele desligou a chave. Viu que ela voltava devagar, balançando a bolsa displicentemente, de cabeça baixa. Desceu do carro e abraçou-a com carinho, aninhando-a no peito. Enquanto alisava seus cabelos, o olhar perdido no infinito parecia buscar forças para que pudesse suportar tanto amor. Eles sofriam uma dor reversa; algo que não conheciam ainda. Ela enlaçou o seu pescoço e seus olhares se cruzaram. Fecharam os olhos quase simultaneamente, com receio do que eles pudessem dizer – preferiram ficar mudos, submergindo naquele mar tempestuoso de sentimentos, numa noite clara de descobertas. Assim, colados e calados, sentiram as lágrimas se encontrar entre as peles quentes dos rostos, como quem quisesse romper o pacto silencioso, denunciando toda a emoção daquele instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa - curto conto]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115232910257035216?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115232910257035216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115232910257035216&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115232910257035216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115232910257035216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/07/tempestade.html' title='Tempestade'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115214950491525667</id><published>2006-07-05T22:21:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:08:17.656-03:00</updated><title type='text'>De Fantasia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = st1 ns = "schemas-houaiss/mini" /&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Não&lt;/st1:verbetes&gt; queria &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ela&lt;/st1:verbetes&gt; fosse &lt;st1:verbetes st="on"&gt;embora&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;?xml:namespace prefix = st2 ns = "schemas-houaiss/acao" /&gt;&lt;st2:dm st="on"&gt;pois&lt;/st2:dm&gt; temia o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vazio&lt;/st1:verbetes&gt; daquele &lt;st1:verbetes st="on"&gt;corpo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;cama&lt;/st2:dm&gt;. &lt;st1:verbetes st="on"&gt;Por&lt;/st1:verbetes&gt; várias &lt;st1:verbetes st="on"&gt;noites&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st2:dm st="on"&gt;após&lt;/st2:dm&gt; a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;partida&lt;/st1:verbetes&gt;, sentira-se expropriado de algumas racionalidades, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;quem&lt;/st1:verbetes&gt; sente &lt;st2:dm st="on"&gt;medo&lt;/st2:dm&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;chuva&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ou&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;borboletas&lt;/st1:verbetes&gt; – &lt;st1:verbetes st="on"&gt;inexplicáveis&lt;/st1:verbetes&gt;. Pensou &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lhe&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm st="on"&gt;dizer&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; ficasse, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; teve &lt;st2:dm st="on"&gt;coragem&lt;/st2:dm&gt; de &lt;st2:hdm st="on"&gt;expor&lt;/st2:hdm&gt; aquela &lt;st2:dm st="on"&gt;insegurança&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;emocional&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes st="on"&gt;Assim&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;olhos&lt;/st1:verbetes&gt; perdidos &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;desesperança&lt;/st1:verbetes&gt;, observou-a &lt;st2:hm st="on"&gt;fechar&lt;/st2:hm&gt; a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;porta&lt;/st1:verbetes&gt; e se &lt;st2:hm st="on"&gt;fazer&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ausente&lt;/st1:verbetes&gt;. Ficou uma &lt;st2:dm st="on"&gt;tristeza&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;morna&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;seu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lugar&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Ela&lt;/st1:verbetes&gt; chegou &lt;st1:verbetes st="on"&gt;inesperadamente&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vida&lt;/st1:verbetes&gt; e recheou o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vazio&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; há &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tempos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lhe&lt;/st1:verbetes&gt; oprimia o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;peito&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes st="on"&gt;Tempos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;depois&lt;/st1:verbetes&gt;, percebeu &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; amava &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;anjo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;bom&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;bonito&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm st="on"&gt;saber&lt;/st2:hm&gt; se alguma &lt;st2:dm st="on"&gt;coisa&lt;/st2:dm&gt; fizera &lt;?xml:namespace prefix = st3 ns = "schemas-houaiss/dicionario" /&gt;&lt;st3:sinonimos st="on"&gt;merecedor&lt;/st3:sinonimos&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tanto&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes st="on"&gt;Tinha&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;medo&lt;/st2:dm&gt; de afugentá-la e, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;contra&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;todos&lt;/st1:verbetes&gt; os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;seus&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;desejos&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nada&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lhe&lt;/st1:verbetes&gt; pedia &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ou&lt;/st1:verbetes&gt; impunha – &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ela&lt;/st1:verbetes&gt; viera &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sem&lt;/st1:verbetes&gt; aviso e ficara; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;assim&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tinha&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm st="on"&gt;permanecer&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;enquanto&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lhe&lt;/st1:verbetes&gt; aprouvesse. Se partisse &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;definitivo&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ele&lt;/st1:verbetes&gt; sabia &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;dor&lt;/st1:verbetes&gt; seria &lt;st1:verbetes st="on"&gt;imensurável&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mas&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tanto&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;quanto&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;já&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lhe&lt;/st1:verbetes&gt; dera, valeria &lt;st1:verbetes st="on"&gt;por&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;toda&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vida&lt;/st1:verbetes&gt; e, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;isso&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ainda&lt;/st1:verbetes&gt; seria &lt;st2:dm st="on"&gt;feliz&lt;/st2:dm&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Fechou os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;olhos&lt;/st1:verbetes&gt; tentando refazê-la &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ali&lt;/st1:verbetes&gt;, ao &lt;st1:verbetes st="on"&gt;seu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lado&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;alegria&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;deliciosamente&lt;/st1:verbetes&gt; sedutora, preenchendo &lt;st1:verbetes st="on"&gt;todo&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vazio&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;seu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;pequeno&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mundo&lt;/st1:verbetes&gt;. Podia &lt;st2:hm st="on"&gt;sentir&lt;/st2:hm&gt; a &lt;st2:dm st="on"&gt;proximidade&lt;/st2:dm&gt; do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;seu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;calor&lt;/st1:verbetes&gt;, a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;textura&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sua&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;pele&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;até&lt;/st1:verbetes&gt; tocá-la. O &lt;st1:verbetes st="on"&gt;seu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;cheiro&lt;/st1:verbetes&gt; ficara no &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ar&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st2:dm st="on"&gt;quarto&lt;/st2:dm&gt; e dele se embriagava num &lt;st2:dm st="on"&gt;devaneio&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;entre&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;imagem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;onírica&lt;/st1:verbetes&gt; e a &lt;st2:dm st="on"&gt;realidade&lt;/st2:dm&gt;. &lt;st1:verbetes st="on"&gt;Ele&lt;/st1:verbetes&gt; se sentiu &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;paz&lt;/st1:verbetes&gt;. Ao &lt;st1:verbetes st="on"&gt;longe&lt;/st1:verbetes&gt;, uma &lt;st1:verbetes st="on"&gt;música&lt;/st1:verbetes&gt; soava &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;notas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lhe&lt;/st1:verbetes&gt; acalentaram &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hdm st="on"&gt;adormecer&lt;/st2:hdm&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;tranqüilo&lt;/st2:dm&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;receios&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tormentos&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes st="on"&gt;Um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;anjo&lt;/st1:verbetes&gt; velava o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;seu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sono&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;criança&lt;/st1:verbetes&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa - curto conto]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115214950491525667?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115214950491525667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115214950491525667&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115214950491525667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115214950491525667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/07/de-fantasia.html' title='De Fantasia'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115197462217154600</id><published>2006-07-03T21:52:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:07:07.483-03:00</updated><title type='text'>Oferenda</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/6d4c.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/200/6d4c.