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6 de nov de 2006

Da janela










Tenho várias janelas para o mundo.
A cada instante observo por uma
O mundo que passa em frenesi,
Vibrante no destoante cotidiano.
Vejo a margarida murcha ainda bela
Jardins floridos, velhos infantis
Vejo crianças senis por essa janela
Cores vibrantes, ora em tons pastéis
Cena triste numa, noutra o belo acena.

Posso escolher o melhor ponto de vista
Entre tantas janelas da vida que passa.
Acolho e contemplo o que se desvenda;
No meio da cidade um lote que baldio
Esconde no matagal cacos de vidro,
Farrapos de pano, farpas de um arame
Que demarca o frenético desatino:
Velhos tesouros de negros diamantes
Do imprevisível chamado destino.

Abastecido dessa profusão de fatos
Entre a louca razão de ser e estar
Componho um romance impreciso
Que já nasce gasto - um pergaminho.
Outra manhã, outro dia, outra janela;
Sossego ante a beleza que me revela
A alma espelha o mundo que almejo.

Osair de Sousa

9 comentários:

Valéria disse...

Amei o seu espaço ...

fada disse...

O que mais eu poderia dizer ao me lambuzar de tanta luz que é vc alem de falar que ao sentir sua alma a minha vibra amor, pulsa amor, é amor puro que vc desperta em mim, sempre...te escrevo e as lagrimas de emoção percorrem minha face...essas lagrimas me lembram de momentos que passamos, e a dimensão da minha emoção, que nunca antes eu havia sentido, e minha alma gemia...que saudades!!! Puxa meu anjo que saudade, essa saudade não é de meses ou dias mas de vidas e vidas...
Te beijo meu amor

fada disse...

Não fujas mais de mim
Que sofro cada instante
Longe de você...
Tudo em nós tornou
A realidade um lugar
Lúdico e especial de se viver
Sei que sofre essa distancia
Só interrompida nas noites
Quando nossas almas
Livres das vestes materiais
Buscam-se famintas da paz
Que um trás ao outro
É loucura, é amor
É real...a realidade sonhada
Buscada através dos tempos
Encontrada apesar da distancia
Existente entre nós...
Quem sabe dos caminhos Divinos
Quem entende o que ele nos prepara
Mas vem pra mim, nos deixe viver
Esse amor que o tempo não apaga

Anônimo disse...

Um lindo poema.
"A alma espelha o mundo que almejo"
Gostei! Também vejo assim,
a poesia é o reflezo
de um ensejo da alma.
Gostei demais do poema de sua fada,
lindo demais, demais.
E suas fotos... cada dia olho algumas.
São belíssimas.

Idalina de Carvalho disse...

Osair,
este seu poema é uma obra prima!!! Você descreve tão bem sensações diluídas em cenas que é possível ao leitor se perder dentro do poema, misturar-se às sensações. Construir um poema como este, em que abunda a emoção e o bom gosto na construção... é coisa de mestre!
Gostei muito!
Outra coisa: seu blog está lindo!
Parabéns!

fada disse...

pra vc...

http://vounessasp.terra.com.br/site/musica.asp?idMusica=20295

te beijo

Anônimo disse...

Como ainda estás olhando pela tua janela,
deixo apenas um abraço e
desejo uma semana maravilhosa
de muita inspiração.
Vou viajar por uns tempos.

"Só os loucos sabem o que é um instante de sanidade" (Maria)

Lalá disse...

Deixo o comentário por que gostei mesmo!
Posso vor mais vezes??
Posso linkar no eu blog???
www.lekso.blogspot.com
Laura

Renatinha.. disse...

hummm

delicia de se ler..

beijo homem

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