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16 de set de 2007

Soneto da ausência

A ausência deitou-se abrupta ao meu lado
com um aroma de patchuli esvanecendo
em sincronia com os sons de seus passos
até que se fez aquele silêncio de catedral.

Agora o nada era eu, por ter sido todo você
e só restou essa indesejada companheira.
Me sabia ser todo vazio com essa ausência
ao meu lado, tal qual um espectro sombrio.

É tempestade de sevícia que varre a paz e,
indesejada, se empunha de nossos sentidos
sugando voraz o mantimento da esperança.

Na embriaguês de um minuto suportável,
refaço o nosso retrato e, somente assim,
ausento-me do espólio da abjeta ausência.

Osair de Sousa

Um comentário:

Anônimo disse...

A ausência preenche o vazio que a presença do amor deixa. E nesta ausência compreendemos o verdadeiro valor de quem não está ali. Ali sentimos a saudade tornar real os sonhos que carregamos dentro da alma. Seu texto trouxe-me ausências que eu julgava esquecidas.

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