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje escrevo&lt;br /&gt;aos que compartilham minha vida,&lt;br /&gt;gentis posseiros de um peito vadio,&lt;br /&gt;como um donativo&lt;br /&gt;de palavras gastas,&lt;br /&gt;regurgitadas em alegoria poética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seja convidativo&lt;br /&gt;como um banquete regado a vinho,&lt;br /&gt;pois distinguirei,&lt;br /&gt;ainda que efêmera,&lt;br /&gt;troféus de minha pupila&lt;br /&gt;na sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será um festejo&lt;br /&gt;para um novo andamento,&lt;br /&gt;a oferenda&lt;br /&gt;do que fui&lt;br /&gt;aos que são cúmplices das horas&lt;br /&gt;que me dispo do corpo&lt;br /&gt;e revelo a alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje,&lt;br /&gt;minha poesia&lt;br /&gt;é uma subversiva ilusão&lt;br /&gt;compartilhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115197462217154600?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115197462217154600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115197462217154600&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115197462217154600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115197462217154600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/07/oferenda.html' title='Oferenda'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115188552588493223</id><published>2006-07-02T20:42:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T00:06:17.026-03:00</updated><title type='text'>Maiara</title><content type='html'>Conheceram-se em uma festa de amigos comuns e logo surgiu uma cumplicidade entre ambos. Lucas ficou fascinado pela sua beleza exótica, com o lindo e solto sorriso, pelas suas frases objetivas, inteligentes e com a meiguice expressa numa feminilidade aparentemente frágil nos seus dezoito anos. Passara a visitá-la com freqüência e ficavam horas conversando, ouvindo música ou assistindo filmes locados.&lt;br /&gt;Lucas estava, naquele tempo, recuperando-se de uma doença que o deixara fragilizado de corpo e alma, sentia-se feio, sem qualquer encanto e numa total ausência de perspectiva quanto ao futuro. Naqueles momentos, quando em companhia de sua nova amiga, conseguia esquecer a baixa auto-estima. Aos poucos surgia em seu íntimo uma esperança de dias melhores, de possíveis momentos felizes e da possibilidade de reerguer-se frente à vida que prosseguia indiferente ao seu estado de espírito.&lt;br /&gt;Maiara era a simplicidade em pessoa e, claramente, não estava preocupada com a aparência dele e sim com sua alma. Falava-lhe com carinho da força oculta que trazia internamente, da sua capacidade de superar o que fosse preciso – bastava acreditar. Ele se surpreendia: “como pode uma pessoa tão jovem, sem qualquer vivência nos dissabores do existir, conseguir fazê-lo encontrar o seu próprio norte?”.&lt;br /&gt;Passaram-se alguns meses. Lucas acordou, num certo dia, sabendo-se apaixonado de forma irremediável por Maiara. Procurou cuidar-se mais, melhorar no que fosse preciso para sentir-se merecedor daquela linda menina-mulher. Passou a prestar mais atenção nas palavras, gestos e atitudes dela, tentando captar algum sinal além da amizade total que ela lhe devotava. Não conseguiu ver nada mais do que já tinha visto. Ela nunca dissera qualquer palavra que o encorajasse nesse sentido. Com muita tristeza, achou melhor não se iludir quanto à possibilidade de ter alguma coisa que não fosse aquela simples e gostosa afeição, “o que já é muito”, dizia a si mesmo.&lt;br /&gt;O tempo foi passando e o amor de Lucas por Maiara chegou ao limite suportável. Não se satisfazia mais somente com aquela sublime amizade. No portão, ao se despedirem como se tornara costume, ele sentenciou em pensamento: “é tudo ou nada”. Com o coração acelerado, puxou -a bruscamente para si e a beijou. De olhos ainda fechados, esperou pela sua reação. Com uma entonação tranqüila e meiga, Maiara disse somente três palavras:&lt;br /&gt;- Nossa, demorou, hem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115188552588493223?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115188552588493223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115188552588493223&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115188552588493223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115188552588493223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/07/maiara.html' title='Maiara'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115168654870903807</id><published>2006-06-30T13:53:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T23:50:33.920-03:00</updated><title type='text'>Reencontro interior</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/sleepwithme1.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/sleepwithme1.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; “Nada permanece inalterado para sempre”, pensei ao reencontrá-la depois de alguns meses. Não que ela estivesse diferente na aparência despojada de modismos ou mesmo no comportamento sempre alegre, desses que contagia pela sinceridade quase inocente. O que mudara, comprovei depois, não tinha nada a ver com ela, mas com o modo como eu a enxerguei nesse dia.&lt;br /&gt;Foi um encontro casual, num bar que costumo freqüentar. Já tínhamos ido lá algumas vezes para nos divertir, conversar, acompanhados de vinhos e cumplicidade. No início havia um prazer amigo de uma agradável companhia feminina que, com o passar dos dias, se metamorfoseou em uma paixão romanesca. Eu a via como uma extensão vital do meu futuro e, num determinado ponto dos acontecimentos, fez-se uma desordem no meu íntimo, uma contradição entre o espírito e o nem sempre bem-vindo racionalismo.&lt;br /&gt;Deixei de vê-la para tentar enxergar a mim mesmo, saber onde estava a magia que me levava a quase perder a respiração ao me encontrar com ela, que fazia o coração perder o ritmo e bater apressado, quase em desespero. Não encontrei respostas para este estado de apoplexia amorosa e desisti sem, contudo, voltar a procurá-la, muito embora o extenuante sacrifício do desejo me magoasse a alma.