Segundo o engenheiro agrônomo Gaspar Yamasaki, cada município deve criar uma norma específica de arborização urbana, parte do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Municipal, mas é praticamente unânime o entendimento de que é dever do município plantar e cuidar das árvores nas calçadas e áreas públicas. Assim, se a ideia é plantar uma árvore na frente de casa é importante estar atento às regras de cultivo definidas pelo município, às espécies recomendadas ou, mesmo, entrar em contato com a prefeitura local e solicitar o plantio. Tais recomendações servem para evitar o crescimento de árvores que possam causar danos estruturais nas calçadas ou o posicionamento em locais que atrapalhem o tráfego de pessoas.
Árvores na calçada: veja espécies indicadas
Árvores nas calçadas fazem as cidades mais frescas e bonitas. Mas nem todos os tipos de vegetais têm plantio recomendado, pois podem danificar as calçadas (com raízes grandes e superficiais) ou atingir pessoas e veículos com frutos pesados ou queda de galhos por constituições de lenho frágeis. Podemos tomar como exemplo o Flamboyant, uma árvore bem vistosa e querida pela população, mas que apesar da sua exuberância, possui raízes grandes, superficiais e violentas e galhos frágeis, que podem cair sobre pessoas e veículos. Além desses fatores, a perda massiva de flores e folhas em diversas espécies pode ser problemática em relação ao entupimento de bueiros, exigindo manutenções de limpeza regulares. Para calçadas estreitas e com fiação aérea, árvores de pequeno porte - como a variedade anã do ipê -, pois suas copas terão de quatro a cinco metros de diâmetro na fase adulta. Quando o espaço não é problema, árvores de grande porte, com até 30 metros de altura, lenho rijo e raízes pouco superficiais - como o pau marfim - são opções. O jequitibá-rosa (Cariniana legalis) é uma árvore de grande porte que chega a atingir 50 m de altura. Muito ornamental, a planta é indicada para o paisagismo de grandes áreas como parques públicos e praças. Uma avaliação do clima e do local de plantio da diretrizes para a escolha da espécie apropriada ao espaço disponível, tendo em vista a adequação do porte, da forma e do tamanho da copa. De maneira geral, as espécies devem, preferencialmente, dar frutos e flores pequenos, não possuir espinhos e nem raízes superficiais que prejudiquem o calçamento. Também é recomendado o plantio de árvores com estrutura forte, que não necessitam de podas frequentes.
Plantar pode. Podar, não

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Piracanta (Pyracantha coccínea): com caule coberto de espinhos, esse arbusto tem porte médio, atingindo de 3 a 5 metros de altura. Apresenta rápido crescimento e requer podas periódicas e cuidadosas. A piracanta deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil. Tolera meia-sombra e aprecia o frio subtropical. Cuidado com os erros que podem agredir a árvore, como as chamadas podas drásticas, as excessivas, as feitas fora de época ou as em que o executor não utiliza a técnica dos três cortes (que evita danos e injúrias aos troncos ou galhos). Portanto, apesar de parecer simples, a poda exige conhecimento e deve ser feita por profissionais habilitados.
Cuide!

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