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6 de out de 2006

Desfeita

Sem que percebesse,
Esvaiu-se definitiva;
Não como nuvens mutantes,
Mas como a cor que desbota.
Agora o seu corpo refratado
Me faz órfão do que fui.
Sua mão escapou de meus dedos
No abismo da cruel distância.
Procuro nas horas do tempo
O que restou daquele contato;
Hesito em aceitar a partida.
O que foi eterno em mim
Perdeu-se numa esquina
Dessas que a vida se esquiva
Mas não nega, por haver
O amor fugidio que ocultar.

[osair de sousa]

6 comentários:

Deuzita Paixão disse...

Eu votei.. boa sorte...

Anônimo disse...

Poema ao Sol

Serei forte, sem me deixar
amordaçar, prender.
Carregarei mesmo
se for em silêncio
a bandeira da poesia
que nasceu em mim.
Não desanimarei
diante dos obstáculos,
das pedras que rolam
em meu andar.
Mesmo descalça
das sandálias
que vestem meu interior,
onde as letras se formam,
viverei nelas até morrer.
Prometo.
Mesmo em solidão,
e, estou só,
amigos do recanto da Maria
me abandonaram também,
vizinhas minhas
de quase sete séculos,
quase todas já fecharam
as portas para mim,
colocando fechaduras nelas
e me deixando sem a chave.
Parece que todos
estão me abandonando.
Talvez cavei esse
abandono com minhas
lágrimas que tanto ferem.
Talvez com meu jeito de ser.
De dizer, de falar.
Talvez com meu jeito
estranho de amar.
Mas prometo,
mesmo nesta solidão
que não sei porque
estão me impondo,
mesmo imersa
no mar da saudade,
repratriarei meu espírito
dia após dia,
noite após noite
para junto das estrelas
e lá permanecerei
contemplando
e admirando
o caminhar do sol
no infinito azul.
E, quem sabe um dia,
num repente de sua luz,
seus raios me acordem
e me levantam outra vez...
Sonharei....

Maria

Osair disse...

Quer humilhar, Maria?
Lindissimo seu poema. Onde posso ler mais?
Beijos

Anônimo disse...

Humilhar? Eu? Jamais. Seus textos é que são belíssimos, puros, sinceros. Tanto que venho aqui todo dia ler. Parabéns viu??? Você devia escrever mais.

Anônimo disse...

O choro é a falta de palavras

Se choro são minhas lágrimas que verto,
parte de mim que externa-se às vagas do vento.
Um choro doce, choro triste,
choro que clama por alento.

Se choro é porque me faltam palavras,
do que está no coração falar,
quando choro consigo dizer,
embora não consiga verbalizar.

Com o choro conquisto a minha paz,
aquela que o sofrimento fez perder.
A paz é terapêutica, é o equilíbrio,
entre a minha vontade de morrer
e a ânsia ardente e eterna de viver...


Maria
Já que pediste onde poderia ler mais mais... trouxe mais esta...
Tudo de bom amigo. Bom fim de semana. E continue a escrever. Você tem muito talento

fada disse...

Tanto quis que sua presença se perdesse do meu eu...mas cada vez que me procuro ali encontro sua ternura, o aconchego no qual me guardei por meses, o misterio que me fascinou em coisas simples de um sentir sem mascaras...os meses passam, minha vida se modifica a cada instante e sua presença se eterniza no meu ser a cada respiração, como se os perfumes de seu corpo estivessem na brisa que me envolve...ahh saudades minha amiga e companheira de todos os momentos sem vc...Eita eita...eu e os meus livros no lugar de pequenos recadinhos dizendo o que já sabes de cor...o que vc escreve mexe e remexe com as minhas entranhas, fazendo fluir todos os desejos de minh´alma

beijos ao seu desejo

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