&lt;br /&gt;Nesse reencontro nada disso aconteceu. Foi uma alegria calma e repleta de ternura e compreendi que poderíamos ser amigos, simplesmente. A mesma magia que me fizera ficar com todos os meus sentidos preso à sua presença, me devolveu a calma. Enfim, ela em nada mudara, mas em mim, prevaleceu a certeza de que o tempo nos molda e corrompe nossos desejos de uma maneira inexorável e cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa – curto conto]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115168654870903807?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115168654870903807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115168654870903807&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115168654870903807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115168654870903807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/06/reencontro-interior.html' title='Reencontro interior'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115133555372645920</id><published>2006-06-26T12:22:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T23:49:21.723-03:00</updated><title type='text'>Anjo sensual</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/Night_Abyss2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/Night_Abyss2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Noite. A mulher sai da casa e deita-se na cadeira que está à beira da piscina. Veste um short branco e curto que deixa à mostra pernas bronzeadas. Na parte de cima, uma camiseta, também branca, justa, modelando os seios de contornos juvenis.&lt;br /&gt;Admira o céu iluminado pela lua cheia. Seu olhar se fixa naquele milagre prateado. Na face um semblante sereno, uma paz contagiante. Devagar abaixa o olhar, que percorrem toda a piscina, com suas águas em calmo movimento refletindo, em flashes de luzes, o firmamento que veste o seu pequeno e valioso mundo.&lt;br /&gt;Levanta-se sem pressa e caminha até a borda; olha a água, cerra as pálpebras e se deixa cair. O silêncio da noite é quebrado pelo barulho do corpo de encontro à água. Nada de um lado a outro, com suavidade e determinação. Depois de alguns minutos pára ao lado da escada. Aguarda a respiração voltar ao normal e sai.&lt;br /&gt;Volta vagarosamente para a cadeira onde estivera deitada. O líquido escorre por seu corpo, as gotas como pequenos cristais que brilham ao refletir a claridade da lua. A camiseta molhada gruda-se ao seu corpo como uma outra pele. Suspira com calma, num estado de beatitude.&lt;br /&gt;A não ser pelo discreto barulho da água ainda em movimento, o silêncio voltou a tomar conta da sua noite. Foi um ritual solitário, sem testemunhas, de uma generosidade encenada para a própria alma. Assim são os anjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115133555372645920?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115133555372645920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115133555372645920&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115133555372645920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115133555372645920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/06/anjo-sensual.html' title='Anjo sensual'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115099856898635592</id><published>2006-06-22T14:48:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T23:48:32.923-03:00</updated><title type='text'>A Bailarina</title><content type='html'>Palco em penumbra.&lt;br /&gt;O corpo em agitos alucinados&lt;br /&gt;de uma dança atávica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palco de lençol vazio;&lt;br /&gt;melodia de suspiros ritmados&lt;br /&gt;embalados de prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém vê&lt;br /&gt;o número solo da bailarina;&lt;br /&gt;dedos na dança do ventre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem platéia amante&lt;br /&gt;despeja o gozo solitário;&lt;br /&gt;ofegante calma ante o adormecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115099856898635592?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115099856898635592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115099856898635592&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115099856898635592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115099856898635592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/06/bailarina.html' title='A Bailarina'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115077705566416777</id><published>2006-06-20T01:02:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T23:47:16.413-03:00</updated><title type='text'>Magia de um desejo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/830234.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/830234.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Despiu-se ante ao meu anseio, revelando a brancura fresca do corpo e procuramos o toque; com o toque o calor e a textura de nossas peles. Sem pressa, as mãos exploraram a geografia que éramos nós, em todas as direções, elevações e profundidades. Por vezes nossos olhos se encontravam, semicerrados e nos víamos nas sensações dos sentidos alterados pelo LSD da paixão.&lt;br /&gt;Um beijo. Hesitante, trêmulo. O beijo, agora resoluto, definitivo, guloso. Abraços firmes, fortes como uma necessidade de garantir que não iríamos fugir, nos afastarmos. Os corpos se fundiam em um só corpo e, a calma, a delicadeza inicial, dera lugar ao frenesi, um descontrole das vontades, da razão. Já nem nos pertencíamos mais, pois o comando era ditado pelo pleno desejo e, alucinados, totalmente instintos, tudo acontecia alheio aos pensamentos que nos abandonara por completo.&lt;br /&gt;Era um momento mágico, de encantamento, onde o tempo não existia, nem mesmo lugar. Flutuávamos entre brumas de sensações de um prazer que não era real, alguma coisa como um sonho do qual não se quer acordar. A fantasia que se fazia real sem que se pudesse crer, totalmente, que acontecia ali conosco.