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25 de jan de 2008

A visita de uma Colombina

Alegrou-se de corpo e alma ao vê-la chegar sorrindo. Se abraçam num abraço breve e contido, um beijo na face e se olharam como olham os amigos verdadeiros, com carinho e um dizer não dito: “como é bom nos reencontrarmos outra vez”.
- Estava morrendo de saudades! Disse ele.
- Eu também...
Achava graça na sua falta de jeito para dizer espontaneamente que sentia saudades do seu grande amigo e, por isso, quase sempre respondia às suas revelações de afeto com um “eu também”. Ele a sabe uma pessoa formidável, que procura ser fiel na sua afeição mesmo sabendo que ele quer mais do que ela pode lhe dar.
Saem pela noite, bebem, conversam, se calam, o tempo voa e, alta madrugada voltam cada um para sua casa. Ela dorme. Ele fica acordado e pensa nela.
Ainda se encontrarão outras vezes, são velhos amigos que se gostam, cada um à sua maneira; ela expansiva, ele contido. Ela não pensa nele senão como realmente são: grandes amigos; ele pensa nela como realmente não são, mas se contém no limite dela, pois o seu é muito além de um grande afeto, é amor profundo, um Pierrô que deseja ser Arlequim, mas tem consciência da impossibilidade.
Ele liga.
- Adorei a nossa noite, ontem... Diz.
- Eu também... Ela diz.


Osair de Sousa

2 comentários:

Craudinha Egg disse...

amor de verdade... amar a pessoa, não o amor que a pessoa pode te dar.. ficar feliz com a felicidade do seu amor.. não com a posse dele...
lindo, meu amigo....
tenho q vir mais vezes, pois sempre q venho tem uma história, uma coisa que se encaixa.. e isso é ótimo... é como encontrar a ratificação dos meus pensamentos
beijos

Anônimo disse...

escrevi NECESSIDADE que diz: amo, não a minha necessidade, mas a necessidade que o outro tem de ser amado.

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