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23 de ago de 2006

Poema Necessário









Não há dimensão de sentimento
Que ao poeta seja imprescindível
Se ao amor versa enaltecer.
Nem razão que se lhe impõem
As tangíveis horas da manhã
Que procede à noite vigilante
Seriam senhoras de estorvo vil
Se ao amor queira sublimar.

Assim, poetizando à adorada
Não existem pedras no meio
(Ou à margem do caminho)
Que lhe embotem as palavras.
Serva de presença inexorável
Conluiada em lavra de pesar
Do poeta cativo de um amor
Palavras, palavras hão de brotar.

O que ao poeta torna-se imperativo
É a sua comiseração poder exaltar
Mesmo se aquele amor lhe desterrar.

[osair de sousa]

2 comentários:

Eliane Alcântara. disse...

Poeta morre tantas vezes quantas
vezes renasce.
É uma 'necessidade' de ser letra
viva na boca do poema.
O sentir conhece bem.
Boa quinta-feira, Osair. Beijos.

Renatinha.. disse...

* que ao poeta torna-se imperativo
É a sua comiseração poder exaltar
Mesmo se aquele amor lhe desterrar..

adorei!!

beijoo e um findi maravilhoso p nós..

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