&lt;br /&gt;Ao final, cansados, suados e ofegantes, oferecíamos em gratidão um sorriso leve ao acaso, entre pequenos e breves tremores. O silêncio foi a música que embalou o retorno à realidade de qual fomos retirados por causa de um desejo há tanto reprimido e que veio à tona, sedento, do fundo de nossas almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115077705566416777?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115077705566416777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115077705566416777&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115077705566416777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115077705566416777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/06/magia-de-um-desejo.html' title='Magia de um desejo'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115056125522698178</id><published>2006-06-17T13:16:00.001-03:00</published><updated>2006-11-02T23:46:23.640-03:00</updated><title type='text'>Amantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/Photo-forum.Net%205168.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/320/Photo-forum.Net%205168.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É no seu corpo que ele se perde: sem nome, sem palavras, frágil na sua força de amante. Perdido, se sente feliz e crê, entre seus seios e coxas, ser infinito, imortal. No seu desvairio, ela é o seu porto seguro, onde ele atraca seu prazer e morre a cada gozo – morte e imortalidade, perdição e reencontro. Ela rouba-lhe a vida e a dispõe ao seu jeito e forma, dando-lhe a certeza de não ser sem que ela lhe seja.&lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Amam-se, mas ele não a pode ter, ela jamais ficará com ele; pertence ao seu presente, ao agora e nada mais. O choro brando, as lágrimas sutis que lhes escapa dos belos olhos, ela as dedica ao amor imensurável que arremete do seu peito e explode na sensualidade de seu corpo quente e ávido dos prazeres que ele lhe proporciona. Amam-se uma tarde inteira e no silêncio do anoitecer, ele tateia as mãos fortes e trêmulas por toda a parte de seu corpo, guarda as sensações de cada ponto e instante, e chora. Chora sua frágil condição de homem que depende dela, apenas dela, para se sentir vivo e eterno.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Separam-se, enfim. Ela vai para o seu mundo áspero, rude e sem sentido, onde, dia após dia, espera um amor plausível. Ele vagueia pela cidade à espera de uma outra tarde, para se encontrar naquela que o faz se perder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115056125522698178?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115056125522698178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115056125522698178&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115056125522698178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115056125522698178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/06/amantes_17.html' title='Amantes'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115016033465517245</id><published>2006-06-12T21:37:00.001-03:00</published><updated>2006-11-02T23:43:41.236-03:00</updated><title type='text'>Sina II</title><content type='html'>Olhos vadios&lt;br /&gt;Fitos no horizonte&lt;br /&gt;Goteja solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115016033465517245?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115016033465517245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115016033465517245&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115016033465517245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115016033465517245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/06/sina-ii.html' title='Sina II'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-115016007247558068</id><published>2006-06-12T21:37:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T23:44:14.376-03:00</updated><title type='text'>Sina</title><content type='html'>Passo a passo&lt;br /&gt;Toda tristeza&lt;br /&gt;Caminha em silêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-115016007247558068?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/115016007247558068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=115016007247558068&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115016007247558068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/115016007247558068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/06/sina.html' title='Sina'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-114695285635176796</id><published>2006-05-06T18:58:00.000-03:00</published><updated>2006-05-06T19:23:34.306-03:00</updated><title type='text'>Estrelas sopradas por Lua</title><content type='html'>&lt;strong&gt;[saudades]&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rodo sem sair do lugar&lt;br /&gt;o mundo é um ovo&lt;br /&gt;me viro de novo&lt;br /&gt;para onde quer que olhe&lt;br /&gt;você está&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mundosdalua.blogger.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#cc9933;"&gt;http://www.mundosdalua.blogger.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-114695285635176796?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/114695285635176796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=114695285635176796&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/114695285635176796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/114695285635176796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/05/estrelas-sopradas-por-lua.html' title='Estrelas sopradas por Lua'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-114679083013512746</id><published>2006-05-04T21:59:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T23:42:15.993-03:00</updated><title type='text'>Nem cravo nem canela</title><content type='html'>O corpo moreno, sabor e cheiro de fêmea.&lt;br /&gt;- Boas lembranças não são efêmeras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#996633;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6393/2718/1600/wait.0.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-114679083013512746?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/114679083013512746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=114679083013512746&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/114679083013512746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/114679083013512746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/05/nem-cravo-nem-canela.html' title='Nem cravo nem canela'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-114660491108244871</id><published>2006-05-02T18:19:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T23:41:20.030-03:00</updated><title type='text'>Passando a limpo</title><content type='html'>Tinha uma pedra no meio do caminho. Guardei-a pra minha coleção. Agora é seguir em frente e não ter receios de palavras certas em certos ouvidos.&lt;br /&gt;Isso só é chato porque é normal e, &lt;em&gt;norma&lt;/em&gt;, cada vez mais se torna algo tedioso e dispensável. Quero ser surpreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-114660491108244871?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/114660491108244871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=114660491108244871&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/114660491108244871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/114660491108244871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/05/passando-limpo.html' title='Passando a limpo'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-114634825692748615</id><published>2006-04-29T19:02:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T23:40:00.970-03:00</updated><title type='text'>Uma cena de bar</title><content type='html'>Entre homens e mulheres, eram doze pessoas à mesa, barulhentos, numa quase algazarra. Ruídos de corpos se ajeitando nas cadeiras, de copos e garrafas que se tocavam, conversas paralelas alegres, algumas risadas e batidas de mãos na mesa de metal recoberta por um fino tecido de estampa quadriculada em tons de azul. Amigos que se confraternizavam, embora ele não soubesse o motivo, numa cena comum que passava quase despercebida como qualquer ato que se repete, continuamente, ao longo do tempo, num determinado ambiente.&lt;br /&gt;O bar estava quase cheio. Sozinho em sua mesa, nos fundos do estabelecimento, passeava o olhar por rostos e gestos sem se ater a algo específico. Olhava por olhar, na verdade, olhava sem ver. Não havia nenhum atrativo na obviedade que ali se desenrolava. Mesmo o barulho, que lhe parecera exagerado a princípio, foi se dissolvendo num murmúrio na medida em que se voltava para o tumulto que lhe perturbava a alma. Ali não havia pessoas, nem risadas histéricas; havia, sim, um silêncio incômodo temperado por uma dolorosa e imperceptível causa.&lt;br /&gt;Navegando no alto mar de sua introspecção, já quase um náufrago, não percebeu ela passar ao seu lado com um olhar analítico, se dirigindo ao banheiro. O torpor foi quebrado pelo gesto rápido e incômodo do garçom que trocava a garrafa vazia por outra cheia e lhe servia a cerveja espumante e gelada no mesmo copo em que estivera bebendo. Num movimento quase sincrônico, como se houvessem ensaiado, o funcionário sai para atender outras mesas no mesmo instante em que ela, voltando do banheiro, pára um instante à sua frente. Olham-se nos olhos. Ela sente pena de sua solidão, contudo percebe nele um encanto advindo justamente desse estado solitário. Ele vê em seus olhos uma bondade aborrecida e invasiva, muito embora chegasse a desejar que a mulher se juntasse a ele.&lt;br /&gt;Ela volta para a mesa ruidosa dos amigos e ele, enquanto bebe sua cerveja, volta-se para a sua desordem interna. Entre os dois acontecera um pacto instintivo de que aquele momento não era o ideal para se conhecerem. Ainda que não houvesse, para eles, uma segunda oportunidade, algo corriqueiro na pulsante vida urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#66ff99;"&gt;[osair de sousa]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-114634825692748615?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/114634825692748615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=114634825692748615&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/114634825692748615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/114634825692748615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/04/uma-cena-de-bar.html' title='Uma cena de bar'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25964875.post-114559148274754497</id><published>2006-04-21T00:31:00.001-03:00</published><updated>2006-04-21T00:51:50.746-03:00</updated><title type='text'>Haicai</title><content type='html'>sobre o livro aberto,&lt;br /&gt;uma luz fria de inverno.&lt;br /&gt;faz-se poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima, a lua&lt;br /&gt;Melhor te beijar a boca&lt;br /&gt;do que te fazer versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffcc33;"&gt;[Sonia Godoy]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25964875-114559148274754497?l=osairdisousa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osairdisousa.blogspot.com/feeds/114559148274754497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25964875&amp;postID=114559148274754497&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/114559148274754497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25964875/posts/default/114559148274754497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osairdisousa.blogspot.com/2006/04/haicai.html' title='Haicai'/><author><name>Osair de Sousa Manassan</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-1t7ZYxODJ8c/TtCCX4Y0yxI/AAAAAAAACTk/7wErYwpcnTk/s220/Palavras%2BVadias_Page_13_Image_0002.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
